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O papel fundamental da África no sistema alimentar global, segundo o Slow Food

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Em termos das falhas do atual sistema alimentar, cada região geográfica enfrenta diferentes problemas atribuídos aos processos de produção e distribuição dos alimentos. Por esta razão, o Slow Food assume uma abordagem local com suas atividades educativas e projetos. Por exemplo, nos países industrializados, o foco do Slow Food é a redução do desperdício nos hábitos dos consumidores, apresentando formas mais saudáveis de se alimentar, conscientizando sobre os benefícios dos alimentos locais para o meio ambiente e para a sociedade e promovendo e protegendo os produtos tradicionais. Para o continente africano, ao contrário, os problemas mais graves são bem diferentes: refletem as consequências de um sistema alimentar injusto. Em muitos casos, as comunidades lutam para combater a fome e pelo direito ao alimento. Através de diversas iniciativas, o Slow Food apoia ativamente as comunidades africanas para ajudá-las a mudar a situação atual. Estas iniciativas incluem o Projeto das Mil Hortas na África, as Fortalezas Slow Food, os mercados de produtores e a campanha contra a grilagem de terras. Tais projetos têm o potencial não apenas de melhorar a qualidade de vida, mas também de garantir a sobrevivência das comunidades locais. Para maiores informações sobre o nosso enfoque na África, leia o documento: O papel central do alimento, o papel central da África.

A edição deste ano do Salone del Gusto e Terra Madre terá a participação de aproximadamente 450 delegados do Terra Madre de 48 países africanos. Durante o evento de 2014, as seguintes conferências, Laboratórios do Gosto e produtos serão relacionados à África:

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"Engenhos da Cultura • teias agroecológicas”, livro e vídeo que retratam a Rede Catarina Slow Food estão disponíveis on line

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Já estão disponíveis em versões para web o livro e audiovisual Engenhos da Cultura: teias agroecológicas, uma realização do CEPAGRO – Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo. O trabalho é um registro histórico das ações do Ponto de Cultura Engenhos de Farinha através de seus protagonistas, metodologias e insidência política.

 A edição foi lançada em Julho de 2014 no CIC - Centro Integrado de Cultura, em Florianóplis, evento realizado pela Rede Cultura Viva SC e Rede Catarina Slow Food que contou com a presença das comunidades urbanas e rurais envolvidas. A iniciativa faz parte de uma campanha levantada pelo Convívio Engenhos de Farinha/Slow Food e viabilizada pela Ong Cepagro que propõe o registro do modo de fazer a farinha polvilhada  de Santa Catarina como Patrimônio Cultural Imaterial.
 
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Famílias da Rede dos Engenhos de Farinha da grande Florianópolis, foto Fernando Angeoletto
 

O e-book “Engenhos da Cultura: teias agroecológicas” pode ser acessado através do link http://issuu.com/sandraalves91/docs/livro_engenho_da_cultura_vf

A força da cultura agroalimentar ligada aos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina e sua possibilidade de ressignificação através da agroecologia são o mote de onde surgem as diversas ações apresentadas nesta publicação que também retrata a trajetória da Rede Catarina Slow Food e parceria entre os Convívios Engenhos de Farinha e Mata Atlântica. Na primeira parte do livro temos um pequeno registro de metodologias utilizadas, tanto em cursos e oficinas como na construção de formatos de eventos que buscam o diálogo entre comunidades de base, pesquisadores e gestores públicos. Num segundo momento, a criação e consolidação da Rede dos Engenhos Artesanais da Grande Florianópolis é apresentada em seus trânsitos locais e globais, revelando cada um dos engenhos como espaços histórico-culturais e pedagógicos e também de produção agroecológica. Nas seções seguintes, a história das populações tradicionais do litoral catarinense convida a repensar  os papéis destas culturas na atualidade, entre registros, reflexões e receitas culinárias.  

Já o vídeo documentário Engenhos da Cultura:teias agroecológicas pode ser visto através do link http://vimeo.com/104524213

O audiovisual dá voz à agricultores, profissionais e ativistas envolvidos pelo Ponto de Cultura Engenhos de Farinha para retratar a articulação entre  três inspiradores movimentos sociais da atualidade: o Cultura Viva, a Rede Ecovida de Agroecologia e o Slow Food. A experiência de agricultores familiares da Rede Ecovida no encontro mundial do Slow Food, o Salone del Gusto/Terra Madre 2012 é evidenciada através de memórias, assim como a Bijajica, iguaria recém embarcada na Arca do Gosto. Também são abordadas metodologias em educação do gosto que fazem parte GT Educação do Slow Food Brasil.

Tanto a publicação quanto o vídeo documentário serão apresentados em outubro no Salone del Gusto/Terra Madre 2014 em Turim, Itália.

Aos leitores e expectadores um bom apetite! 

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Ecochefs do Convívio Mata Atlántica no lançamento do livro+doc, foto sandra alves 

 

 

11 DE SETEMBRO – DIA NACIONAL DO CERRADO

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Panorama Ambiental do Cerrado no Oeste Baiano

 O Oeste da Bahia, região compreendida entre os municípios de Formosa do Rio Preto, ao norte na divisa com o estado do Piauí, e Cocos, ao sul na divisa com o estado de Goiás, representa uma importante fronteira agrícola do País. Considerando as formações de Cerrado e transição com outros ecossistemas a região ocupa aproximadamente 9,6 milhões de hectares, sendo que a área destinada ao desenvolvimento da agropecuária corresponde atualmente a mais de 2 milhões de hectares. Soja e algodão são os dois principais produtos agrícolas, sendo que somente no período de 1998 a 2003 houve um aumento em 56% da produção de algodão na região. De acordo com dados do IBGE, no Oeste baiano estão concentrados 92% de toda a produção de grãos e alguns estudos¹ estimam que a região possui um grande potencial para expansão, especialmente quando se considera a extensão de áreas disponíveis e as boas condições de clima e solo.

