Slow Food Brasil

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A programação abaixo é referente ao evento Patrimônio agroalimentar: promovendo saberes e práticas


18, de outubro, sexta-feira 
Encontro Patrimônio Agroalimentar: Promovendo Saberes e Práticas
Local: Auditório do Centro Universitário FMU - Avenida da Liberdade, 899 - Liberdade, São Paulo (SP).

08:00 Credenciamento

9:00 - Mesa de Abertura

9:30- 11:30: Comida e patrimônio: Qual a importância do registro das nossas tradições para o futuro da alimentação? 
Participação: Hermano Fabrício Oliveira Guanais e Queiroz, Diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN; Estela Vilela Gonçalves, Procuradora Federal em exercício no IPHAN São Paulo e Raquel Pasinato, Coordenadora do Programa Vale do Ribeira - Instituto Socioambiental (ISA).

11:30 - 13:30 Intervalo para almoço na região

14:00 - 15:30 Roda de Conversa entre representantes do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro e do Sistema Agrícola Tradicional dos Quilombos do Vale do Ribeira.
Participação: Sandra Gomes e Adão Francisco, indígenas Baré; e João da Mota e Leonila da Costa Pontes, Quilombolas do Vale do Ribeira.
Mediação: Chef Guga Rocha, embaixador do Instituto Brasil a Gosto

15:30 Café da tarde com ingredientes produzidos e trazidos pelos detentores

16:00 - 17:30 Roda de Conversa entre representantes do Ofício das Baianas de Acarajé e do Modo Tradicional de Fazer Queijo de Minas.
Participação: Luciano Carvalho Machado e Alexandre Honorato, produtores de queijo de Minas Gerais; e Rita Maria Ventura dos Santos e Rosa Coutinho Perdigão, representantes da Associação Nacional das Baianas de Acarajé
Mediação: Maria Conceição Oliveira, Associação Slow Food do Brasil

19, de outubro, sábado 
Feira Patrimônio Agroalimentar - promovendo saberes e práticas
Local: Praça de Eventos do SESC Vila Mariana - Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana, São Paulo (SP). 
Não é necessária inscrição

11h - A Culinária Quilombola do Vale do Ribeira (SP)
Neste encontro as cozinheiras Bernadete e Suzana, do Quilombo Morro Seco (Iguape, SP)  e a chef Cláudia Mattos (São Paulo) trocam saberes enquanto preparam alimentos produzidos no Sistema Agrícola Tradicional Quilombola do Vale do Ribeira, reconhecido como patrimônio imaterial em 2018. 

Bernadete Maria Pereira Alves e Suzana Maria Pereira de Brito são lideranças da Associação Quilombola São Miguel Arcanjo, cuja atuação se relaciona com atividades agrícolas do SAT - compõe o Grupo da Roça, responsável pela salvaguarda, e com atividades ligadas ao turismo de base comunitária. 

Cláudia Mattos é chef de cozinha e terapeuta, proprietária do Espaço Zym, líder do Slow Food São Paulo, e professora de ecogastronomia na Escola Schumacher Brasil. Desenvolve um intenso trabalho de pesquisa sobre a múltiplas dimensões para completa nutrição do ser humano. É cocriadora da iniciativa Unidiversidade das Kebradas.

13h - O Modo Artesanal de Fazer Queijo de Minas
Este modo de produção de queijo a partir de leite cru se refere às regiões do Serro, Serra da Canastra e do Salitre, reconhecido como patrimônio imaterial em 2008 e representativo  de uma alternativa bem sucedida de conservação e aproveitamento da produção leiteira regional. O encontro será direcionado pelas narrativas de Luciano e Alexandre, produtores de queijo, destacando as características de suas produções e as histórias relacionadas a cultura de quem vive do queijo e para isso cultiva os pastos. A conversa será mediada pelo chef e pesquisador Max Jaques, do Instituto Brasil a Gosto. Após a conversa, haverá degustação de produtos e preparos da região.

15h - O Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (AM)
Este SAT, reconhecido como patrimônio imaterial em 2010, envolve plantas, modos de cultivo, saberes, redes sociais e toda a cultura dos povos indígenas localizados no Rio Negro. Nesta roda de conversa, Sandra e Adão, indígenas Baré, compartilham saberes do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro mediado pelo chef e pesquisador Max Jaques, do Instituto Brasil a Gosto. Após a conversa, haverá degustação de produtos e preparos da região.

Sandra Gomes, é uma importante liderança na região. Foi pesquisadora e participou ativamente da elaboração do Dossiê do SAT do Rio Negro. Atua nas instâncias locais e regionais de salvaguarda deste bem. É presidente da Associação das Comunidades Indígenas do Médio Rio Negro (ACIMRN), com sede em Santa Isabel do Rio Negro , e proponente do registro do SAT do Rio Negro. 

