Slow Food Brasil

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Valentina Bianco parceria CAR BA
Valentina Bianco na ocasião da assinatura do convênio, na FEBAFES. Foto: André Frutuoso

No dia 29 de novembro, na Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária (FEBAFES), mais um passo foi dado na parceria entre a Associação Slow Food do Brasil e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à baiana Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com o intuito de incentivar a participação das cooperativas da agricultura familiar no movimento, ao fomentar as cadeias produtivas, valorizar os produtos da sociobiodiversidade e a cultura alimentar baiana.  

O Slow Food parte da premissa que o alimento é o principal fator de definição da identidade humana, pois o que comemos é sempre um produto cultural. Acreditamos que a informação e a educação são essenciais para que a sociedade entenda o potencial de transformação e o impacto gerado a partir de suas escolhas alimentares. Traduzindo em um conceito, o foco do movimento é a ecogastronomia, abrangendo questões agrícolas, culturais, ecológicas, históricas, políticas e socioeconômicas.

Nos últimos anos temos realizado no Brasil, com boa repercussão, atividades de ecogastronomia focado em jovens rurais, visando unir a filosofia Slow Food e enaltecer a sociobiodiversidade local, concretizando ideias que o movimento preza e conhecendo os territórios através do olhar das comunidades. É a gastronomia como ferramenta para sensibilizar jovens sobre a riqueza cultural que detêm, tendo suas próprias identidades valorizadas. Essa metodologia une o conhecimento contemporâneo dos cozinheiros aliados aos saberes tradicionais.

Ilustração-William-França.pngIlustração: William França 

 COZINHA MÃE materializa as interações da Revolução dos Baldinhos na rede Slow Food Brasil 

IMG 2264 Inauguração da Cozinha Mãe, outubro de 2018. Foto Sandra Alves. 

No movimento Slow Food a cozinha é a mãe da revolução. Já  o mais novo espaço comunitário da Chico Mendes, periferia de Florianópolis, foi batizado por suas idealizadoras de Cozinha Mãe. Inaugurada em outubro deste ano por lideranças femininas da Revolução dos Baldinhos e com o apoio de ativistas do Slow Food, a cozinha comunitária surgiu ocupando um local abandonado do Conjunto Habitacional Chico Mendes que seria de moradias populares. A ocupação foi pensada para fechar o ciclo da alimentação, complementando ações em compostagem e agricultura urbana que tornaram o Projeto uma referência nacional.

por Gabriella Pieroni - ativista do Levante Slow Food Brasil

O caldeirão das redes sociais do Slow Food Brasil entrou em ebulição esta semana, seguindo os ânimos dos brasileiros que vivem uns dos mais acirrados e violentos processos eleitorais de sua história. Neste revolver de águas e terras no Brasil, o posicionamento em relação ao segundo turno das eleições se fez urgente aos movimentos ativistas, com maiores ou menores graus de divergências internas, apesar de terem sido todos recentemente ameaçados de extinção por um candidato que estimula crimes contra a humanidade e busca legitimidade através do voto.

Na rede Slow Food Brasil muitas destas divergências se pronunciam, fruto de uma positiva amplitude e heterogeneidade de seus membros e organizações. Elas são utilizadas como oportunidades de crescimento e de consolidação de um árduo trabalho coletivo e de politização da rede, que atualmente demonstra sua maturidade, torna o movimento mais ativo e se contrapõe ao vazio do debate eleitoral que oprime o país neste momento.

Querida rede Slow Food Brasil,

Frente ao resultado das eleições deste 1o turno e à polarização política em que nos encontramos, com o crescimento de discursos de ódio, violência e intolerância, e diante do debate que emerge em nossos canais de comunicação, se faz necessária e urgente nossa manifestação.

Vivemos um momento crítico, de sério risco à democracia. Enquanto ativistas por uma agricultura de bases agroecológicas e pelo reconhecimento e valorização da cultura alimentar dos povos e seus territórios, entendemos o ato de comer como um ato político. A busca coletiva pelo alimento bom, limpo e justo para todos só é possível de se realizar num Estado Democrático de Direito, por meio do diálogo com os mais diversos setores da sociedade e pela construção de políticas públicas que reconheça e valorize as nossas sociobiodiversidades.

Nos dois últimos anos foram notáveis os numerosos retrocessos nas políticas públicas para a agricultura familiar em nosso país, como o corte brutal no orçamento do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e o avanço de projetos de lei que flexibilizam a regulamentação de agrotóxicos.

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