Slow Food Brasil

Cadastre o seu e-mail e receba novidades:

» Para receber os textos do Slow Food Brasil por email, basta você cadastrar seu endereço:


Acompanhe também via: Slow Food Brasil via RSSSlow Food Brasil no TwitterSlow Food Brasil no Facebook

Texto originalmente publicado no site do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricioanl (FBSSAN)

Diante do contexto da pandemia global provocada pelo novo Coronavírus (Covid-19), mais de 80 entidades civis de todas as regiões do país publicaram um apelo para que o direito à saúde e à alimentação da população brasileira seja respeitado, protegido e garantido. O documento conjunto apresenta uma série de propostas de combate à fome a serem implementadas, em caráter urgente e emergencial, pelos governos nas esferas federal, estadual e municipal.

Assinadas por fóruns, redes, articulações, movimentos e organizações da sociedade civil, as proposições incluem a revogação imediata da Emenda Constitucional 95 (EC 95), a criação de Comitês de Emergência para o Combate à Fome e medidas que passam pelo fortalecimento da agricultura familiar, pelos caminhos de distribuição de alimentos para as populações mais vulneráveis, por programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e pelo controle dos estoques e dos preços.

post ser e viverAntes de tudo, gostaríamos de propor um exercício: respire fundo. Inspire pelo nariz e solte pela boca. Longa e profundamente, por pelo menos três vezes. Uma vez no presente, a leitura (ou seria a refeição?) pode realmente começar. As palavras que se seguem abordam o Sagrado Feminino e sua relação com a alimentação. Os pontos serão discutidos à luz de uma abordagem mais subjetiva, porém de forma alguma menos profunda. É nesse quadro que não serão objetos de reflexão questões que envolvem necessidades físicas e biológicas específicas do corpo da mulher, como nutrientes necessários e alimentos indicados para cada fase do ciclo menstrual.
O Sagrado Feminino, expressão tão antiga e ao mesmo tempo tão nova, pode ser resumido como a sabedoria ancestral dos mistérios do feminino, conhecimentos que todas carregamos em nosso corpo, nas hélices de nosso DNA, e em nossa alma, por trás dos véus do (declinante) patriarcado. Trata-se da conexão dos ritmos femininos com os ritmos da natureza, do ciclo menstrual em ligação com o ciclo lunar, bem como da cura da menstruação e sua relação com a cura da Terra. Logo, a mulher sagrada, cíclica e guiada pela lua, reconhece sua íntima relação com a terra e seu lugar nela.

Este é o terceiro boletim informativo Slow Food Brasil - Terra Madre Brasil 2020, que infelizmente foi adiado para o último quadrimestre por conta da pandemia de coronavírus.

O evento acontecerá em novembro. Saiba mais no site: https://terramadrebrasil.org.br/

Acesse na íntegra o Boletim Slow Food Brasil - Terra Madre Brasil 2020 – Número Três

O Boletim Slow Food Brasil – Terra Madre Brasil 2020 - número três traz os avanços rumo ao Terra Madre Brasil (TMB) que está sendo construído a muitas mãos. A terceira edição do encontro das comunidades brasileiras de nossa rede ocorre no 20º ano da chegada do movimento no país que, desde seu início, cresceu e mudou muito, acompanhando as diversas pautas alimentares dos nossos territórios. 

A atual edição conta com a correalização do Governo do Estado da Bahia  por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional da Bahia (CAR) da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e ocorrerá em Salvador/BA.

Você já deve ter reparado que no cabeçalho deste boletim temos agora uma identidade visual do evento, que foi belamente desenvolvida por dois ativistas Slow Food de longa data, Gabriela Bonilha e Marcelo Podestá. Se buscou sintetizar a pluralidade do Brasil e contemplar alguns elementos da sociobiodiversidade e da cultura alimentar que integram a nossa rede e nossos programas, além dos aspectos comemorativos próprios dos nossos momentos de encontro, o resultado desses elementos através dos olhares cuidadosos desses dois artistas pode ser melhor contemplado no cartaz ao lado. Visualize melhor o primeiro cartaz do evento ao final deste boletim.

Atividade do projeto reúne mais de 30 agricultores para resgatar a história e a cultura alimentar local, em Pilão Arcado, na Bahia

WhatsApp Image 2020 03 05 at 23.01.15 1 1

O mês de março teve início com uma nova visita do Projeto Slow Food na Defesa da Sociobiodiversidade e da Cultura Alimentar Baiana à região dos Bbrejos, em Pilão Arcado, Bahia. Desta vez, mais de 30 agricultoras e agricultores das comunidades Brejo Dois Irmãos, Brejo da Capoeira, Brejo do Carrasco, Brejo do Urubu e Brejo do Pequi, em Pilão Arcado, estiveram reunidos com os facilitadores do projeto, acompanhados pela equipe do Pró-Semiárido e do SASOP, organização parceria que realiza assessoria técnica na comunidade. 

A atividade aconteceu nos dias 3 e 4 de março, com o objetivo de conhecer mais a região dos brejos e sua rica biodiversidade. Num primeiro momento, foram feitas visitas às agricultoras mais velhas das comunidades, Dona Romana, Dona Adelcina e Dona Litercina, que narraram o histórico das pessoas, dos sistemas produtivos e da cultura alimentar local, desde o plantio até a mesa. “Nessa conversa, nos deparamos com resultados surpreendentes, com uma diversidade muito grande de alimentos e quase todos eram produzidos no roçado e no quintal das famílias, sem uso de agroquímicos. O que vem de fora é quase zero”, diz Fernando Andrade, técnico do SASOP que acompanha a comunidade.

Ministério da Agricultura definiu que, caso um pedido de registro de agrotóxico não seja avaliado em 60 dias, ele será aprovado “tacitamente”, ou seja, de forma automática

campanha

Desde 2015, quando o então deputado Covatti Filho (PP-RS) propôs o PL 3200, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida vem denunciando um processo de desmonte da legislação que regulamenta o uso de agrotóxicos no Brasil. Desde então, denunciamos as tentativas de desmonte da lei de agrotóxicos, a flexibilização das regras na Anvisa, e o desmonte do Programa de Avaliação de Resíduo de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), entre outros.

No dia 27 de fevereiro de 2020, o Diário Oficial da União trouxe a Portaria 43/2020, do Ministério da Agricultura, que estabelece um prazo máximo de reposta para os chamados “atos públicos de liberação”. Terminado este prazo, caso não haja resposta, é concedida a liberação tácita, ou, em bom português popular, automática. Entre os atos que receberam o prazo máximo, estão desde o registro de estabelecimentos de produtores de produtos de origem animal, certificação de exportação de produto animal até o registro de agrotóxicos.

De acordo com a portaria, se um pedido de registro de agrotóxico não for analisado em 60 dias, ele está aprovado. A medida é tão irreal que duvidamos que fosse mesmo verdade. Mas de fato, no Governo Bolsonaro, o fundo do poço sempre pode ser mais fundo.

Conheça mais sobre Slow Food InternacionalFundação Slow Food para BiodiversidadeTerra MadreUniversidade das Ciências Gastronômicas

» SLOW FOOD BRASIL | Login »»

© 2013 Slow Food Brasil. Todos os direitos reservados aos autores das fotos e textos.
Não é permitido reproduzir o conteúdo deste site sem citar a fonte, link e o autor.
Design e desenvolvimento: DoDesign-s