 Sob o ponto de vista da biodiversidade, o Oeste da Bahia é também uma importante região para a conservação do Cerrado, pois há uma boa concentração de remanescentes de vegetação nativa, condição essa somente superada pelos cerrados do sul do Piauí e Maranhão. Estimativas realizadas com o uso de imagens de satélite indicam que a cobertura vegetal nativa ainda supera os 60% da área original (CI-Brasil, dados não publicados). Boa parte da ocupação agropecuária está concentrada no extremo oeste da região, mas os avanços sobre áreas nativas ocorrem de maneira bastante rápida.

 De acordo um estudo elaborado pela Embrapa Monitoramento por Satélite², em 1985 a agropecuária ocupava uma área de 631.175 hectares e já em 2000 ocupava 1.605.762 hectares, valores que indicam que ao longo de 15 anos houve uma redução média de 65.000 anuais para a região.

 Estimativas iniciais da CI-Brasil sugerem que entre os anos de 2000 e 2006 houve uma remoção de aproximadamente 334.000 hectares. Esse valor indica uma média anual de 66.000 hectares de desmatamentos ou uma taxa de remoção de pelo menos 0,7% ao ano, dados que corroboram aqueles apontados por Batistella (op. cit.). Essa taxa de desmatamento é inferior à média do Cerrado, calculada em 1,1% ao ano³ e também inferior à média da região, calculada em 1% anuais pelo estudo de Batistella (op. cit.).

 A área desmatada no Oeste da Bahia até o começo de 2006 já alcançava 2.065.659 hectares, valor que representa aproximadamente 22% da região do Cerrado do Oeste baiano. À primeira vista esse percentual poderia sugerir que ainda há muito espaço para a expansão do agronegócio na região, mas o aspecto mais preocupante é que não existe uma política de conservação que dê sustentabilidade a políticas de desenvolvimento. Em outras palavras, o desenvolvimento econômico planejado para a região não está sendo acompanhado por uma política de conservação da biodiversidade.

 A proteção dos ecossistemas nativos e de espécies de interesse para a conservação, como as espécies ameaçadas de extinção e espécies endêmicas, não tem sido adequadamente realizada na região. Somente 16,28% dos cerrados do Oeste da Bahia estão protegidos por algum tipo de unidade de conservação. As unidades de conservação de proteção integral que asseguram de maneira mais efetiva a proteção da biodiversidade representam apenas 0,38% da região. Apenas duas unidades de conservação de proteção integral foram criadas especificamente para proteger espécies e ecossistemas da região: o Refúgio de Vida Silvestre Veredas do Oeste Baiano com aproximadamente 128.000 e a Estação Ecológica Estadual do Rio Preto, com cerca de 4.500 hectares.

 Com a falta de reservas dedicadas à manutenção da biodiversidade regional, espécies como o pato-mergulhão (Mergus octosetaceus - espécie criticamente ameaçada de extinção) a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus – espécie ameaçada-vulnerável), ou mesmo as áreas de chapadas, tão pressionadas pela expansão do agronegócio, poderão desaparecer antes mesmo de serem estudadas e caracterizadas sob o ponto de vista da biodiversidade. A ocorrência de tais espécies é ainda bastante desconhecida pela ciência, pois pouquíssimas localidades foram inventariadas na região. Registros confirmados de espécies ameaçadas existem tão somente para três localidades no Oeste baiano. Mesmo para outros grupos faunísticos os inventários biológicos são bastante raros, conforme demonstra a compilação realizada durante os preparativos para o Zoneamento Ecológico Econômico do estado da Bahia.

Texto: Daniel Melo Barreto
Instituto de Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável do Oeste da Bahia - BIOESTE
Imagem: Carol Sá
Cerrado - Chapada dos Veadeiros

Seminário do Peixe

O Slow Food apresenta novas Fortalezas no Salone del Gusto

Organizado pelo Slow Food o evento internacional do Salone del Gusto estará de volta em Turim, Itália, celebrando a sua 10a edição. O Salone del Gusto, dedicado ao mundo dos alimentos, e o encontro internacional do Terra Madre,  rede dos pequenos produtores do mundo inteiro, que está completando 10 anos, serão realizados, pela segunda vez, como evento único. O Salone del Gusto e Terra Madre 2014 vão acontecer de 23 a 27 de outubro, no Centro Lingotto Fiere de Turim, contando com a presença de mais de 1.000 expositores vindos de 130 países.

O Slow Food está se preparando para acolher alguns novos produtos, na família das Fortalezas. Coordenado pela Fundação Slow Food para a Biodiversidade, o projeto das Fortalezas, desde 2003, trabalha para defender os produtores de pequenas escala (e seus produtos). O projeto envolve hoje mais de 13 mil agricultores e produtores, em mais de 50 países, e já ajudou a defender mais de 400 produtos em risco de extinção.

Essas são as novas Fortalezas que serão apresentadas no Salone del Gusto e Terra Madre 2014:

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