Slow Food Brasil

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Cerrado. Originalmente com mais de 2 milhões de quilômetros quadrados espalhados por 12 estados e com 65 milhões de anos, é o mais antigo bioma brasileiro e o único que tem contato com todos os outros, integrando-os.

Pela garantia de direitos de quem produz comida de verdade

As organizações/coletivos/movimentos da comissão organizadora da conferência Popular por Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional repudiam a ação violenta de despejo das famílias agricultoras do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) – Quilombo Campo Grande, na cidade de Campo do Meio, no Sul do estado de Minas Gerais e denunciam esta grave ameaça ao direito humano à alimentação adequada (DHAA) e à soberania alimentar.

Mais uma vez e estado brasileiro se coloca contra quem depende da terra para sobreviver e produz comida de verdade, livre de agrotóxicos, em favor do grande latifúndio, comprometendo a soberania e a segurança alimentar e nutricional dos povos.

Leia a Nota completa aqui: Nota de Repúdio Despejo Quilombo Campo Grande

Solidariedade ao MST e às 450 famílias que resistem no Quilombo Campo Grande!

No nordeste e norte do Brasil, movimento das mulheres quebradeiras de coco babaçu é exemplo de agroecologia, da luta pelo território e por seu modo de vida

Do campo à mesa, da amêndoa à barra, do coco babaçu ao óleo, ao carvão, ao artesanato e por aí vai. Isso sem falar nas outras partes da árvore de nome científico Attalea speciosa que são utilizadas para fazer telhados, como as folhas, ou adubo, como é o caso do caule. É a palmeira típica do Nordeste do Brasil que gera sustento para milhares de famílias pelos estados da região. Porém, antes de virar sabão, cosméticos, leite vegetal e até combustível é preciso quebrar o coco.

Quebradeira de coco é profissão que sempre existiu no feminino, e foi também a feminina "luta" que reuniu, no começo da década de 1990, mulheres dos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará para a criação do MIQCB, o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu.

Querida rede Slow Food Brasil e parceiros,

Ao mesmo tempo que cumprimentamos todas e todos, desejando que estejam lidando bem com o momento desafiador que estamos vivendo, comunicamos que a Associação Slow Food do Brasil, por decisão de seu Núcleo Gestor e Diretoria, não retomará, em 2020, as ações de campo previstas para este ano. A decisão decorre do cenário incerto da pandemia do Covid-19 no Brasil, da baixa perspectiva de que condições seguras para traslado das equipes e interação com as comunidades se estabeleçam até o final do ano, e da avaliação de que vale a pena ajustar o quanto antes as atividades de 2020 ao invés de aguardar as duvidosas condições de retomada da rotina de campo.

Milho crioulo, alimento sagrado. De norte a sul do país, populações lutam por essa – e outras sementes originárias –, em busca de soberania alimentar

Diversas-tenonde_02.jpgDiversidade de milho. Foto: Tenondé_Porã

Para garantir o acesso ao alimento bom, limpo e justo para todos é imprescindível pensar em soberania alimentar - direito das comunidades de decidir o que cultivar, produzir e comer. Os caminhos são tortuosos e as ações transcendem a política institucional, sendo trilhadas no micro, através de iniciativas da sociedade civil em suas comunidades e aldeias. 

Sim. É na Terra Indígena Tenondé Porã que Jera (lê-se Djerá) Tenondé Porã, liderança indígena Guarani Mbya, vem lutando há mais de dez anos pela salvaguarda das sementes, por autonomia alimentar e pela demarcação das terras de seu povo. Hoje, a Tenondé Porã compreende nove aldeias, em 16 mil hectares localizados em Parelheiros e Marsilac, distritos da Zona Sul da capital paulista, além de São Bernardo do Campo, São Vicente e Mongaguá.

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