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Por Danielle Nagase e Glenn Makuta

A produção queijeira em Santa Catarina conquistou, no mês passado, uma importante vitória sobre seus queijos de leite cru. No dia 16 de janeiro, o governador João Raimundo Colombo (PSD) sancionou a Lei 17.486/2018, que permite a produção e comercialização destes produtos em Santa Catarina. O texto, apresentado pelo deputado João Amin (PP), foi elaborado por pesquisadores e ativistas do movimento Slow Food Brasil com o envolvimento de produtores interessados.

A partir dessa data, passa a ser considerado artesanal todo queijo produzido com leite cru – isto é, não pasteurizado – extraído na própria fazendo (ou em propriedades rurais próximas), com métodos tradicionais, vinculação ao território de origem e cuja produção atenda às normas sanitárias pertinentes. Por serem feitos com leite cru os queijos carregam características do território (terroir) catarinense. Além disso, o modo de fazer e a receita também conferem aos laticínios aparência e sabor específicos.

Para se enquadrarem na categoria artesanal, os queijos não podem apresentar qualquer outro ingrediente na composição que não sejam condimentos e corantes naturais, coalho, sal, fermentos e outras substâncias de origem natural. Aditivos descritos nas receitas originais também são permitidos, assim como o uso de utensílios de madeira (desde que estejam em boas condições) nos processos de fabricação e maturação, como manda o costume regional.

“Além de preservar os modos tradicionais de saber fazer, a lei protege a cultura da região, que poderá ter sua história continuada com regras simples e acessíveis ao produtor artesanal, garantindo o futuro dos queijos artesanais de Santa Catarina, que hoje estão na Arca do Gosto”, afirma Michelle Carvalho, ativista do movimento Slow Food Brasil e defensora dos queijos artesanais.

Texto publicado originalmente no Ponto de Cultura Engenho de Farinha

Quanto custa a produção artesanal de um quilo de farinha de mandioca? Desvendar este mistério foi o objetivo da oficina de precificação realizada nos dias 2 e 3 de dezembro de 2017 no Engenho da Associação Comunitária Rural de Imbituba (ACORDI). A atividade foi o primeiro encontro da Fortaleza Slow Food Engenhos de Farinha, formada no escopo do Projeto Alimentos Bons, Limpos e Justos: ampliação e qualificação da participação da agricultura familiar brasileira no Movimento Slow Food, articulado pela UFSC com apoio da Secretaria Especial da Agricultura Familiar e em que a equipe do Ponto de Cultura Engenhos de Farinha participa ativamente. A oficina foi facilitada por Andrea Fantini, professor de Marketing Agroalimentar da Universitá degli Studi di Teramo (Unite – Itália), e reuniu cerca de 20 engenheiras e engenheiros.

Questões como “Por que uma farinha do mercado custa R$ 4 e a nossa farinha custa R$ 8?” foram levantadas para perceber o diferencial da farinha artesanal ante à farinha industrial. Foram tirados encaminhamentos para a próxima oficina, como montar um calendário onde cada agricultor irá colocar o tempo investido em cada processo de produção da mandioca e beneficiamento da farinha, além de estratégias de marketing formas de comunicação mais transparentes com o mercado consumidor. “É importante que os consumidores entendam o valor não somente monetário que existe na farinha artesanal”, afirma Giselle Miotto, facilitadora na Região Sul do Movimento Slow Food.

 

thelunchbox 1Situado em Mumbai, Lunchbox (2013) é um filme indiano dirigido por Ritesh Batra. São dois os personagens principais, que acabam se envolvendo em um romance platônico através de cartas, enviadas por meio de viandas, isso em um contexto em que, a cada dia, esposas costumam mandar, via entregadores, comida a seus maridos, que estão no trabalho.
Ila é uma esposa negligenciada em seu casamento, enquanto que Saajan Fernandes é um viúvo amargurado e prestes a aposentar-se. Em um ambiente de mudança tecnológica, é a partir de um erro no sistema de entrega de viandas que os caminhos dos dois se cruzam e que começam a relacionar-se.
Em uma tentativa de chamar atenção do marido, Ila lhe prepara um almoço especial. No entanto, ao retornar à casa, no final do dia, ele não faz qualquer comentário a respeito, levando-a a cogitar que a comida pudesse ter ido a destinatário errado. Para confirmar sua suspeita, no dia seguinte Ila manda uma carta junto com a vianda. Sr. Fernandes, que recebeu o almoço, responde apenas “hoje a comida estava muito salgada”... e assim o diálogo começa. Dessa forma, duas pessoas solitárias passam a comunicar-se e a envolver-se, a partir da alimentação. Sem que nunca tenham se visto e relacionando-se apenas através das cartas que acompanham as viandas, Ila capricha nas refeições para Saajan, chegando a cozinhar seu prato favorito, berinjelas recheadas. O filme retrata bem o simbolismo e o potencial comunicativo da comida nas relações em que vivemos, como parte de nossa cultura.

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Foi assinado na tarde desta quarta-feira (29) um acordo entre o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), SlowFood e Semear Internacional (FIDA/IICA) que beneficiará diretamente produtores rurais dos projetos atendidos pelo FIDA no semiárido nordestino em ações que impulsionarão atividades agrícolas sustentáveis e orgânicas. A assinatura aconteceu dentro da programação do 10º Fórum dos Gestores Estaduais Responsáveis pelas Políticas de Apoio à Agricultura Familiar no Nordeste e em Minas Gerais, que está sendo realizado na cidade de Maceió, em Alagoas.

O gerente do FIDA para o Brasil, Paolo Silveri, e a diretora da SlowFood Internacional para o Brasil, Valentina Bianco, assinaram o acordo que oficializa o início dos trabalhos no âmbito da existente  doação do FIDA de U$ 900 mil para o trabalho da SlowFood Internacional nos projeto FIDA dentro e fora do Brasil, integrando-as com as atividades dos Projetos em execução do FIDA no Brasil e do Programa Semear Internacional. Serão realizadas atividades como desenvolvimento de produtos para a Arca do Gosto e Fortaleza Slow Food, capacitações em ecogastronomia junto às comunidades rurais, envolvendo jovens, mulheres, indígenas e quilombolas, além da difusão destas práticas nas demais regiões do Nordeste e Minas Gerais.

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