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Guia Prático para Organizar uma Disco Xepa

Todos que já participaram de uma Disco Xepa conhecem o potencial que essa ação tem tanto para conscientizar contra o desperdício alimentar. Como ela é um evento que sempre deu muito certo no Brasil e que já está amplamente difundida nos convívios, pensamos em aproveitar a Semana Mundial do Meio Ambiente (que ocorre entre os dias 30 de maio e 5 de junho) para dar início a um projeto que já foi pensado por mais de uma pessoa da rede: realizar várias Disco Xepas simultâneas por todo o país. A ideia é mostrar uma maior sincronia entre todo o Slow Food Brasil e causar ainda mais impacto na luta contra o desperdício alimentar.

Em 2015, numa visita ao Brasil o fundador do Slow Food, Carlo Petrini, assinou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Este acordo reafirma o interesse do Slow Food em estar junto ao Ministério promovendo a agricultura familiar brasileira.

Em decorrência deste ACT, ocorreu nos dias 19, 20 e 21 de Abril de 2016, em Brasília/DF, o Seminário Nacional de Implantação do projeto “Alimentos bons, limpos e justos: ampliação e qualificação da participação da agricultura familiar brasileira no movimento Slow Food”.

A abertura do seminário ocorreu com a presença de Marcelo Piccin (MDA), Georges Schnyder (Slow Food), Renê Birochi, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Glauco Schultz, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que expressaram o entusiasmo com o potencial deste projeto apesar do cenário político incerto que atravessamos neste momento.

Em função do Acordo de Cooperação Técnica entre Ministério do Desenvolvimento Agrário  e Slow Food (assinado em 2015), saiu o edital para seleção para consultor para subsidiar tecnicamente a Secretaria de Agricultura Familiar na elaboração e articulação de programas e projetos que promovam a participação da agricultura familiar na rede Slow Food.

As candidaturas devem ser encaminhadas até dia 02/05/2016.
O selecionado deverá atuar de Brasília.
Para mais informações, acesse https://goo.gl/lyK6Ho

Feira do Modelódromo do Ibirapuera BDesde seu início, a modernização da agricultura se espalhou pelo mundo levando a promessa de que, por meio do uso de agroquímicos, poderíamos produzir alimentos baratos e em quantidade suficiente para acabar com a fome do mundo. No entanto, essa promessa não levava em consideração a qualidade de alimentos ou tampouco a saúde de trabalhadores e consumidores. Considerava, menos ainda, os impactos sociais e ambientais.  

Porém, não demorou muito para que os efeitos colaterais desse modelo de produção viessem à tona. Ainda em 1962, quando a Revolução Verde recém chegava aos países do hemisfério sul, a bióloga Rachel Carson publicava o livro “Primavera Silenciosa”, relatando os impactos dos agrotóxicos ao meio natural. Na época, a descoberta foi polêmica e altamente questionada. Hoje em dia, a quantidade de pesquisas e evidências já não nos permite negar o impacto nocivo dos agrotóxicos, seja na produção ou no consumo.

O Slow Food é um movimento global, político, autônomo e suprapartidário. Defende o acesso para todos a um alimento bom, limpo e justo. O bom se refere ao sabor e ao prazer, à qualidade do que se come, relacionada a como se produz e se consome. O limpo diz respeito a uma produção sustentável, sem degradar os recursos naturais e sem deixar resíduos de agrotóxicos nos alimentos. O justo se refere à justiça social, ao respeito cultural das produções e produtores e a justa remuneração do seu trabalho. Desde as suas origens, o Slow Food promove o convívio entre pessoas e comunidades, a diversidade cultural e ambiental, a justiça e o bem comum. Com essa missão, o Slow Food agregou milhares de pessoas, grupos e, comunidades em todo o mundo e se estruturou como uma Associação Internacional que apóia e coordena ações, projetos e encontros. A base do movimento hoje é uma rede diversa que envolve comunidades de produtores, cozinheiras e cozinheiros, jovens, acadêmicos, técnicos e outros ativistas e profissionais ligados aos princípios e às nossas causas do Movimento, a Rede Terra Madre. No País, o Slow Food está organizado como “Rede Slow Food Brasil”, composta grupos locais (convívios), comunidades do alimento e grupos temáticos de trabalho e com a responsabilidade de defender e valorizar a imensa sociobiodiversidade do nosso território, dos nossos ecossistemas, das nossas comunidades tradicionais, rurais e locais.

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