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Um marco legal federal recém-aprovado pode contribuir com a segurança alimentar e nutricional nas escolas de comunidades tradicionais pelo país. A partir do exemplo da aplicação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no Amazonas em comunidades indígenas, o Ministério Público Federal (MPF) tem recomendado um arranjo que contribuirá com a alimentação escolar e a renda dos produtores e produtoras tradicionais. O Slow Food tem contribuído com esta política pública com o povo Sateré-Mawé no município de Maués, Amazonas.

prefeito.jpegPrefeito de Maués e produtores Saterés assinam o edital da alimentação escolar indígena. 
Foto: Assessoria de Imprensa de Maués/AM.

Comunidades tradicionais e camponesas lutam pela salvaguarda das sementes, e contra a chegada das novas biotecnologias e de outras ameaças nos territórios

É pedindo licença para os antepassados que a guardiã de sementes começa sua fala, e é provavelmente desse mesmo modo que Vanessa de França inicia os trabalhos nas roças quilombolas. Nascida e criada no Quilombo São Pedro, no Vale do Ribeira/SP, ela aprendeu com os familiares mais velhos a respeitar a natureza e a guardar as sementes para garantir a sobrevivência física e cultural da comunidade.

Esse conhecimento ancestral transmitido de geração em geração, entre diversos povos e comunidades tradicionais ao redor do mundo, desde o surgimento da agricultura há 10 mil anos, entretanto, vem sendo atacado há décadas com a chegada da Revolução Verde, da tecnificação agrícola e da ampliação da agricultura industrial.

No pacote dito tecnológico, os organismos geneticamente modificados, entre eles os transgênicos, e as novas biotecnologias — como a cisgenia, os impulsores genéticos (gene drives) e a biologia sintética —, influem diretamente sobre a perpetuação das sementes crioulas e livres de veneno para a sobrevivência dos povos detentores de conhecimentos primordiais nos territórios.

Ao passo em que a indústria convencional da carne segue como foco de denúncias e causadora de externalidades graves, iniciativas que valorizam o bem-estar animal e o consumo consciente trazem um novo olhar para o sistema alimentar 

São muitos os aspectos simbólicos e culturais por trás do consumo da carne ao longo da história, mas é evidente que, nas últimas décadas, o crescimento desenfreado da sua produção trouxe consequências devastadoras à saúde do homem e do planeta. É o que comprovam denúncias e escândalos envolvendo essa ponta da cadeia, e que dizem não apenas respeito às condições de confinamento animal e à qualidade da carne produzida, mas também aos aspectos sociais e políticos envolvidos em uma indústria de dimensão monumental. 

Recentemente, com a disseminação do novo coronavírus pelo mundo, a situação de insustentabilidade dessa ponta da cadeia ficou ainda mais evidente, uma vez que se comprovou nas últimas décadas que o surgimento de pandemias está intimamente ligado a uma série de pilares em que se baseiam esse sistema produtivo. 

Vovô frequentemente dizia que a palavra grega para “sonho” continha dentro dela a palavra "arroto". No início, não tomei conhecimento do que havia por trás dela. Anos depois, percebi que ele se referia à comida e às histórias. Ambas requeriam um ritual essencial para se tornarem mais saborosas.

Assim começa o filme O Tempero da Vida (2003), do cineasta turco Tassos Boulmetis. O protagonista, Fanis Iakovidis (Georges Corraface), astrofísico de profissão e gastrônomo de alma, fora iniciado na arte da culinária pelo avô Vassilis (Tassos Bandis), comerciante de especiarias, tão amante do significado das palavras quanto da magia dos temperos. Na intersecção entre astronomia e gastronomia, ensinou que a segunda contém a primeira.

avô na loja

Cerrado. Originalmente com mais de 2 milhões de quilômetros quadrados espalhados por 12 estados e com 65 milhões de anos, é o mais antigo bioma brasileiro e o único que tem contato com todos os outros, integrando-os.

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