Slow Food Brasil

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Querida rede Slow Food Brasil,

Frente ao resultado das eleições deste 1o turno e à polarização política em que nos encontramos, com o crescimento de discursos de ódio, violência e intolerância, e diante do debate que emerge em nossos canais de comunicação, se faz necessária e urgente nossa manifestação.

Vivemos um momento crítico, de sério risco à democracia. Enquanto ativistas por uma agricultura de bases agroecológicas e pelo reconhecimento e valorização da cultura alimentar dos povos e seus territórios, entendemos o ato de comer como um ato político. A busca coletiva pelo alimento bom, limpo e justo para todos só é possível de se realizar num Estado Democrático de Direito, por meio do diálogo com os mais diversos setores da sociedade e pela construção de políticas públicas que reconheça e valorize as nossas sociobiodiversidades.

Nos dois últimos anos foram notáveis os numerosos retrocessos nas políticas públicas para a agricultura familiar em nosso país, como o corte brutal no orçamento do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e o avanço de projetos de lei que flexibilizam a regulamentação de agrotóxicos.

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Comer é um ato político e a alimentação deve ser prioritária nas plataformas eleitorais de 2018! Na última quinta-feira, dia 27/09 a Rede Slow Food Brasil, membro da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável realizou em Florianópoils o evento "Candidato, o que tem no seu prato?" em parceria com o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de SC ( Consea-SC) e Fórum Catarinese de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (FCCIAT) numa bela articulação que reinvindiou maior atenção às das pautas ligadas à agroecologia e alimentação nas eleições 2018.  

Dona Dijé

Recebemos esta manhã a triste e inesperada notícia do falecimento de dona Dijé, Maria de Jesus Ferreira Bringelo, liderança do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu - MIQCB.

Mãe, avó, liderança comunitária, quebradeira de coco, artista, dona Dijé foi e continuará sendo um referencial para a luta das comunidades tradicionais e originárias, inspiração de vida para muitos que levam a vida no campo sob o olhar da agroecologia.

Levou a realidade e o exemplo das Quebradeiras de Coco Babaçu pelo mundo, com seus exemplos de luta, fala e cultura, compondo o grupo das Encantadeiras de Coco Babaçu.  Mostrou sua voz e força no Terra Madre Brasil 2007, em Brasília, e no Terra Madre 2008, em Turim. Nesse momento, o Slow Food Brasil e o Slow Food Internacional prestam condolências ao Quilombo Monte Alegre, em São Luís Gonzaga (MA), à Comunidade do Alimento Quebradeiras de Coco Babaçu da Comunidade Ludovico, Lago do Junco (MA), ao MIQCB, à ASSEMA (Associação em Áreas de Assentamentos do Estado do Maranhão) e à todas as Quebradeiras de Coco Babaçu e suas famílias.

Parceria entre o Slow Food Brasil e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional da Bahia, ligada à Secretaria de Desenvolvimento Rural, se fortalece e leva uma delegação para o Terra Madre - Salone del Gusto 2018

Ao longo dos últimos quatro anos o Slow Food, junto à Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR), com apoio da União Europeia (UE), do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (SEAD), tem trabalhado em projetos no estado da Bahia que permitiram a valorização da biodiversidade local e o desenvolvimento territorial com a preservação da identidade cultural.

A parceria, que rendeu frutos ao longo dos anos, ganha mais uma etapa no próximo mês com a ida de 18 delegados baianos ao Terra Madre Salone del Gusto 2018, 15 desses apoiados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional da Bahia (CAR). Estarão presentes no Mercado do Terra Madre as cinco Fortalezas da região. Umbu e Licuri, das mais antigas Fortalezas do Brasil; Abelha Mandaçaia do Piemonte da Diamantina e Maracujá-da-Caatinga, articuladas mais recentemente e que estão sendo consolidadas no âmbito da parceria, e Cacau Cabruca do Sul da Bahia, nova Fortaleza fruto do trabalho dos últimos dois anos em parceria com a SEAD. Além da exposição e venda dos produtos da sociobidiversidade dos diversos territórios, a Bahia será representada por Caco Marinho e Fabrício Lemos, membros da Aliança de Cozinheiros Slow Food em Salvador, que participarão do laboratório do gosto A cozinha baiana tem sabor de dendê, no sábado (22) e da cozinha latinoamericana do Terra Madre, no domingo (23), onde preparam a tradicional moqueca baiana e o acarajé.

Texto originalmente publicado no Portal Semear

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Técnicas culinárias com receitas a base de palma e ingredientes da culinária regional serão apresentadas no “Intercâmbio em Ecogastronomia Slow Food para os jovens dos projetos FIDA no Brasil”, que reunirá, em Sergipe,  25  jovens de várias comunidades rurais beneficiárias de projetos apoiados pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), no Nordeste do Brasil. O evento acontecerá entre os dias 23 e 25 de julho, na comunidade quilombola de Brejões, em Ilha das Flores, e na cozinha escola do SENAC, em Aracaju,

Com o tema “Valorização da agrobiodiversidade na gastronomia Slow Food no semiárido brasileiro”, o intercâmbio é promovido pelo FIDA por meio do Programa Semear Internacional, e conta com o apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Associação Slow Food Brasil, Projeto Dom Távora de Sergipe, e demais projetos apoiados pelo FIDA no Brasil.

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