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Chipa 1El chipá en Paraguay no es simplemente un pan que se vende en la calle, en la cancha, en los paradores y que se consume casi todos los días. El chipá surge del cultivo de la tierra, y se desplaza para alimentar bocas, cumpliendo un ciclo y un proceso cultural, aún muy desconocido. Las chiperas forman parte de este ciclo y de la preservación de una tradición cultural que se empodera en diversas esferas: sagradas, sociales, económicas, políticas y que aparece, se instala y se declara por sí misma en la memoria viva de una sociedad.

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No âmbito do Projeto Alimentos Bons, Limpos e Justos, publicamos o livreto Biodiversidade, Arca do Gosto e Fortalezas Slow Food: um guia para entender o que são, como se relacionam com o que comemos e como podemos apoiá-las, a fim de difundir os conceitos e a filosofia do movimento Slow Food para as comunidades da Agricultura Familiar.

A publicação compila, atualiza, amplia e adapta conteúdos das cartilhas A BiodiversidadeA Arca do GostoAs Fortalezas Slow Food, à realidade brasileira.

O material digitalizado está disponível gratuitamente, basta fazer o download clicando na imagem acima.

 

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ATENÇÃO TÉCNICXS E AGRICULTORXS!

Elaboramos por meio do Projeto Alimentos Bons, Limpos e Justos, uma capacitação para multiplicadores da Arca do Gosto.

A Arca é o programa de catalogação da sociobiodiversidade alimentar em risco de perda cultural ou biológica do movimento Slow Food.

“Nós podemos transformar o mundo 
nós podemos começar a revolução na terra 
nós temos o poder
as pessoas têm o poder.”
Patti Smith

Terra Madre Salone del Gusto é o maior evento internacional dedicado ao alimento. A décima segunda edição será realizada de 20 a 24 de setembro em alguns dos lugares históricos mais significativos da cidade de Turim, na Itália, e ficará conhecida mais do que nunca como uma edição popular.

Terra_Madre_Salone_del_Gusto_Biodiversita-768x513.jpgNão apenas os produtores do mercado, selecionados segundo critérios cada vez mais rigorosos. Não apenas as comunidades do alimento, que durante cinco dias levarão a agrobiodiversidade dos alimentos do mundo para a cidade e discutirão problemas e soluções comuns. Não apenas os cozinheiros, que conscientes do fato de que não se pode separar o prazer da responsabilidade com os produtores, usarão sua criatividade para interpretar e valorizar seus territórios da melhor forma possível. Não apenas os relatores das conferências, personalidades influentes que, de vários pontos de vista, mostrarão como uma visão mais ampla do alimento pode mudar o planeta para melhor ou pior…

Na edição 2018, Terra Madre Salone del Gusto dialogará ainda mais com os visitantes,compartilhando o conhecimento da forma mais ampla possível e procurando estimular e facilitar a mudança de hábitos alimentares das pessoas.

#FoodforChange (#ComidaParaMudança) é o tema do evento de 2018. Todos serão convidados a questionar suas escolhas alimentares. Ou seja: quais métodos de produção utilizar, que alimentos cozinhar, o que colocar no carrinho de compras. Todos os dias, o alimento que escolhemos nos põe diante de muitas questões que não se referem “simplesmente” ao alimento em si, mas ao meio ambiente, à equidade social, à economia, à política… Escolher um alimento em vez de outro significa tomar partido, não ser indiferente ao planeta em que vivemos e aos seus recursos, pensar no futuro.

Terra Madre Salone del Gusto 2018 quer abordar a vida cotidiana das pessoas, pedindo que reflitam sobre a forma com que se alimentam, fazem compras, com que veem o alimento em geral, estimulando uma mudança ampla e difusa que leve a uma consciência maior. Mais do que nunca, essa mudança é necessária, pois aquilo que comemos causa um impacto, mais ou menos profundo, em nosso planeta e nos recursos naturais, na vida de quem produz, na nossa saúde, no bem-estar dos animais que criamos.

O Terra Madre Salone del Gusto 2018 quer provar que é possível mudar o mundo a partir do alimento.

Esperamos você em Turim, de 20 a 24 de setembro. E, antes disso, no www.salonedelgusto.com, que mostra as últimas novidades, sempre com muitas atualizações.