Adão Francisco é Diretor da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), uma das instituições indígenas detentoras do SAT do Rio Negro. Apresenta uma trajetória de trabalho no controle social da política pública de saúde do DSEI- Alto Rio Negro, relacionada ao diálogo com o movimento indígena e os agentes indígenas de saúde. 

17h Um pouquinho sobre as Comidas de Baiana 
Amplamente disseminadas na cidade de Salvador, as chamadas comidas de baiana são feitas com azeite de dendê e ligadas ao cultos dos orixás. Esses alimentos, seus preparos, sua organização no tabuleiro e a indumentária própria da baiana são elementos que compõem o Ofício das Baianas e Baianos do Acarajé, reconhecido como patrimônio imaterial em 2005. Nesse encontro, Rita Maria Ventura dos Santos e Rosa Coutinho Perdigão, representantes da ABAM (Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares) contarão um pouco sobre esses elementos enquanto preparam acarajé, que serão oferecidos aos participantes no final da atividade. 


Serviço

Encontro - Patrimônio Agroalimentar: Promovendo Saberes e Práticas
Data: 18 de outubro de 2019 
Local: Auditório do Centro Universitário FMU - Avenida da Liberdade, 899 - Liberdade, São Paulo (SP). 
Inscrição: https://www.sympla.com.br/patrimonio-agroalimentar-promovendo-saberes-e-praticas__662998

Feira de produtos, oficinas culinárias e bate-papos
Data: 19 de outubro de 2019 
Local: Praça de Eventos do SESC Vila Mariana - Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana, São Paulo (SP). 

Mais informações para a imprensa
Assessoria de Comunicação Iphan
comunicacao@iphan.gov.br
Carlos Balbino - carlos.balbino@iphan.gov.br
(61) 2024-5513 / 2024-5516 / (61) 99381-7543
www.iphan.gov.br
www.facebook.com/IphanGovBr | www.twitter.com/IphanGovBr
www.youtube.com/IphanGovBr

Patrimônio agroalimentar é tema de evento realizado em São Paulo (SP)

Debate organizado para a promoção de saberes e práticas tradicionais de preparo de alimentos será aberto ao público

Muito mais do que uma mistura de aromas e sabores. Saberes, práticas, produtos e técnicas ligadas ao preparo de alimentos prometem atrair o público interessado nos modos tradicionais de produção que integram o sistema agroalimentar brasileiro. Parte do conhecimento transmitido ao longo de gerações será compartilhado durante evento gratuito organizado pela Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em São Paulo (Iphan-SP), nos dias 18 e 19 de outubro, com o tema Patrimônio agroalimentar: promovendo saberes e práticas.

Durante o evento, composto por mesas de debate (no dia 18) e feira de produtos com oficina e degustação (19), os visitantes terão contato com detentores do Ofício das Baianas de Acarajé; do Modo Tradicional de Fazer Queijo de Minas; do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro; e do Sistema Agrícola Tradicional dos Quilombos do Vale do Ribeira. São quatro exemplos dos 48 bens culturais formalmente reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil registrados pelo Iphan.

Em função da celebração de convênio entre a Associação Slow Food do Brasil - ASFB e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional - CAR vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia - SDR, fazemos a solicitação de manifestação de interesse para compor a equipe do projeto Slow Food na Defesa da Sociobiodiversidade e daCultura Alimentar Baiana, a ser iniciado no segundo semestre de 2019, uma parceria entre ASFB, CAR e FIDA - Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola.

Solicitações de Manifestação de Interesse N°s: 006/2019 e 007/2019 para seleção de profissional conforme resumos abaixo:

SMI 006/2019 – SLOW FOOD
Título: Contratação de Designer
Descrição: O SLOW FOOD BRASIL,  em conformidade com o convênio 772/2018, celebrado entre a Associação Slow Food Brasil e a Cia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), convida os profissionais interessados a manifestar seu interesse em executar o serviço de DESIGNER.
As condições de participação estão descritas na Solicitação de Manifestação de Interesse e no Termo de Referência.
Para esclarecimento de dúvidas, gentileza manter através do e-mail: asfb@slowfoodbrasil.com ou telefone: (11) 9 8233-7195

SMI 007/2019 – SLOW FOOD
Título: Contratação de Coordenador/a Administrativo
Descrição: O SLOW FOOD BRASIL,  em conformidade com o convênio 772/2018, celebrado entre a Associação Slow Food Brasil e a Cia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), convida os profissionais interessados a manifestar seu interesse em executar o serviço de COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA.
As condições de participação estão descritas na Solicitação de Manifestação de Interesse e no Termo de Referência.
Para esclarecimento de dúvidas, gentileza manter através do e-mail: asfb@slowfoodbrasil.com ou telefone: (11) 9 8233-7195

As manifestações de interesse deverão ser feitas até às 23h59 do dia 15 de outubro de 2019, pelo email asfb@slowfoodbrasil.com

Retrocessos socioambientais atentam contra biodiversidade e segurança alimentar no Brasil 

Há alguns anos, o cenário brasileiro com relação às questões socioambientais já não é dos mais agradáveis. Nos últimos meses, essa onda emergente de retrocessos tomou proporções descomunais e só confirma a necessidade de um olhar mais atento sobre territórios, seus povos, a biodiversidade local e a cultura, inclusive alimentar. 

