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Associação Slow Food do Brasil e projeto Pró-Semiárido/FIDA iniciam parceria pela valorização da sociobiodiversidade e cultura alimentar no semiárido baiano

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Identificação de novos produtos para Arca do Gosto*, inserção de novas Comunidades na rede Slow Food, articulação e fortalecimento de Fortalezas Slow Food* da Bahia são algumas das estratégias do projeto “Slow Food na defesa da sociobiodiversidade e da cultura alimentar baiana”. A iniciativa, que teve início no mês de novembro do ano passado, é fruto de um convênio com o projeto Pró-Semiárido, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional ligada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (CAR/SDR), e conta com o apoio do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).   

* Este artigo foi escrito pelo José Guedes, facilitador Slow Food no Amazonas, e pela professora Melissa Michelotti Veras do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) campus Maués

 

Desde 2018 o Slow Food Internacional desenvolve um projeto apoiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola - FIDA na Terra Indígena Andirá Marau do povo Sateré Mawé, no município de Maués, Amazonas. Este projeto é denominado “Empowering Indigenous Youth and their Communities to Defend and Promote their Food Heritage” e acontece em mais outras cinco comunidades indígenas pelo mundo[1] (no Brasil também acontece com o povo Kiriri na Bahia). Este projeto faz parte da rede Terra Madre Indígena[2] (ITM) que agrega comunidades indígenas, parceiros e organizações diversas. Esta rede está inserida dentro do Slow Food e compartilha a filosofia da alimentação boa, limpa e justa para todos como um direito humano, e consequentemente aceita que temos a responsabilidade de proteger o patrimônio, a tradição e a cultura que tornam isso possível.

O povo Sateré-Mawé possui duas Fortalezas, que é um projeto do Slow Food a nível internacional[3], sendo estas as seguintes: Fortaleza do Mel da Abelha Canudo e Fortaleza Waraná. As Fortalezas Slow Food objetivam conservar um produto tradicional em risco de extinção, preservar uma técnica de produção tradicional em risco de extinção, ou manter paisagens rurais ou ecossistemas em risco de extinção, através de sustentabilidade ambiental e socioeconômica, garantindo a viabilidade futura para os produtos tradicionais. No caso dos Saterés, os projetos de Fortaleza contribuem para valorizar as práticas tradicionais de produção do Waraná e da particularidade do mel da abelha canudo. Através desta parceria com o Slow Food, o povo Sateré-Mawé conseguiu expandir seu mercado de comercialização para a Europa[4] e atualmente recebe este projeto do Slow Food e FIDA.

Animação em vídeo busca alertar população sobre o novo campo de incidência do mercado do agronegócio

As grandes corporações do mercado de commodities têm apostado, no último período, no desenvolvimento de novas biotecnologias agrícolas. A incidência, além de ampliar o dependência de agricultores ao concentrado mercado de insumos químicos e sementes e o controle do mercado por corporações, localiza o país em um cenário de insegurança alimentar e de ameaça à agrobiodiversidade.

O país que possui consumo recorde de agrotóxicos, já conta com 90 plantas transgênicas liberadas comercialmente no país - destas 70 modificadas para tolerar algum agrotóxico, e avança na implementação de biotecnologias de alto risco.

Sem garantir a participação popular e o amplo debate público, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou, em janeiro de 2018, a Resolução Normativa (RN) 16/2018, que estabelece requisitos para a definição de novas biotecnologias com engenharia genética que diferem das técnicas utilizadas em transgênicos. Com a nova normativa, a CTNBio pode decidir que os organismos produzidos com o uso dessas biotecnologias não se classificam como transgênicos ou organismos geneticamente modificados (OGMs), e assim podem ser dispensadas de avaliações de risco, sem monitoramento e sem rotulagem. 

Essa normativa torna o Brasil um dos primeiros países do mundo a possibilitar pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização deste tipo de tecnologia -  um campo de ampla incerteza e que soa como grande alerta aos camponeses, organizações sociais e movimentos populares que atuam na defesa da saúde, meio ambiente e soberania alimentar.

Selecionados para formação da equipe do projeto Slow Food na Defesa da Sociobiodiversidade e da Cultura Alimentar Baiana, uma parceria entre SDR/CAR e ASFB, no âmbito do projeto Pró-Semiárido:

TR06 - Designer: Marcelo de Podestá
(2º colocado: Grabiela Alessi Bonilha e 3ª colocada: Camila Botelho)

TR07 - Coord Administrativa: Norma Leide Nascimento Rios
(2ª colocada: Paloma Costa e 3ª colocada: Niva Oliveira)

Informamos que a comissão de seleção foi composta por: Glenn Makuta, Lígia Meneguello e Elaine Diniz, colaboradores da Associação Slow Food do Brasil.

Em breve entraremos em contato para orientação dos procedimentos para contratação dos selecionados.

Aos demais candidatos, nosso agradecimento; ficamos com os currículos e contatos para oportunidades futuras.

Este é o primeiro boletim informativo, que tem como intuito difundir informações sobre o movimento Slow Food e a terceira edição do encontro das comunidades da rede Slow Food Brasil, o Terra Madre Brasil 2020.

Neste boletim contamos um pouco da história do movimento e de sua organização em rede, propondo o entendimento sobre o Terra Madre como uma estratégia de agregação da rede alimentar boa, limpa e justa; compartilhamos as ideias que baseiam a próxima edição brasileira do Terra Madre Brasil e propomos reflexão sobre os caminhos para mobilização local para participar desse tão esperado encontro.

Acesse o boletim Slow Food Brasil - Terra Madre Brasil 2020 – Número Um

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