Siga o Terra Madre Salone del Gusto nas redes sociais: #terramadre2018, #terramadre, #foodforchange

Este texto foi originalmente publicado em https://www.slowfood.com/network/pt-pt/terra-madre-salone-del-gusto-descubra-evento/

Por Patrícia Moll e Glenn Makuta

2018 começou com mais uma vitória para as abelhas sem ferrão e todos que dependem desses polinizadores. Após dois anos de trabalho envolvendo ativistas da rede nordestina do Slow Food Brasil, foi aprovado o Projeto de Lei 21.619/2015, apresentado pelo Deputado Estadual do PCdoB Jean Fabrício Falcão, na Assembleia Legislativa da Bahia no último dia 20 de dezembro. O PL, encabeçado por um grupo de meliponicultores, chefs, universidades baianas, pesquisadores, instituições governamentais, associações e grupos organizados (dentre os quais a Associação de Meliponicultores do Estado da Bahia - AME-BA, Associação Semente do Futuro, Associação Beneficente dos Moradores do Bairro Nova Esperança - ABENE, Associação Sol Nascente de Itaparica, Federação Baiana de Apicultura e Meliponicultura - FEBAMEL), regulamenta a criação, comércio, conservação e o transporte das abelhas nativas sem ferrão (meliponíneos) no estado, tanto em zonas rurais como urbanas, e identifica 54 espécies. A iniciativa tem por objetivo fortalecer a cadeia produtiva do mel e o aumento da renda de agricultores familiares. É o quinto estado do país a legalizar este tipo de atividade, ao lado do Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Além do manejo e transporte, também será permitida a implantação de meliponários, visando atender às finalidades socioculturais, pesquisa científica, fomento, educação ambiental, conservação, exposição, reprodução e comercialização de seus produtos e subprodutos, como mel, pólen e própolis, para consumo próprio ou para comércio no âmbito da Bahia.

Entende-se por meliponicultura a atividade de criação técnica de abelhas nativas sem ferrão (ANSF), de utilidade pública, de interesse para o meio ambiente e para a agricultura familiar e empresarial. Considerados polinizadores das plantas nativas, essas abelhas também são conhecidas popularmente como abelhas-da-terra, abelhas indígenas ou abelhas brasileiras.

Atualmente, milhares de famílias criam abelhas sem ferrão em toda a Bahia, por isso a importância de se estabelecer os critérios para sua criação, principalmente por se tratar de animais silvestres componentes da fauna brasileira. Atualmente, registra-se na Bahia 7 de espécies de abelhas sem ferrão identificadas na Arca do Gosto: munduri, jataí, moça branca, mandaçaia, jandaíra e tiúba, além da Fortaleza Slow Food do Mel de Abelha Mandaçaia-da-Caatinga.

cópia de Captura de Tela 2018-02-14 às 17.46.39.pngIlustração manual de Boas práticas para o bem-estar das abelhas nativas sem ferrão

Ficam facultadas à Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) e à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) de realizar o controle, a fiscalização e a conservação das abelhas nativas na natureza, em seu habitat natural, em troncos ou caixas racionais.  

A criação racional de abelhas nativas sem ferrão é uma atividade passada de geração a geração no Brasil, podendo ser considerada como patrimônio cultural dos povos do campo e também urbanos, pois devido à constante migração do campo para a cidade, as abelhas nativas acompanharam essas famílias, e, atualmente, têm representado uma alternativa de renda.

“Tenho certeza que a aprovação da lei da meliponicultura trará bons resultados sociais, ecológicos e culturais para a nossa Bahia. Acredito que os méis das nossas abelhas nativas terão destaque na lista dos ingredientes identitários que ajudará a formar “a nova cozinha baiana”. É um produto de grande potencial para o nosso turismo gastronômico”, acredita o chef e membro da Aliança dos Cozinheiros Caco Marinho, ativista desta articulação junto com Revecca Tapie, faciliatora do Slow Food Brasil para a região Nordeste, a SDR, Secretaria de Desenvolvimento Rural, em especial o Secretário Jerônimo Rodrigues, além de Pedro Viana, Conselheiro da Câmara Setorial e representante dos produtores, e Genna Souza, Bióloga e Doutora em meliponicultura, Prof. Carlos Alfredo e Rogério Alves, da UFRB, Paulo Cézar, da UESB, entre outros.

A lei 13.905 foi promulgada pela Assembleia Legislativa da Bahia e no dia 29 de janeiro de 2018 foi finalmente publicada no Diário Oficial da Bahia, oficializando a lei.

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