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foto_8b.jpgEste estudo se coloca como um desdobramento do Inventário Nacional de Referências Culturais - produção de doces tradicionais pelotenses, pesquisa que segue metodologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), visando identificar e reconhecer a tradição doceira pela qual Pelotas, situada no Rio Grande do Sul, é nacionalmente conhecida.

O que impulsionou esta pesquisa sobre a contribuição negra - sujeitos que partilham, adaptam e reinventam o patrimônio cultural afro-brasileiro - para tal tradição foi justamente sua invisibilidade, afirmada no discurso, reiteradamente repetido, de que "os negros só mexeram os tachos".

foto_1b.jpgA hipótese mais provável para essa invisibilidade se assenta nas próprias circunstâncias que situam Pelotas enquanto "região do doce" e não "região do açúcar", como na obra de Gilberto Freyre, referente ao Nordeste brasileiro. Tal caracterização indica o doce como um produto caro e restrito às camadas da sociedade que se beneficiavam das trocas de charque por açúcar. Desse modo, sua circulação não teria se dado entre as frações mais populares, aí inclusa a população negra pelotense. Assim, ao contrário do que se deu no Nordeste, onde as escravas e negras libertas vendiam os doces em seus tabuleiros, em Pelotas essas mulheres não tiveram acesso à rara matéria-prima dos doces finos.

Considerando, ainda, também sob a rubrica doce de Pelotas, a tradição dos doces de frutas, ou coloniais, vinculados à influência dos imigrantes franceses, alemães, pomeranos e italianos na produção de doces de passas e compotas de frutas, observa-se a mesma invisibilidade com relação à contribuição da etnia negra. Pensar que contribuições das diversas etnias compõem o mapa étnico da tradição dos doces de Pelotas significa, aqui, buscar analisar a dimensão das matrizes culturais que constituem, diversificam e atualizam essa tradição.

queijominas2.jpgNo último dia 15 de maio, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) aprovou o registro do modo de produção do Queijo Artesanal de Minas como patrimônio imaterial brasileiro.

O trabalho que resultou no registro do tradicional queijo mineiro contou com a participação do Slow Food e foi uma ação conjunta que envolveu a associação de produtores de queijo de diferentes regiões de Minas Gerais, o poder público e entidades privadas.

queijominas3.jpgDesde 2001, quando a Secretaria de Cultura de Minas Gerais encaminhou o pedido ao IPHAN, dois aspectos foram decisivos para a qualificação e legitimação do Queijo: a aprovação de Leis Estaduais específicas para a produção artesanal de Queijo de Minas (que permitem a elaboração deste queijo a partir de leite cru) e a realização de um amplo trabalho de pesquisa sobre os modos de produção, questões históricas, culturais e identitárias, que foram sistematizados em um documento, o Dossiê Interpretativo do Queijo Artesanal de Minas.

No inicio do mês de maio de 2008, entre os dias 01 a 04, aconteceu a Bio Brazil Fair, no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera. Trata-se de uma feira de produtos orgânicos e naturais, onde os consumidores podem comprar produtos diretamente dos produtores, com uma estimativa de 19.000 visitantes. E nós estivemos lá.

Uma estreita colaboração entre o convívio Slow Food Piracicaba e o grupo local de agricultura orgânica permitiu a organização da Semana do Alimento Orgânico, entre os dias 30 de maio e 06 de junho de 2008. Eventos dos mais diversos foram concebidos com o intuito de promover uma reflexão sobre referências de qualidade na alimentação. Trata-se de uma iniciativa impregnada do espírito Slow Food: prazer e reflexão em torno do ato alimentar.

Confiram a programação abaixo. Esperamos uma grande participação!

 

Desde antes do V Congresso Internacional do Slow Food em Puebla, México, em Novembro de 2007, começamos a falar sobre as novas formas de associação ao Slow Food, que a partir de agora terão algumas importantes novidades.

Os novos tipos de associação foram pensados depois dos numerosos pedidos que recebemos por nossos Convivia e nossos sócios. A nova afiliação nos permitirá de um lado oferecer maior flexibilidade de inscrição para todos os países e, de outro lado, investir nas gerações mais jovens enfrentando os temas ligados à sustentabilidade.

Os novos tipos de associação ao Slow Food, nos próximos anos, darão a um número maior de pessoas a oportunidade de se associarem, escolhendo a modalidade de associação mais adequada às próprias exigências. Saiba mais sobre as novas formas de associação e aproveite para se associar ao Slow Food.

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