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Carlo Petrini em Salvador - Bahia, Brasil
Carlo Petrini, presidente do Slow Food Internacional (Foto: Margarida Neide/A Tarde)

O italiano Carlo Petrini esteve em Salvador pela primeira vez em 1982. Na época, enquanto almoçava no Mercado Modelo, teve a sorte de encontrar o escritor Jorge Amado, de quem ganhou um autógrafo e uma entrevista para o jornal Il Manifesto. Sim, ele é jornalista, embora seja conhecido em todo o mundo como fundador do Slow Food, movimento internacional criado em 1986 sob a bandeira do alimento "bom, limpo e justo" e já está presente em 172 países. Desta vez, nós é que tivemos a sorte de encontrar Petrini em Salvador, onde esteve antes de seguir para o Mistura, principal festival gastronômico da América Latina, no Peru. Confira trechos da entrevista exclusiva.

Chefs da região dedicam-se a trabalhar com os mais frescos ingredientes vindos de fornecedores locais e colocam a sustentabilidade à mesa

No Ano Internacional da Agricultura Familiar, definido pela Organização das Nações Unidas, “que tal pensar em como seus hábitos alimentares podem beneficiar o equilíbrio do planeta?” A frase que abre a home page do movimento Gastronomia Responsável, idealizado em 2010 pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, serve de provocação ao que virá a seguir. À época, a Metrópole conversou com o chef curitibano Celso Freire, espécie de embaixador dessa história que, tal corrente do bem, virou tema de congresso e envolveu cozinheiros, fornecedores e gourmets em prol de uma gastronomia sustentável de fato: a que se vale de ingredientes regionais e livres de agrotóxicos; prega a não-utilização de espécies ameaçadas de extinção, a correta reciclagem e o fim ao desperdício. Nesse meio tempo, inúmeras outras iniciativas surgiram, assim como os termos agricultura biodinâmica, alimentos orgânicos, fomento à cadeia produtiva reverberam nas cozinhas brasileiras. E nas daqui da região, tem muita gente fazendo sua parte.
 

Oitenta quilos de alimentos que iriam para o lixo - recolhidos em uma feira livre, em um mercado e em um evento gastronômico- foram transformados em um jantar para 350 pessoas na noite da última quinta, em São Paulo.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a organização internacional ‘Slow Food’ firmaram um acordo na quarta-feira (15) para desenvolver ações conjuntas para melhorar os meios de subsistência de pequenos agricultores que vivem em áreas rurais.

Segundo o memorando de entendimento assinado pelas duas organizações, por um período de três anos, a união de forças promoverá sistemas alimentares e agrícolas mais inclusivos localmente, nacionalmente e internacionalmente.

A centralidade do alimento é uma questão educacional e política. Esse foi o claro recado dado por Alice Waters e Carlo Petrini, os dois maiores nomes do movimento Slow Food presentes à abertura do Congresso Mesa Tendências, parte integrante da Semana Mesa SP

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