O desmatamento da Amazônia tem sido destaque de veículos do Brasil e do mundo nas últimas semanas, devido aos dados alarmantes divulgados pelo Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). De acordo com o sistema, o desmatamento cresceu 88% em junho e 278% em julho deste ano, em comparação aos mesmos meses de 2018. 

Com o avanço da motosserra, comunidades indígenas e organizações indigenistas vêm sendo perseguidas e estão cada vez mais suscetíveis de ter os direitos humanos violados, bem como suas terras e recursos naturais destruídos. 

Vale lembrar que a região da bacia amazônica reúne 40% das áreas de floresta tropical do planeta, além de abrigar entre 10% e 15% das espécies animais terrestres. A degradação assustadora da floresta é preocupação que transcende a política e o ativismo ambiental, e deve ser pautada nos mais diversos círculos da sociedade. 

A perda da biodiversidade afeta gravemente a alimentação e a agricultura, como confirmou o primeiro relatório da FAO/ONU, divulgado em fevereiro deste ano. Segundo o estudo, "a biodiversidade da Terra está desaparecendo - colocando o futuro de nossos alimentos, meios de subsistência, saúde e meio ambiente sob grave ameaça". 

Mas como disse Glenn Makuta, articulador de rede do Núcleo Gestor da Associação Slow Food Brasil, "a alta taxa de desmatamento é apenas a ponta do iceberg". 

Desde o início do ano, mais de um agrotóxico é liberado por dia no Brasil, atentando diretamente contra a segurança alimentar e nutricional da nação. Ao passo em que se flexibiliza a venda e o uso do veneno, além das baixas taxas ou isenções de impostos para as empresas produtoras, a agricultura familiar, responsável pela produção de 70% da comida presente na mesa do brasileiro, ainda sofre com problemas básicos, como dificuldade de crédito e de assistência técnica e más estradas para escoamento. Isso sem falar na falta de incentivos à agricultura orgânica, como as altas taxas de certificação. 

Além de afetar diretamente a saúde humana, tanto dos agricultores que manuseiam os produtos, como dos consumidores que não conseguem escapar de seus efeitos nem mais no consumo da água do dia-a-dia, a utilização desses agroquímicos incide diretamente sobre a natureza, corroborando para a perda dessa biodiversidade já ameaçada.

Frente a esse dominó de colapso que parece não ter fim, é imprescindível a conscientização da sociedade de que um novo modelo de agricultura deve ser pensado para garantir a produção de um alimento adequado e saudável para todos. E, dentro da cadeia produtiva, a aproximação entre produtor e consumidor assume papel fundamental. 

"À medida em que as pessoas adquirem conhecimento, elas podem fazer melhores escolhas", falou Makuta durante debate sobre o tema no Dia Internacional do Agricultor Rural. Como bem lembrou o biólogo, o uso exacerbado de agrotóxicos também faz com que o agricultor sofra certa imposição para cultivar determinados produtos, o que contribui negativamente para a perda não só da cultura alimentar, mas também das práticas relacionadas aos saberes tradicionais das comunidades.

Selecionados, em 1ª chamada, para formação da equipe do projeto Slow Food na Defesa da Sociobiodiversidade e da Cultura Alimentar Baiana, uma parceria entre SDR/CAR e ASFB, no âmbito do projeto Pró-Semiárido:

TR01 - Coord Técnica: Pedro Xavier da Silva
(2º colocado: Cláudio Gustavo Lasa e 3ª colocada: Ana Paula Souza)

TR02 - Coord Administrativa: Elaine Diniz 
(2ª colocada: Kelly Ribeiro)

TR03 - Facilitador Senior: Revecca Cazenave-Tapie 
(2ª colocada: Rodica Weitzman e 3ª colocada: Maria Nilza de Jesus)

TR04 - Facilitador Júnior: Nathan Pereira Dourado 
(2ª colocada: Maria Nilza de Jesus e 3ª colocadas: Aline Martins da Silva e Isadora Escostegy)

TR05 - Comunicação: Luciana Mendonça Rios 
(2ª colocada: Elaine Sampaio dos Santos e 3º colocado: Diovane Abílio Viana Filho)

Informamos que a comissão de seleção foi composta por: Glenn Makuta, Lígia Meneguello e Marcelo de Podestá, colaboradores da Associação Slow Food do Brasil.

Em breve entraremos em contato para orientação dos procedimentos para contratação dos selecionados.

Aos demais candidatos, nosso muito obrigada; ficamos com os currículos e contatos para oportunidades futuras.

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