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Parceria entre o Slow Food Brasil e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional da Bahia, ligada à Secretaria de Desenvolvimento Rural, se fortalece e leva uma delegação para o Terra Madre - Salone del Gusto 2018

Ao longo dos últimos quatro anos o Slow Food, junto à Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR), com apoio da União Europeia (UE), do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (SEAD), tem trabalhado em projetos no estado da Bahia que permitiram a valorização da biodiversidade local e o desenvolvimento territorial com a preservação da identidade cultural.

A parceria, que rendeu frutos ao longo dos anos, ganha mais uma etapa no próximo mês com a ida de 18 delegados baianos ao Terra Madre Salone del Gusto 2018, 15 desses apoiados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional da Bahia (CAR). Estarão presentes no Mercado do Terra Madre as cinco Fortalezas da região. Umbu e Licuri, das mais antigas Fortalezas do Brasil; Abelha Mandaçaia do Piemonte da Diamantina e Maracujá-da-Caatinga, articuladas mais recentemente e que estão sendo consolidadas no âmbito da parceria, e Cacau Cabruca do Sul da Bahia, nova Fortaleza fruto do trabalho dos últimos dois anos em parceria com a SEAD. Além da exposição e venda dos produtos da sociobidiversidade dos diversos territórios, a Bahia será representada por Caco Marinho e Fabrício Lemos, membros da Aliança de Cozinheiros Slow Food em Salvador, que participarão do laboratório do gosto A cozinha baiana tem sabor de dendê, no sábado (22) e da cozinha latinoamericana do Terra Madre, no domingo (23), onde preparam a tradicional moqueca baiana e o acarajé.

Texto originalmente publicado no Portal Semear

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Técnicas culinárias com receitas a base de palma e ingredientes da culinária regional serão apresentadas no “Intercâmbio em Ecogastronomia Slow Food para os jovens dos projetos FIDA no Brasil”, que reunirá, em Sergipe,  25  jovens de várias comunidades rurais beneficiárias de projetos apoiados pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), no Nordeste do Brasil. O evento acontecerá entre os dias 23 e 25 de julho, na comunidade quilombola de Brejões, em Ilha das Flores, e na cozinha escola do SENAC, em Aracaju,

Com o tema “Valorização da agrobiodiversidade na gastronomia Slow Food no semiárido brasileiro”, o intercâmbio é promovido pelo FIDA por meio do Programa Semear Internacional, e conta com o apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Associação Slow Food Brasil, Projeto Dom Távora de Sergipe, e demais projetos apoiados pelo FIDA no Brasil.

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No último 26 e 27 de junho Sant’Ana do Livramento (Brasil) e Rivera (Uruguai) receberam o Engenheiro Agrônomo Sebastião Pinheiro para uma oficina de biofertilizantes. Entre os participantes estavam estudantes de agronomia da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), técnicos da Emater/Ascar de Sant’Ana do Livramento, técnicos e estudantes do Centro Universitário Rivera (Udelar,) produtores agroecológicos e em transição e também membros do Slow Food Binacional Livramento/Rivera.

Na oportunidade, Sebastião Pinheiro que possui uma carreira acadêmica extensa e foi professor na Universidade Federal do Rio Grande do SUL (UFRGS), junto ao Núcleo de Economia Alternativa da Faculdade de Ciências Econômicas ensinou os participantes a desenvolverem biofertilizantes com materiais comumente encontrados em suas propriedades, como esterco, soro de leite, folhas e ervas e outros ingredientes de fácil acesso.

O professor chamou atenção para o momento que o país vive, já que no dia 25 de junho o Projeto de Lei 6299/02, que que flexibiliza o uso de agrotóxicos no país, foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara de Deputados. Sebastião afirmou que só a agroecologia e o biopoder campônes é capaz de combater o agronegócio que transformou a agricultura em negócio, tirando dela todo aspecto cultural envolvido.

A oficina foi uma iniciativa da Emater/Ascar em parceria com a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (campus Sant’Ana do Livramento) e o convívio Slow Food Binacional Livramento/Rivera.

Por quatro dias, em pleno centro de Belo Horizonte/MG, no Parque Municipal da cidade, ocorreu o IV Encontro Nacional de Agroecologia. Sob o lema “Agroecologia e Democracia: unindo campo e cidade” o evento gestado por vários meses somou esforços de muitos coletivos que pensam e vivem a agroecologia no país. Pessoas de todos os estados e com as mais diversas raízes socioculturais se encontraram entre os dias 31 de maio e 03 de junho para pensar os rumos do movimento agroecológico, reafirmar as lutas comuns, denunciando as ameaças, anunciando as conquistas, celebrando as vitórias e renovando as esperanças.

A rede Slow Food Brasil esteve presente dissolvido em meio à catarse agroecológica que foi esse memorável encontro. Duas barracas de comida (Slow Food Belo Horizonte e Iacitatá/Slow Food Amazônia), uma mostra de cinema (1a. Mostra Slow Food no Filme de Cinema e Comida), cozinheiros envolvidos na cozinha do banquete agroecológico, ativistas na organização e nas articulações políticas, além da presença de agricultoras e agricultores trazendo produtos das Fortalezas Slow Food como o gergelim Kalunga, o pequi-do-Xingu e o óleo de macaúba.

tainá-marajoara-carlos-ruffeil-iacitata-sfamazoniaTainá Marajoara e Carlos Ruffeil levando os sabores do Pará para o IV ENA. Foto: Patricia Moll

“A luta que nossos amigos brasileiros travam nesses dias preocupa a todos nós.
Mais uma vez, os interesses econômicos individuais de grandes investidores querem se
impor sobre o bem comum e a saúde do planeta. Esta é uma proposta que vai contra
o conceito de soberania alimentar que não podemos nem devemos aceitar
Carlo Petrini, presidente e fundador do Slow Food, sobre o pacote do veneno

No próximo 29 de maio o Senado Federal irá votar o Projeto de Lei (PL) 6.299/02, também conhecido como pacote do veneno (pois apensa outros 29 PLs). Ele pretende desmontar o sistema normativo regulatório de agrotóxicos no Brasil, flexibilizando a legislação atual, acelerando o processo de registro e eliminando órgãos técnicos dos Ministérios da Saúde e Meio Ambiente do processo de avaliação e seus respectivos poderes de veto para liberação comercial, dentre outras providências.

A proposta, tende a piorar um cenário muito ruim. Detemos o título de maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde 2009, ano em que foram despejados 1,06 milhão de toneladas de agrotóxicos nas lavouras do país (segundo estimativas do SINDAG - Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola). A permissividade em relação a presença de agrotóxicos no país está também relacionada à produção agrícola de transgênicos, uma vez que o principal tipo de modificação genética difundido em terras brasileiras é para que as plantas se desenvolvam mesmo recebendo doses letais de herbicidas.

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