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Movimento Slow Food se une à tradicional Festa Junina do Minhocão da capital paulista para festejar sem transgênicos no domingo, 5 de julho de 2015

Festa Junina no Minhocão SP

Realizada por meio de financiamento coletivo, a tradicional Festa Junina do Minhocão acontece no próximo domingo, dia 5 de julho, no Elevado Costa e Silva, na altura da rua Helvétia, das 10h às 21h. Pela primeira vez, o evento recebe uma curadoria gastronômica, que fica a cargo do movimento Slow Food.

cheese slowfood2015

Este ano, pela décima vez, as ruas da cidadezinha de Bra, no norte da Itália (onde o movimento Slow Food nasceu e tem sua sede) serão novamente invadidas por produtores de queijo, pastores, acadêmicos, jornalistas e apreciadores de queijos do mundo inteiro. O Cheese, evento bienal do Slow Food dedicado ao universo dos queijos artesanais, será realizado de 18 a 21 de setembro de 2015, com destaque para os produtos dos delicados ecossistemas de montanha. 

O governo brasileiro, através do Ministério da Saúde, apresentou a segunda edição do Guia Alimentar para a população brasileira. Recebido pela critica internacional como o melhor guia alimentar do mundo em que se valoriza o ato de comer, o ato de cozinhar e as escolhas conscientes dos consumidores, o Guia menciona diversas vezes a importância da agricultura familiar na produção de alimentos.

A agricultura familiar entra no Guia quase como uma recomendação a mais sobre a saúde da população adquirida pelos bons hábitos de comer que começa pelas boas maneiras de produzir e disponibilizar os alimentos. Ganha importância os alimentos in natura e minimamente processados como aqueles que vêm da roça e da agroindústria familiar, em lugar dos ultraprocessados das grandes indústrias alimentícias. Recomenda-se a diversificação dos alimentos em lugar da homogeneização, valorizando a produção agroecológica e a policultura em lugar das monoculturas, de reduzidas espécies, pobres em variedades e de uso intensivo de insumos químicos. Sugerem-se os alimentos frescos em lugar dos produtos congelados, o que implica na prioridade de cadeias curtas de produção. Reconhece o território rural como lugar de produção e de vida, ao valorizar os hábitos locais de produzir, cozinhar e comer.

festajunina semtransgenicos

A Festa Junina Livre de Transgênicos, criada pelo GT Sementes Livres do Slow Food Brasil, nasceu com o propósito de servir de ferramenta de trabalho de conscientização e mobilização na questão dos transgênicos no país sendo uma oportunidade de união em torno da cultura alimentar para um bem maior.

Os brasileiros precisam compreender o que são os Organismos Geneticamente Modificados (OGM) para poderem tomar decisões. Precisam saber onde eles estão, por que precisamos nos preocupar com isso e finalmente como podemos colaborar.

Mas só isso não basta, precisamos causar impacto e chacoalhar a opinião pública. Para isso, criamos uma metodologia da ecogastronomia para Festa Junina Livre de Transgênicos.

Quem alimenta o planeta

Camponeses, artesãos da comida, pescadores, nômades, indígenas. Sabemos que são eles os encarregados de levar adiante a lição de nutrir o planeta com responsabilidade, dignidade e paixão. Nós os chamamos de pequenos produtores, agricultores familiares e representantes de comunidades do alimento.

Eles, que estão perto da terra, fazem muito mais do que produzir. Nos ensinam a proteger as fontes insubstituíveis de nossa alimentação: as diversas sementes, plantas, raças animais, a água e o solo. Além disso, nos mostram como seus trabalhos têm a ver com a nutrição, mas também com a beleza de viver, com a felicidade que deriva das coisas boas, das divisões, da sabedoria de preservar a terra e entregá-la às gerações futuras.

Alimentar o planeta é o maior desafio que nossa geração enfrenta. Em Milão, a EXPO 2015 foca neste tema e atrai os olhos do mundo procurando por respostas. Os jovens são a esperança para o futuro da terra que pisamos, uma possibilidade de resgatar quem passa fome e sofre de má nutrição. São os primeiros capazes de inverter um sistema econômico mundial que está destruindo a casa onde moramos em nome de uma concepção que confunde o desenvolvimento com o lucro, o crescimento com a competição. São os jovens os responsáveis por levar adiante uma história milenária escrita por cada escavada, cada foice, cada rede de pesca, cada panela e colher, cada esforço gasto pela terra e pela comida. Logo, não seria inútil discutir a alimentação do nosso futuro sem a presença destes pequenos produtores, jovens camponeses e artesãos?

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