Slow Food Brasil

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Primeiro, são os animais silvestres que se alvoroçam: abelhas e outros insetos; pássaros de todos os tamanhos; pequenos e médios roedores e os mamíferos do Cerrado; pacas, cotias, tatus, preás, veados. Depois os homens: famílias inteiras se deslocam para iniciar a "apanha" do pequi, que se desprende facilmente dos ramos das árvores nativas, espalhando-se pelos cerrados e matas do Brasil Central. Logo mais, a fruta já pode ser encontrada por todo lado, nas pequenas vilas ou nas ruas centrais de cidades grandes como Goiânia, Brasília e até Belo Horizonte, onde ambulantes vendem o pequi recém-colhido. O fruto, do tamanho de uma pequena laranja, está maduro quando sua casca, que permanece sempre da mesma cor verde-amarelada, amolece. Partida a casca, encontram-se, em cada fruto, uma, duas, três ou quatro amêndoas tenras envoltas por uma polpa amarela, branca ou rósea, o verdadeiro atrativo da planta. A única contra-indicação são os espinhos finos, minúsculos e penetrantes existentes bem no núcleo do caroço, sendo preciso muito cuidado ao mastigá-lo para chupar a polpa. O pequi é muito apreciado nas regiões onde ocorre: o arroz, o frango e o feijão cozidos com pequi são pratos fortes da culinária regional; o licor de pequi tem fama nacional; e há, também, uma boa variedade de receitas de doces aromatizados com seu sabor. Os 900 produtores envolvidos na Cooperativa Grande Sertão plantam frutas para uso em conservas, tendo o pequi como o principal produto. A cooperativa foi formada com o objetivo de promover o desenvolvimento social e econômico sustentável da área, e melhorar a qualidade de vida dos produtores de pequena escala e de suas famílias, que pertencem à cooperativa. A capacitação e a consultoria técnica e científica são fatores importantes para a realização desse objetivo. A comunidade trabalha plantando frutas com o uso de métodos orgânicos e respeitando os princípios de agricultura ecológica.

Estado/Região/Território: Minas Gerais /Sudeste/Norte de MG/ Serra Geral e Alto Rio Pardo
Municípios: Rio Pardo de Minas, Porteirinha, Mato Verde, Montes Claros

Coordenador da Comunidade
João Carlos Ávila, telefone +55 (38) 3223 6880
joaoavila@caa.org.br

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