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caranguejosQuinta-feira é o dia! E o ritual é à noite! Vem do mangue para a praia, à beira mar, da lama à mesa.

A fonte de tal iguaria pode ser de perto ou de longe. Chega em um amarrado chamado corda, ainda vivo. É morto com uma faca de ponta fina. Se colocado vivo na água quente, soltam-lhe as patas. Antes de cozinhar, é lavado, esfregado, raspado. Depois, é escaldado. Durante o cozimento, sua cor vai mudando, até que chega "ao ponto".

O sabor é ressaltado pelo acréscimo de ervas, pimentas e leite de coco. Da cozinha, é levado, em bacia plástica ou de barro, por entre mesas, coberto pelas folhas verdes do coentro, regado com o leite de coco, fumegante. Despejado sobre a mesa o conteúdo da bacia, dá-se início ao ritual propriamente dito. São várias mãos, a um só tempo, em busca do maior caranguejo. Em seguida, com pancadas firmes e ansiosas, as carnes são tiradas fora, para o prazer dos comedores.

O Terra Madre Brasil está chegando. Confira as programações:

 

O quê se come, com quem se come, quando, como e onde se come... nas sociedades humanas, a fome e a sede são formuladas e satisfeitas não apenas a partir das dimensões biológico-nutricionais, mas em termos culturais, sociais e históricos. Entendendo, então, que o ato alimentar implica em valoração simbólica, a proposta desta coluna é trazer para o espaço do Slow Food Brasil pequenos textos e notas de pesquisa de gente que, a partir de abordagens diversas, tem estudado as injunções entre alimentação e cultura.

» De Simplesmente Martha a Sem Reservas

 


* Renata Menasche é antropóloga, professora e pesquisadora, autora do livro A agricultura familiar à mesa: saberes e práticas da alimentação no Vale do Taquari.

 

o alimento como protagonista de transformações humanas

Simplesmente MarthaBella Martha, nome original do filme da diretora Sandra Nettelbeck, é uma produção alemã, lançada em 2001, que conta a história de Martha Klein, a obstinada e perfeccionista chef de cozinha de um refinado restaurante de Hamburgo.

Refilmado sob direção de Scott Hicks, No Reservations ou, em Português, Sem Reservas, recente produção de Hollywood, além de não ter o mesmo charme da versão original, não explora o alimento como tema central, como coadjuvante de profundas transformações nos personagens.

Aqui entre nós, Tiradentes é um charme. Mais do que isso, Tiradentes é história. E, um pouco mais ainda, Tiradentes é pura culinária mineira, tanto que abriga um dos mais famosos e freqüentados festivais de gastronomia do Brasil, o Festival Internacional de Cultura e Gastronomia, que atrai gente de todo o país e chefs nacionais e do exterior.

A pequena cidade vê, nos feriados prolongados e nas férias, sua população de seis mil habitantes mais do que dobrar, todos em busca da paz que se encontra nas ruelas e em meio aos prédios antigos, do século XVIII. Estar em Tiradentes é passear pela história, cidade berço da Inconfidência Mineira e terra de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que nasceu num sítio próximo à cidade. Ali busca-se, também, comer bem, comida boa e farta. Vamos falar, então, de um médico e sua leitoa.

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