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Texto originalmente publicado no site do FBSSAN

Diante da gravidade e urgência que o mundo e o Brasil estão passando, a Comissão Organizadora da Conferência Popular por Direitos, Democracia, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional decidiu pelo adiamento da etapa nacional, que seria realizada entre os dias 4 e 6 de agosto deste ano, em São Luís do Maranhão. Também avaliamos que ainda não há informações suficientes para anunciarmos uma nova data.

O adiamento da etapa nacional não significa a paralisação de nossa mobilização e reflexão, pelo contrário. Mais do que um evento nacional a Conferência Popular é um processo contínuo da sociedade civil organizada, em movimento.

A Pandemia escancara as desigualdades sociais, étnico-raciais e de gênero e as condições precárias de vida a que estão submetidas parcelas imensas da população brasileira. Evidencia a grave crise político-institucional, o desmonte dos sistemas de saúde e proteção social e a paralisação de praticamente todos os programas de segurança alimentar e nutricional (SAN), o que compromete a capacidade e agilidade das respostas emergenciais diante da crise. A ausência de diálogo, que se expressa na extinção e/ou abandono dos conselhos, demonstra a incapacidade de construção de soluções capazes de atender a demanda do povo, dos sujeitos de direito.

Em tempos de avanço do coronavírus, a regra é clara: "fique em casa". Mas como é possível contornar os impactos das mudanças no modelo de abastecimento e consumo, e ainda assim se alimentar bem?

Nas últimas semanas, chefs, cozinheiros, jornalistas, influenciadores, agricultores, organizações da sociedade civil  e formadores de opinião foram ainda mais enfáticos nas mensagens de incentivo ao consumo de alimentos de proveniência local, produções artesanais e que valorizem a agricultura familiar. O avanço da pandemia do coronavírus pelo país e pelo mundo tem levantado uma série de preocupações também no ramo da alimentação, uma vez que a recomendação máxima de ficar em casa afeta diretamente o movimento dos estabelecimentos e, por consequência, a vida de profissionais do setor gastronômico, fornecedores, empresários e chefs de cozinha, assim como de suas famílias. Com restaurantes fechados, além de feiras e eventos cancelados, viu-se propagar como nunca os serviços de delivery, a compra de vouchers e de produtos artesanais e/ou provenientes do campo.

Agricultores familiares, inclusive, começam a sofrer alguns impactos decorrentes do Covid-19. As restrições relacionadas ao trânsito e o fechamento de comércios dificulta o acesso a mudas e a insumos agrícolas, por exemplo, além de impactar no escoamento de produtos agrícolas. Em Pescaria Brava/SC, o agricultor Antonio Augusto conta que a crise também exigiu mudanças na venda direta ao consumidor, como a abrangência do serviço de entrega e alterações no sistema de pagamento de cestas. Já quando o assunto é levar os produtos um pouco mais longe, a união faz a força, e os produtores agora optam por ratear os custos das viagens, a fim de evitar um deslocamento excessivo entre cidades e diminuir os custos com transporte, como conta Antonio, que também é integrante da Associação Slow Food do Brasil e uma das lideranças da Fortaleza Slow Food do Butiá do Litoral  Catarinense.

Texto originalmente publicado no site do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricioanl (FBSSAN)

Diante do contexto da pandemia global provocada pelo novo Coronavírus (Covid-19), mais de 80 entidades civis de todas as regiões do país publicaram um apelo para que o direito à saúde e à alimentação da população brasileira seja respeitado, protegido e garantido. O documento conjunto apresenta uma série de propostas de combate à fome a serem implementadas, em caráter urgente e emergencial, pelos governos nas esferas federal, estadual e municipal.

Assinadas por fóruns, redes, articulações, movimentos e organizações da sociedade civil, as proposições incluem a revogação imediata da Emenda Constitucional 95 (EC 95), a criação de Comitês de Emergência para o Combate à Fome e medidas que passam pelo fortalecimento da agricultura familiar, pelos caminhos de distribuição de alimentos para as populações mais vulneráveis, por programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e pelo controle dos estoques e dos preços.

post ser e viverAntes de tudo, gostaríamos de propor um exercício: respire fundo. Inspire pelo nariz e solte pela boca. Longa e profundamente, por pelo menos três vezes. Uma vez no presente, a leitura (ou seria a refeição?) pode realmente começar. As palavras que se seguem abordam o Sagrado Feminino e sua relação com a alimentação. Os pontos serão discutidos à luz de uma abordagem mais subjetiva, porém de forma alguma menos profunda. É nesse quadro que não serão objetos de reflexão questões que envolvem necessidades físicas e biológicas específicas do corpo da mulher, como nutrientes necessários e alimentos indicados para cada fase do ciclo menstrual.
O Sagrado Feminino, expressão tão antiga e ao mesmo tempo tão nova, pode ser resumido como a sabedoria ancestral dos mistérios do feminino, conhecimentos que todas carregamos em nosso corpo, nas hélices de nosso DNA, e em nossa alma, por trás dos véus do (declinante) patriarcado. Trata-se da conexão dos ritmos femininos com os ritmos da natureza, do ciclo menstrual em ligação com o ciclo lunar, bem como da cura da menstruação e sua relação com a cura da Terra. Logo, a mulher sagrada, cíclica e guiada pela lua, reconhece sua íntima relação com a terra e seu lugar nela.

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