No dia 25 de março realizamos em Pirenópolis, na chácara Mar e Guerra, de propriedade do Sr. Geraldo e Aparecida uma pamonhada, dentro da filosofia Slow Food de resgatar a cultura culinária local, aproximar produtores e consumidores e valorizar as práticas comuns do meio rural ligadas aos "fazeres e saberes alimentares", o preparo coletivo as festas, os mutirões,etc. O evento foi uma delícia, riquíssimo em comida e convivialidade! Ah, e nacionalidades,pois quem faz o relato é Ingrid Holzmayer, voluntária da WWOOF, Associação Internacional que representa um esforço mundial para promover o conceito de agricultura orgânica, agricultura sustentável e os hábitos de consumo responsável. Como parte deste esforço, as fazendas oferecem acolhimento a pessoas do mundo inteiro que queiram a oportunidade de aprender fazendo. Em Pirenópolis temos duas propriedades inscritas neste programa, a Chácara Pasárgada, de Kátia Karam e Leonardo Cheib, que produzem leite orgânico, e o Sítio Galeria, de Murielle Dargaud, todos sócios do convívio local.

Com vocês o texto de Ingrid, que contou com a colaboração na tradução do inglês, do casal Laure e Giuseppe Muscouri, italianos residentes em Pirenópolis, também membros do convívio, que trabalham com seu Geraldo na chácara, na produção e venda de cestas de produtos orgânicos. (Não falei que a pamonhada tinha sido internacional!!! Esqueci, a Ingrid é alemã de Berlim, mas comunicava-se comigo em  Italiano, rsrsrs) 

 O dia estava perfeito, não teve chuva e tambémnão estava quente demais.

Estávamosfelizes, pois íamos fazer com os membros do Convívio Slow Food de Pirenópolis uma pamonhada.

Fomos recebidosna chácara de Seu Geraldo e de Dona Aparecida, onde eles produzem milho eoutras verduras, todos orgânicos, podemos dizer também que eles são "mestres depamonha"!!

Com carinho epaciência o Sr. Geraldo e a sua família foram nossos professores .

Fizemos cincotipos de pamonha :  de doce, de sal, amoda, assada e frita.

Além dissofizemos curau e merendamos um simples e saboroso milho cozido.

p1000863.jpg

 A gente chegou às 16 hse começamos o trabalho descascandotrês mãos de milho (180 espigas). Somente as folhas de fora são desprezadas, as folhas de dentrosão guardadas para empacotar a pamonha.  Éramosmais ou menos 25 pessoas, o mais novo tinha três anos e o mais velho 72. Alémdos  brasileiros tinhampessoas da Itália, da Alemanha, da França e do Canadá. Foi um momentointernacional, e ao mesmo tempo tão regional, como  a comida típica do Goiás!! 

Depois deser descascado o milho é ralado e temperado : a pamonha de sal se tempera comoleo quente, alho e sal; a pamonha de doce com sal também, açúcar e canela. 

Depois fizemos saquinhoscom as folhas, enchemos da massa de milho (junto com  pedacinhos de queijo, um queijosalgado muito bom!), usamos outra folha para fechar o saquinho, amaramos essespacotinhos com elásticos e colocamos a pamonha para cozinhar na água até asfolhas de milho ficarem amarelas.

p1000884.jpg

Tivemos uma pequenadificuldade: derrubamos muito a massa da pamonha  e ficamos todos cobertos demassa!

Durante esse tempo,falamos muito e rimos muito, enquanto as crianças  brincavam ao redor da cozinha.

Fizemos o curau, quecozinha por muito tempo, bem devagar com leite e açúcar. No final oresultado deixa você totalmente dependente!!

As frituras, são como onome sugere, colheradas pequenas de pamonha frita, também com pedaçinhos dequeijo.

p1000888.jpg

A pamonha assada saiu finalmente do forno, foi comida quentinha, não teve outro jeito, pois ela tambémestava deliciosa.

Mais ou menos às 22 h,depois de termos lavado os pratos juntos, voltamos para casa.

Além de uma comida maravilhosa, foi um momento de muitas risadas, de conversas em várias línguas euma super oportunidade para aprender muitas receitas novas e deliciosas!!

p1000905.jpg

Ingrid Holzmayer