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cartaz arraia

Domingão passado a Festa Junina Livre de Transgênicos de Florianópolis foi no Arraiá do Marquito, manézinho quiridu membro fundador do Convívio Engenhos de Farinha Slow Food. Vou te dizete uma coisinha pa ti o festerê teve um arraso porque a jecaiada toda se juntou para fazer acontecer um arraiá colaborativo,animado, amoroso, sustentável e é claro livre de transgênico! Quem chegou de bicicleta ganhou foi logo um quentão. E todo mundo tava montado na jequice, só dava mané cafuçu e caipira.. A turma tava jeca mas tava jóia, cada um levou a sua caneca e deu suas contribuição voluntária pra festa, seja em guloseima junina, em lenha, em apresentação musical, ajudando na decoração ou puxando brincadeiras com os jequinhas que se divertiram pra valer. Marquito, dás um banho de auto-gestão, mas os jeca tava doido mesmo era pra ganhar o minhocário que foi sorteado entre os voluntário do arraiá E tava frio sô mas com os caldinhos quentinhos e um foguerão de São João lindão todo mundo se aqueceu. E o transgênico é bão? É mintiiiira!! Bolo de milho, pipoca, canjica, teve sim sinhô, mas era tudo de milho criolo, que fartura! Fora as delícias da mandioca, a rainha do Brasil. Teve até bolo de bertalha, coisa estrondosa.. A cervejinha era artesanal no estilo Slow Bier da Bugio e a pinga, mas é craro que era do Engenho do Zeca no Sertão do Peri! E o arrasta pé não parou não, era samba de roda com sambadô profissional, Forro de Pé de Serra cum sanfoneiro bão da cidade e até discotecagi muderna, tax tolo?! Claro que num podia fartá um boi-de-mamão pro povo brincá! E era um tar de fora temer pra lá e pra cá.. Cê já viu um Arraiá bão assim? Mas esse é o níver das Festa Junina Livre de Transgênico, sô, num bobeia não e faiz a sua qui nem a jecaiada do Marquito lá em Floripa!

“Se a gente é o que come, quem não come nada some,
por isso ninguém enxerga essa gente que passa fome”.
(Victor Rodrigues)

Arnaldo Antunes ComidaQuais as necessidades humanas? De que temos fome? Se tomarmos como mote para essa discussão a música Comida, dos Titãs, podemos encontrar alguns eixos norteadores que ampliariam nossa visão da fome como um problema não apenas individual como também social, político, cultural, perpassando questões como cidadania, igualdade, desejo/prazer e outras necessidades humanas que ultrapassam as carências nutricionais ou desnutrição. Ainda que o acesso à comida fosse universal, ele não deveria ser homogeneizante, como satiriza a letra dos Titãs: “Bebida é água! Comida é pasto!”.
Em nosso país, a construção de conceitos como fome, desnutrição, insegurança alimentar têm um vasto histórico na formulação de políticas públicas, tornando-se emblemática a luta e combate à fome, defendida por grandes pesquisadores, instituições e governos, em diferentes perspectivas até os dias de hoje. Mas o pensamento coletivo sobre a fome, essa necessidade crônica de tantos, que expõe carências humanas diversas, medos e uma insegurança diária sobre não ter o que comer, ainda parece ser pouco escutado. Escuta que pressupõe um protagonismo nesse querer “não só comida”, mas autonomia no comer/alimentar-se, domínio de suas práticas alimentares e comensalidades, melhorias de qualidade de vida e cidadania.

Confira as Disco Xepas que fazem parte do Disco Xepa Day:

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FJLT_2016_Horta_das_Flores.jpg

O período dos festejos juninos se aproxima e pelo segundo ano estamos ativamos a campanha da Festa Junina Livre de Transgênicos (FJLT), promovida pelo Grupo de Trabalho (GT) Sementes Livres, do Slow Food Brasil.

O GT nasceu em 2015 das articulações em protesto ao Projeto de Lei (PL) 4.148/08 - de autoria do Deputado Federal Luis Carlos Heinze (PP/RS) - que desobriga a rotulagem de alimentos contendo ingredientes transgênicos, sendo uma grave violação do direito dos cidadãos a informação sobre os alimentos. A aprovação desta lei na Câmara dos Deputados, ainda em abril daquele ano, impulsionou a articulação dentro da rede para a criação da campanha da FJLT. Atualmente o PL tramita como PLC 34/15 no Senado Federal.

O GT Sementes Livres adota duas campanhas internacionais do Slow Food: a de luta contra transgênicos na agricultura e alimentação e da promoção da agrossociobiodiversidade pelas sementes crioulas, não-patenteadas (não-híbridas e não-transgênicas).

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