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foto_da_familia_dalla_costa_1939.jpgEstima-se que, no período compreendido entre 1870 e 1970, cerca de 26 milhões de italianos deixaram sua terra em busca de melhores condições e oportunidades de vida. Desses, 1,5 milhão veio para o Brasil.

Os fluxos migratórios da Itália para os diversos países que receberam italianos ao longo desse período foram estabelecidos por redes sociais, construídas entre regiões da Itália e alguns destinos. Assim, observa-se a preferência dos imigrantes em se dirigirem a locais onde já estavam estabelecidos conterrâneos seus. Dessa forma, temos que o fluxo migratório para o Brasil foi, em grande parte, originário da região do Vêneto.

Ao emigrarem, os italianos levavam na bagagem sua cultura: costumes, hábitos alimentares, modos de ver a vida, língua, entre outros. Ao chegarem a seus destinos, tentavam reproduzir sua cultura, dando origem a adaptações e novas significações de antigos hábitos. No Brasil, em novas condições de vida, novos elementos foram introduzidos às práticas dos imigrantes italianos, assim como eles imprimiram suas marcas na cultura local. Atualmente, percebemos a força da imigração italiana nas culturas regionais.polenta_filo_jacarezinho_2007.jpg

Entre os italianos que migraram para o Brasil, a polenta destaca-se como alimento característico de grupos familiares provenientes de regiões rurais do Vêneto. A polenta manteve-se como alimento de base entre colonos descendentes de imigrantes da região Sul do Brasil.

Recife dos Mercados e dos Grandes Mestres da Cozinha Pernambucana

                Recife, sábado, 7h da manhã. Cedo? Pensou que era o Galo da Madrugada? Pois errou feio... Enquanto que os primeiros raios de sol ainda se responsabilizavam em despertar a cidade, um grupo, também muito animado, o do Convivium Slow Food Recife, já estava de pé. Muita energia e fome no ar, redescobrir a cidade do dia-dia através da honesta e boa mesa pernambucana era a proposta. Auto-mastigar a cidade que muitas vezes passa despercebida, era o tour dos personagens e dos recantos, um incrível antropofagismo à Oswald de Andrade...

                slow_caf_reforo_nordestino.jpg

Em Recife a vida pulsa nos mercados públicos, nesses espaços, o caráter de sua gente é literalmente revelado. No Mercado da Encruzilhada, localizado no bairro homônimo e aglutinador da zona norte da cidade, foi o primeiro ponto de encontro do grupo. Construído na década de 50, nos seus mais de 200 boxes, são comercializados de tudo: verduras, cereais, miudezas em geral, artesanato, frios, carnes e aves. Destaque para a carne de sol e para a lingüiça de porco caseira, uma das melhores da capital.

Diversidade Cultural e Turismo Sustentável, este é o tema da palestra que será realizada nesta quarta-feira, 7 de maio, no Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília ( CET/UnB ) . Os palestrantes debaterão as possibilidades de uso de ingredientes locais para a gastronomia e como contribuem para a preservação, além de estimular o desenvolvimento sustentável de pequenas comunidades.  As inscrições serão feitas no nosso site e os participantes receberão certificado.

Palestrantes:

  •  Iara Brasileiro, pesquisadora do CET/UnB. Coordenadora do Núcleo de Desenvolvimento Sustentável no CET;
  •  Roberta Marins de Sá, Coordenadora dos Projetos do Slow Food no Brasil e consultora do Ministério do Desenvolvimento Agrário;
  •  Luiz Carraza, representante da ISPN – Instituto Sociedade, População e Natureza, onde estimulam uma rede de comercialização solidária conhecida como Central do Cerrado – Produtos Ecossociais.

Local: Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (CET/UnB)

Data: 07/05

Horário: 19h

Inscrições: http://www.cet.unb.br/forms/cadastro_palestras.php

A colaboração entre o Convivium Slow Food de Brasília e a ABRASEL-DF se iniciou durante a organização da programação gastronômica do Salão Nacional dos Territórios, realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, em Dezembro de 2006. De lá para cá algumas atividades foram desenvolvidas em conjunto, e este ano a presidência da associação nos ofereceu um espaço no Festival Brasil Sabor 2008.

Docinho de buriti e licuri elaborado por Luis Carrazza - Foto: Roberta Sá

Para a abertura do Festival alguns associados do Convivium Brasília criaram pratos inéditos e deliciosos, usando produtos de comunidades locais, da Arca do Gosto e Fortalezas, e apresentaram para o público participante os princípios da ecogastronomia. Esta atividade foi realizada em parceria com a Central do Cerrado , que não somente nos forneceu os produtos das comunidades como também os coordenadores participaram ativamente de toda a organização.

Depois desta atividade brilhante (e gostosa), realizada por várias cabeças pensantes e mãos realizadoras, tivemos a oportunidade de oferecer oficinas de ecogastronomia para adultos e oficinas do gosto para crianças. As atividades foram realizadas em duas edições, nos dias 19 de março e 03 de maio, no Terraço Shopping. Para estas atividades contamos com a colaboração fundamental da Kaza Chique , e esperamos poder continuar colaborando.  

arepasO homem é um onívoro que estabelece regras alimentares, classificando o que é comestível ou não, transformando alimento em comida. Assim é que o que se come em determinada cultura não se come em outra. E assim é que trago aqui esta história...

Trafegando por rodovias que cruzam os municípios de São Bendito, Ubajara e Tianguá, região cearense chamada de Serra Grande ou Ibiapaba, deparei-me com algo inusitado. Mulheres, homens, jovens e crianças correndo no mato, de um lado para o outro, olhando ora para a terra, ora para os ares. Meus olhos seguiam o mesmo movimento, tentando entender o que estava acontecendo. Um brincadeira? Uma disputa? Uma coleta? O que seria?

Nas mãos, garrafas pet, baldes e latas, cujo conteúdo escuro eu não conseguia distinguir bem. Fiquei assistindo, por um bom tempo, aquilo que parecia ser uma atividade divertida para quem a praticava... enquanto pensava na estranha interação entre homem e natureza que observava. A convivência, o movimento, gritos e risadas, cheias de códigos entendidos por quem participava e não entendidos pelos de fora.

Ao aproximar-me, percebi que eram formigas voadoras, tanajuras negras e gordas. Indaguei para que serviam. Responderam que era pra comer e pra vender. Quando criança, tinha visto tanajuras no sertão, mas não tinha conhecimento de que podiam ser comidas.

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