FAO e Slow Food assinam acordo de cooperação

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a organização internacional ‘Slow Food’ firmaram um acordo na quarta-feira (15) para desenvolver ações conjuntas para melhorar os meios de subsistência de pequenos agricultores que vivem em áreas rurais.

Segundo o memorando de entendimento assinado pelas duas organizações, por um período de três anos, a união de forças promoverá sistemas alimentares e agrícolas mais inclusivos localmente, nacionalmente e internacionalmente.

 

As atividades se concentrarão principalmente em campanhas promocionais conjuntas, fortalecimento de redes locais, regionais e globais, além da divulgação de iniciativas como o Ano Internacional da Agricultura Familiar, que será em 2014.

As iniciativas destacarão o valor dos alimentos e dos cultivos locais esquecidos, além de abordar o acesso ao mercado para os pequenos produtores, melhorando a conservação e uso da biodiversidade, a redução de perdas e desperdícios alimentos e a melhoria do bem-estar animal.

Ao assinar o documento, o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, disse que a “Slow Food e a FAO compartilham a mesma visão de um mundo sustentável e sem fome, salvaguardando a biodiversidade para as gerações futuras”. Segundo Graziano, o acordo é mais um passo em direção a esse objetivo.

O presidente da Slow Food, Carlo Petrini, disse que a colaboração com a agência da ONU “deriva do nosso objetivo comum de promover a riqueza das tradições alimentares locais, defendendo a biodiversidade alimentar e o apoio aos pequenos agricultores e produtores”.

‘Slow Food’ é uma organização internacional sem fins lucrativos que promove a qualidade dos alimentos produzidos e distribuídos de uma forma ambientalmente e socialmente sustentável. Possui mais de 100 mil membros em todo o mundo e está presente em 150 países. Através de seus projetos e iniciativas, a ‘Slow Food’ envolve milhões de pessoas em todo o mundo.

Segundo seus coordenadores, foi a entidade foi fundada em 1989 “como resposta aos efeitos padronizantes do ‘fast food’; ao ritmo frenético da vida atual; ao desaparecimento das tradições culinárias regionais; ao decrescente interesse das pessoas na sua alimentação; na procedência e sabor dos alimentos; e em como nossa escolha alimentar pode afetar o mundo”.


*Texto publicado originalmente no site da ONU no Brasil

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