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dulce-de-leche.jpgOs doces de leite não são exclusividade do Brasil, Uruguai ou Argentina. Em todos os países da América Latina, encontram-se variedades de doce de leite, com nomes diversos. Em países em que se fala espanhol, dulce de leche é o nome mais comum, mas também é conhecido como manjar blanco no Chile, Peru, Equador, Colômbia e Panamá - e, nesse último, também como bién-me-sabe; cajeta no México e na América Central; jamoncillo no México; arequipe na Colômbia; leche de burra em El Salvador e na Nicarágua.

Torrando a farinha. Foto: Marcia RiedererMovidos pela vontade de recuperar hábitos, costumes e alimentos que estão se perdendo no caminho de nossa globalização, em um sábado ensolarado nos juntamos no Engenho dos Andrade, para a farinhada - 1º Encontro do Convivium Slow Food Engenho de Farinha (Florianópolis/Brasil). Durante a semana foram necessários muitos preparativos, ver quem tinha a mandioca, busca-la, organizar as compras para o jantar, quem busca as mesas na igreja, ver como seria a participação de cada um, organizar o transporte para que os produtores de outros municípios pudessem participar dessa grande festa, enfim... nada que um grupo unido e animado não resolvesse com muita facilidade!

Puebla - México, novembro de 2007 

Numa linda e surpreendente cidade-museu, Puebla, aconteceu um encontro memorável!

Continuando com o foco no BOM, LIMPO e JUSTO , cá estão algumas coisas que me chamaram a atenção durante as sessões do encontro:

armazem.jpgNesta semana, nosso olhar se dirige aos agricultores familiares, mas não como aqueles que produzem o alimento para o conjunto da sociedade, a comida "dos outros".

A partir do artigo de Catia Grisa, Da roça à mesa: a produção de alimentos "pro gasto" na agricultura familiar, somos convidados a observar os diversos aspectos relacionados à produção de alimentos voltada ao autoconsumo na agricultura familiar.

O artigo de Catia foi elaborado a partir do interessante estudo que realizou, como dissertação de mestrado, junto a famílias rurais gaúchas de quatro diferentes municípios, pertencentes a distintas regiões rurais do Rio Grande do Sul.

A fala de seu Ângelo, com que Catia abre seu artigo, mostra não apenas a diversidade dos produtos "pro gasto", mas também o modo como essa comida fortalece a Segurança Alimentar dessas famílias ao mesmo tempo em que alimenta laços de sociabilidade.

Ao destacar o sabor do brodo (designação dada, entre os colonos de origem italiana do Sul do Brasil, ao caldo preparado a base de carnes) feito com a galinha "criada a milho" em seu quintal, seu Ângelo afirma um modo de vida. No orgulho de ser agricultor, vemos o orgulho por produzir a boa comida. A mesa está posta...

vacas-pastando"Olha tudo o que nós plantamos pro nosso gasto! Não compramos quase nada! Frango, nós criamos; queijo, nós fazemos aqui. Esses produtos pra comida, muito pouco nós compramos. Açúcar, essemascavo, se faz aqui. Se olha de poupar o quanto mais dá. Batata, aipim... E, sabe, esses alimentos, dá pros filhos, também. Ela [a esposa] leva para as filhas, leva galinha já pronta, limpa. Temos vaca pra tirar leite, fazemos nosso queijo. Galinha, peru, pato, eu tenho. E esses bichinhos ali, criados a milho: não tem nada de ração. A carne de uma galinha dessas, fazer um brodo, fica bom!"

É desse modo, com orgulho, que Seu Ângelo, agricultor, descreve os alimentos que ele e sua esposa produzem para o consumo familiar. Essa produção, que entre os agricultores gaúchos também é chamada de produção "pro gasto", no meio acadêmico tem sido estudada como produção para autoconsumo.

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