Slow Food Brasil

Cadastre o seu e-mail e receba novidades:

» Para receber os textos do Slow Food Brasil por email, basta você cadastrar seu endereço:


Acompanhe também via: Slow Food Brasil via RSSSlow Food Brasil no TwitterSlow Food Brasil no Facebook

Anouk e Vianne na Chocolateria MayaO filme Chocolate narra a história de Vianne e Anouk, mãe e filha que chegam a uma pequena cidade no interior da França, numa tarde de inverno, levadas pelo vento norte. É Anouk, já adulta, quem conta o que ali se passou, nos dias de sua infância, em fins dos anos 1950. Sua narrativa assume a forma de uma fábula, cujas palavras iniciais - ‘era uma vez’ – anunciam que eventos mágicos e, quem sabe, um final feliz, podem ser esperados.

JURUNA

Em meio à pandemia causada pelo coronavírus, a Comunidade Slow Food Valorização da Mandioca do Povo Juruna KM 30, localizada na aldeia indígena Boa Vista do Povo Juruna, em Vitória do Xingu (Pará), perdeu o contrato de venda de seus produtos para a merenda das escolas públicas do município. Para não perder esses alimentos e ainda fazer o bem, Murilo, Amaury e Marineide, integrantes da comunidade, tomaram a iniciativa de doar toda a produção agrícola sob a forma de cestas para as famílias carentes da região. Essas cestas são compostas de alimentos bons, limpos e justos produzidos por esse povo tradicional, por exemplo alimentos como derivados da mandioca, tucupi, milho verde, abóbora, dentre outros.

Para atender às necessidades de pescadores da Reserva do Pirajubaé, Slow Food organiza campanha de arrecadação, compra produtos da agricultura familiar e fortalece dois pontos da cadeia do alimento 

Com restaurantes e mercados fechados, e a consequente diminuição do fluxo de pessoas nas ruas, a dificuldade de agricultores, pescadores e extrativistas em escoar os produtos de seus trabalhos se intensifica dia após dia. Para os pescadores artesanais da Reserva Extrativista do Pirajubaé, primeira reserva extrativista marinha do Brasil, localizada em Florianópolis/SC, não seria diferente. Foi a demanda para atender as necessidades básicas das famílias em situação mais crítica da reserva que levou a Rede Catarina Slow Food a iniciar a campanha de arrecadação. A relação do Slow Food com a comunidade da Resex começou em 2009, quando o berbigão, também conhecido como vôngole, entrou para a Arca do Gosto - mais tarde, em 2017, foi a vez do peixe parati.

Por sua vez, agricultores familiares da rede, bem como de grupos parceiros, também enfrentavam - e ainda enfrentam - barreiras para comercializar seus produtos. Lucimar de Oliveira é agricultora, coletora de pinhão da Fortaleza Slow Food do Pinhão da Serra Catarinense e integrante do movimento desde 2008. No sítio da família, o Recanto do Velho Pai, ela conta que a safra costuma ser bem produtiva, com cerca de 25 variedades de verduras e legumes, mas a atividade se viu prejudicada com a crise dos últimos meses. "Este trabalho do Slow para ajudar a quem precisa nos ajudou. Nós estamos com dificuldade de vender moranga, cebola de cabeça... Já perdi bastante por ter armazenado por tanto tempo. Agora, com este movimento, consegui retorno de um pouco desses produtos, assim como do pinhão." Isso porque o foco da campanha era a arrecadação de verba para a compra de cestas agroecológicas, assim, dois grupos da cadeia poderiam ser beneficiados.

O 22 de Abril uniu comunidades rurais, indígenas e ativistas urbanos de norte a sul do país nas redes sociais para saudar este tesouro vivo do nosso patrimônio alimentar que é símbolo do combate à fome e  soberania alimentar mundial: a mandioca. 

WhatsApp Image 2020 04 24 at 19.15.59

           O pertencimento ao movimento mandioqueiro e seus significados muito atuais foram suficientes para iniciar uma bela mobilização nas redes sociais da Rede Slow Food Brasil com o mote da celebração do 22 de Abril. A data reinvindica substituir o colonialista “descobrimento” pelo Dia da Mandioca e de fato redescobrir o Brasil saudando esta raíz brotada ancestralmente em nosso quintal,uma herança milenar do trabalho e genialidade dos povos indígenas.

WhatsApp Image 2020 03 05 at 23.01.11 2 2

O cenário atual do país e mundo, imposto pela pandemia de Covid-19, tem mudado a rotina das pessoas, a dinâmica econômica e gerado preocupação com o abastecimento alimentar. Os distanciamentos, quarentenas e isolamentos sociais, necessários para controlar a contaminação, têm gerado impactos sobre a comercialização de alimentos e, por consequência, na redução das fontes de renda para famílias agricultoras, com a suspensão das feiras locais. 

Outra preocupação é o aumento dos preços dos alimentos nos mercados convencionais, causando ainda mais agravamento da fome, especialmente nas cidades. Dessa maneira, o país volta a colocar o direito humano à alimentação e nutrição adequada em ameaça, depois de, ao longo de 15 anos, retirar 35 milhões de pessoas da situação de extrema pobreza, saindo em 2014 do Mapa Mundial da Fome, de acordo com o relatório O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Como então é possível pensar em saúde numa situação de insegurança alimentar? Essa pergunta remete às histórias de tempos difíceis para populações rurais do semiárido, em períodos de longas estiagens, numa época em que não havia políticas públicas de acesso à água para consumo humano nem para produção de alimentos. 

Conheça mais sobre Slow Food InternacionalFundação Slow Food para BiodiversidadeTerra MadreUniversidade das Ciências Gastronômicas

» SLOW FOOD BRASIL | Login »»

© 2013 Slow Food Brasil. Todos os direitos reservados aos autores das fotos e textos.
Não é permitido reproduzir o conteúdo deste site sem citar a fonte, link e o autor.
Design e desenvolvimento: DoDesign-s