Slow Food Brasil

Cadastre o seu e-mail e receba novidades:

» Para receber os textos do Slow Food Brasil por email, basta você cadastrar seu endereço:


Acompanhe também via: Slow Food Brasil via RSSSlow Food Brasil no TwitterSlow Food Brasil no Facebook

Texto originalmente publicado no Portal Semear

eco.jpg

Técnicas culinárias com receitas a base de palma e ingredientes da culinária regional serão apresentadas no “Intercâmbio em Ecogastronomia Slow Food para os jovens dos projetos FIDA no Brasil”, que reunirá, em Sergipe,  25  jovens de várias comunidades rurais beneficiárias de projetos apoiados pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), no Nordeste do Brasil. O evento acontecerá entre os dias 23 e 25 de julho, na comunidade quilombola de Brejões, em Ilha das Flores, e na cozinha escola do SENAC, em Aracaju,

Com o tema “Valorização da agrobiodiversidade na gastronomia Slow Food no semiárido brasileiro”, o intercâmbio é promovido pelo FIDA por meio do Programa Semear Internacional, e conta com o apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Associação Slow Food Brasil, Projeto Dom Távora de Sergipe, e demais projetos apoiados pelo FIDA no Brasil.

IMG 20180627 133835830

No último 26 e 27 de junho Sant’Ana do Livramento (Brasil) e Rivera (Uruguai) receberam o Engenheiro Agrônomo Sebastião Pinheiro para uma oficina de biofertilizantes. Entre os participantes estavam estudantes de agronomia da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), técnicos da Emater/Ascar de Sant’Ana do Livramento, técnicos e estudantes do Centro Universitário Rivera (Udelar,) produtores agroecológicos e em transição e também membros do Slow Food Binacional Livramento/Rivera.

Na oportunidade, Sebastião Pinheiro que possui uma carreira acadêmica extensa e foi professor na Universidade Federal do Rio Grande do SUL (UFRGS), junto ao Núcleo de Economia Alternativa da Faculdade de Ciências Econômicas ensinou os participantes a desenvolverem biofertilizantes com materiais comumente encontrados em suas propriedades, como esterco, soro de leite, folhas e ervas e outros ingredientes de fácil acesso.

O professor chamou atenção para o momento que o país vive, já que no dia 25 de junho o Projeto de Lei 6299/02, que que flexibiliza o uso de agrotóxicos no país, foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara de Deputados. Sebastião afirmou que só a agroecologia e o biopoder campônes é capaz de combater o agronegócio que transformou a agricultura em negócio, tirando dela todo aspecto cultural envolvido.

A oficina foi uma iniciativa da Emater/Ascar em parceria com a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (campus Sant’Ana do Livramento) e o convívio Slow Food Binacional Livramento/Rivera.

Equipes Slow Food, UFSC e representantes da rede de universidades e do governo federal.

Aconteceu entre os dias 5 e 6 junho, no restaurante Quintana Bar parceiro da rede Slow Food em São Paulo, o seminário final que reuniu alguns dos representantes da equipe envolvida por mais de dois anos no projeto Alimentos Bons, Limpos e Justos na Agricultura Familiar, uma projeto de extensão em parceria entre o Slow Food Brasil, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e uma rede nacional de Universidades, apoiado pelo Governo Federal, através da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD).

O projeto teve por objetivo aproximar a agricultura familiar dos princípios e programas do Slow Food para a salvaguarda da biodiversidade agrícola e da cultura alimentar da cinco regiões do Brasil. Atividades de campo envolvendo agricultores familiares, extrativistas e pescadores aconteceram em 10 estados, dois por cada região: Amazonas e Pará (Norte), Rio Grande do Norte e Bahia (Nordeste), Goiás e Mato Grosso (Centro-Oeste), Minas Gerais e Rio de Janeiro (Sudeste), Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Sul).

Por quatro dias, em pleno centro de Belo Horizonte/MG, no Parque Municipal da cidade, ocorreu o IV Encontro Nacional de Agroecologia. Sob o lema “Agroecologia e Democracia: unindo campo e cidade” o evento gestado por vários meses somou esforços de muitos coletivos que pensam e vivem a agroecologia no país. Pessoas de todos os estados e com as mais diversas raízes socioculturais se encontraram entre os dias 31 de maio e 03 de junho para pensar os rumos do movimento agroecológico, reafirmar as lutas comuns, denunciando as ameaças, anunciando as conquistas, celebrando as vitórias e renovando as esperanças.

A rede Slow Food Brasil esteve presente dissolvido em meio à catarse agroecológica que foi esse memorável encontro. Duas barracas de comida (Slow Food Belo Horizonte e Iacitatá/Slow Food Amazônia), uma mostra de cinema (1a. Mostra Slow Food no Filme de Cinema e Comida), cozinheiros envolvidos na cozinha do banquete agroecológico, ativistas na organização e nas articulações políticas, além da presença de agricultoras e agricultores trazendo produtos das Fortalezas Slow Food como o gergelim Kalunga, o pequi-do-Xingu e o óleo de macaúba.

tainá-marajoara-carlos-ruffeil-iacitata-sfamazoniaTainá Marajoara e Carlos Ruffeil levando os sabores do Pará para o IV ENA. Foto: Patricia Moll

Quando Carlo Petrini idealizou o movimento Slow Food, em 1986, as raízes gastronômicas da Itália estavam enfraquecidas, nutrindo-se de combos e enlatados. Como em todo o mundo, os italianos também acabaram rendidos à dominância de uma alimentação industrializada, porque a racionalização do trabalho e o ritmo da globalização em nada combinavam com um ritual de refeição em cinco etapas. Agora, 32 anos depois, num movimento oposto, as cidadelas voltam a exaltar sua produção superlocal, levando a efeito os conceitos de agricultura biológica e desenvolvendo também um turismo de experiência ligado ao produto e o produtor.

Num projeto único de intercâmbio entre comunidades Slow Food no mundo, um grupo do Slow Food Primeira Colônia Italiana, de Garibaldi, percorreu 12 cidades nas regiões do Lazio e Abruzzo, conhecendo pequenas propriedades de convivas associados ao Slow Food Latina, Territori de Cesanese e Viterbo e Tuscia. Em 10 dias, os brasileiros conheceram produções de vinho, olivas, queijos, doces, carne, mel, gelato, cerveja, hortifruti, a água terapêutica de Fiuggi e, claro, restaurantes – a maioria deles com produção orgânica e certificações de origem.

DSC_5761.JPG

Conheça mais sobre Slow Food InternacionalFundação Slow Food para BiodiversidadeTerra MadreUniversidade das Ciências Gastronômicas

» SLOW FOOD BRASIL | Login »»

© 2013 Slow Food Brasil. Todos os direitos reservados aos autores das fotos e textos.
Não é permitido reproduzir o conteúdo deste site sem citar a fonte, link e o autor.
Design e desenvolvimento: DoDesign-s