Slow Food Brasil

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Natal, 04/07/2008 - Tribuna do Norte

Pensar sobre o que se come quando as pessoas mal delegam tempo para comer parece uma incoerência da vida moderna. Na correria do dia-a-dia, a palavra "fast" (rápido) soa com muito mais familiaridade do que algumas expressões praticamente perdidas no tempo, como "horário de almoço" ou "jantar em família". Se o leitor pensar que estamos fazendo uma crítica sobre seu modo de vida, acertou. É hora de repensar sobre o que se come e o que se faz à hora das refeições.

Em vez de "fast food", renda-se à filosofia do movimento Slow Food. Para começar, reserve um tempo para se alimentar. Pare para pensar sobre o que está comendo, aprecie cada momento, não se deixe levar por modismos e, principalmente, saiba o que está ingerindo. Do jeito que as coisas estão, cada um lutando para sobreviver no mercado de trabalho, ter um momento especial à hora das refeições gera até sentimento de culpa.

Priorizar o bem-estar próprio, dos amigos, vizinhos e familiares, estar atento à biodiversidade e valorizar as tradições populares são as regras básicas do movimento, que conquistou mais de 80 mil adeptos em todo o mundo. A cozinheira Adriana Lucena é uma das entusiastas do Slow Food e lidera a versão potiguar do movimento, que prioriza o alimento bom, limpo e justo.

Nesse mês de julho foi aberto em Balneário Camboriú o segundo convivium de Santa Catarina, o Convivium Sabor Selvagem. Tendo como líder honorário o renomado Chef Ofir Oliveira, com 35 anos de profissão e um dos maiores disseminadores da culinária amazônica pelo mundo, com passagens pela França, EUA e Suíça.  

O Chef, sempre preocupado com preservação da “verdadeira riqueza da Amazônia”, os alimentos, fundou a mais de 10 anos a Associação Sabor Selvagem em Belém do Pará. Com sua vinda em 2007 para Santa Catarina como professor universitário do Curso de Gastronomia da Univali, juntou-se aos seus alunos e ao Slow Food, com a intenção de divulgar, preservar e resgatar essa riqueza que é, segundo ele, “a verdadeira identidade da gastronomia brasileira”.  

O que o prato e o planeta podem ter em comum?

Começando pela forma, comer é fundamental para viver.
Não pode haver vida na natureza que possa reinar com a ausência daquilo que lhe cabe por essência. Para uns e para outros, para todos; a natureza produz e oferece aquilo que é fundamental para a vida – o alimento.

O ato de comer é fruto de múltiplas misturas. Das condições de clima às tradições de cada povo; um prato de comida contém mais do que os olhos vêm. Significa mais do que matar a fome. É a receita para assegurar a sobrevivência e habitar o planeta. O prato é como um elo; ele nos remete ao conceito de que comemos para permanecermos vivos.

Se você tem um blog esse convite é para você, se não tem, mas conhece alguém que tenha, por gentileza, encaminhe o convite para seu amigo.

Dentro das comemorações de 1 ano do site Slow Food Brasil, convidamos os blogueiros a colocarem os textos do nosso site na lateral de seu blog. Isso é bem simples de ser feito e, para te ajudar, fizemos guias ensinando como fazer.

Escolha o passo-a-passo de acordo com o lugar onde você tem blog:

  1. Blogs do Blogger.com
    http://www.slowfoodbrasil.com/content/view/226/109/

  2. Blogs do Wordpress.com
    http://www.slowfoodbrasil.com/content/view/227/111/

Veja um exemplo do resultado na coluna lateral do Terra Madre Brasil: http://terramadre.slowfoodbrasil.com

» Conheça alguns blogs que já estão participando

Por que colocar os textos do Slow Food Brasil no seu Blog?
Fazendo isso você terá uma área do blog atualizada automaticamente com as novidades do Slow Food Brasil, oferecendo aos seus leitores mais uma maneira de ficarem informados sobre alimentação, gastronomia e todo o universo do Slow Food. Vai também contribuir com a divulgação dos textos do nosso site e, principalmente, ajudar a fortalecer o movimento Slow Food

“Não há pecado afora a estupidez”. (Oscar Wilde)

Muito se debate sobre o roteiro do filme A Festa de Babette, (Babettes Gæstebud), produção franco-dinamarquesa de 1987, dirigida por Gabriel Axel. Roteiro adaptado da obra de Karen Blixen, cujo pseudônimo era Isak Dinesen, o anonimato justificava-se em uma época na qual mulheres escritoras não seriam bem vistas aos olhos da sociedade chauvinista de então. O filme, pela ótica da gastronomia, culminando pelo banquete servido por Madame Babette Hersant, induz que inexiste a felicidade sem pecado em uma comunidade puritana no final do século XIX, após já haver igualmente sugerido a auto-repressão moral em decorrência do pecado, cometido por Felippa no relacionamento com o militar Lorenz Lowenhelm e com Martine na percepção do misto de vaidade e orgulho em seus ensaios de canto erudito em parceria com Achilles Papin. Não necessariamente na mesma ordem elencada acima, pode-se dizer tratar-se de uma história filosófica, com forte vertente de religiosidade, como bem define Nietzsche(1): “Onde quer que a neurose religiosa tenha aparecido na terra, nós a encontramos ligada a três prescrições dietéticas perigosas: solidão, jejum e abstinência sexual...”.

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