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Atividade do projeto reúne mais de 30 agricultores para resgatar a história e a cultura alimentar local, em Pilão Arcado, na Bahia

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O mês de março teve início com uma nova visita do Projeto Slow Food na Defesa da Sociobiodiversidade e da Cultura Alimentar Baiana à região dos Bbrejos, em Pilão Arcado, Bahia. Desta vez, mais de 30 agricultoras e agricultores das comunidades Brejo Dois Irmãos, Brejo da Capoeira, Brejo do Carrasco, Brejo do Urubu e Brejo do Pequi, em Pilão Arcado, estiveram reunidos com os facilitadores do projeto, acompanhados pela equipe do Pró-Semiárido e do SASOP, organização parceria que realiza assessoria técnica na comunidade. 

A atividade aconteceu nos dias 3 e 4 de março, com o objetivo de conhecer mais a região dos brejos e sua rica biodiversidade. Num primeiro momento, foram feitas visitas às agricultoras mais velhas das comunidades, Dona Romana, Dona Adelcina e Dona Litercina, que narraram o histórico das pessoas, dos sistemas produtivos e da cultura alimentar local, desde o plantio até a mesa. “Nessa conversa, nos deparamos com resultados surpreendentes, com uma diversidade muito grande de alimentos e quase todos eram produzidos no roçado e no quintal das famílias, sem uso de agroquímicos. O que vem de fora é quase zero”, diz Fernando Andrade, técnico do SASOP que acompanha a comunidade.

Ministério da Agricultura definiu que, caso um pedido de registro de agrotóxico não seja avaliado em 60 dias, ele será aprovado “tacitamente”, ou seja, de forma automática

campanha

Desde 2015, quando o então deputado Covatti Filho (PP-RS) propôs o PL 3200, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida vem denunciando um processo de desmonte da legislação que regulamenta o uso de agrotóxicos no Brasil. Desde então, denunciamos as tentativas de desmonte da lei de agrotóxicos, a flexibilização das regras na Anvisa, e o desmonte do Programa de Avaliação de Resíduo de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), entre outros.

No dia 27 de fevereiro de 2020, o Diário Oficial da União trouxe a Portaria 43/2020, do Ministério da Agricultura, que estabelece um prazo máximo de reposta para os chamados “atos públicos de liberação”. Terminado este prazo, caso não haja resposta, é concedida a liberação tácita, ou, em bom português popular, automática. Entre os atos que receberam o prazo máximo, estão desde o registro de estabelecimentos de produtores de produtos de origem animal, certificação de exportação de produto animal até o registro de agrotóxicos.

De acordo com a portaria, se um pedido de registro de agrotóxico não for analisado em 60 dias, ele está aprovado. A medida é tão irreal que duvidamos que fosse mesmo verdade. Mas de fato, no Governo Bolsonaro, o fundo do poço sempre pode ser mais fundo.

ATENÇÃO! EVENTO ADIADO!

Por conta da pandemia do coronavírus o evento foi adiado para o último quadrimestre de 2020.

Nova data será anunciada até meados de abril.

Leia o Boletim Slow Food Brasil - Terra Madre Brasil 2020 – Número Três para maiores informações


Terra Madre Brasil 2020

icone_pdf.gifClique e faça download da apresentação "Terra Madre Brasil" (PDF 12Mb)

 

Saiba mais sobre o Terra Madre Brasil 2020 acessando os boletins abaixo:
Boletim Slow Food Brasil – Terra Madre Brasil 2020 - Número Um
Boletim Slow Food Brasil – Terra Madre Brasil 2020 - Número Dois
Boletim Slow Food Brasil - Terra Madre Brasil 2020 – Número Três

Este é o segundo boletim informativo Slow Food Brasil - Terra Madre Brasil 2020, que traz os avanços rumo ao Terra Madre Brasil (TMB) que está sendo construído a muitas mãos e é um momento muito aguardado dentro da rede Slow Food Brasil. Esta é a terceira edição do encontro das comunidades brasileiras de nossa rede. As outras duas, de 2007 e 2010, ocorreram em Brasília em contexto político e da organização interna do movimento bastante distinta da atual.

A atual edição conta com a correalização do governo baiano por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional  da Bahia (CAR) da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e ocorrerá na Arena Fonte Nova, em Salvador/BA entre os dias 11 e 14 de junho de 2020, aproveitando o feriado prolongado de Corpus Christi.

Acesse o Boletim Slow Food Brasil - Terra Madre Brasil 2020 – Número Dois
O Boletim número 2 também está disponível em espanhol e em inglês.

Após 20 anos da chegada do movimento Slow Food ao país, a terceira edição do Terra Madre Brasil acontece em junho em Salvador

Maior evento que reúne as Comunidades Slow Food no Brasil chega à capital baiana entre 11 e 14 de junho deste ano, para celebrar a sociobiodiversidade, a cultura e a educação alimentar. Para o chef Fabrício Lemos, integrante da Aliança de Cozinheiros Slow Food em Salvador, além de voltar os olhos para a culinária brasileira, "trazer o evento pra Bahia vai fazer com que a população se inteire sobre e cada vez mais busque alternativas saudáveis que vão ao encontro da filosofia Slow Food".

O Terra Madre Brasil reunirá comunidades da rede Slow Food, organizações da agricultura familiar, extrativistas, povos indígenas, comunidades tradicionais,  ativistas da cozinha, educadores, jornalistas, formadores de opinião e defensores do direito a alimentos bons, limpos e justos para todos.

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