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Dona Dijé

Recebemos esta manhã a triste e inesperada notícia do falecimento de dona Dijé, Maria de Jesus Ferreira Bringelo, liderança do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu - MIQCB.

Mãe, avó, liderança comunitária, quebradeira de coco, artista, dona Dijé foi e continuará sendo um referencial para a luta das comunidades tradicionais e originárias, inspiração de vida para muitos que levam a vida no campo sob o olhar da agroecologia.

Levou a realidade e o exemplo das Quebradeiras de Coco Babaçu pelo mundo, com seus exemplos de luta, fala e cultura, compondo o grupo das Encantadeiras de Coco Babaçu.  Mostrou sua voz e força no Terra Madre Brasil 2007, em Brasília, e no Terra Madre 2008, em Turim. Nesse momento, o Slow Food Brasil e o Slow Food Internacional prestam condolências ao Quilombo Monte Alegre, em São Luís Gonzaga (MA), à Comunidade do Alimento Quebradeiras de Coco Babaçu da Comunidade Ludovico, Lago do Junco (MA), ao MIQCB, à ASSEMA (Associação em Áreas de Assentamentos do Estado do Maranhão) e à todas as Quebradeiras de Coco Babaçu e suas famílias.


Crédito: Imburanatec

Jovens rurais dos estados de Sergipe, Bahia, Ceará, Paraíba e Piauí, beneficiários dos projetos FIDA, se reuniram no mês de julho para o Primeiro Intercâmbio em Ecogastronomia segundo a metodologia Slow Food. O Território do Baixo São Francisco, com uma rica diversidade sociocultural, que agrega agricultores familiares, assentamentos de Reforma Agrária, comunidades quilombolas, pescadores artesanais e concentra 28% das populações tradicionais do estado, acolheu os 30 jovens durante quatro dias de atividades.

As dinâmicas passaram por municípios como Ilha das Flores, Brejo Grande e Neópolis e foram divididas em parte teórica e prática, totalizando 32 horas de aprendizados. A primeira metade foi dedicada aos princípios e à filosofia do movimento Slow Food e contou com um primeiro momento institucional com representantes dos órgãos apoiadores do Intercâmbio que discutiram temas como agricultura familiar, desenvolvimento local, soberania alimentar e políticas públicas voltadas às comunidades tradicionais quilombolas. Em um segundo momento, foi proposta uma oficina sobre ecogastronomia onde foi apresentado aos jovens conceitos importantes que possibilitaram um entendimento maior sobre o território e a biodiversidade do semiárido.

No segundo dia, os participantes seguiram para visitas às três comunidades, onde conheceram marisqueiras, pescadores artesanais e quilombolas. Podendo assim entrar em contato a realidade local, o contexto em que os habitantes estão inseridos, como trabalham com os produtos e quais são as principais ameaças ao seu modo de vida.


Crédito: Imburanatec

A parte prática do intercâmbio aconteceu nos dois dias seguintes dentro de uma cozinha profissional em Aracajú. Nesse momento os jovens puderam entender aspectos técnicos e organizacionais, além de perceberem a função do alimento também como oportunidade profissional.

Dois temas importantes à região, terra e água, foram escolhidos para direcionar as criações dentro da cozinha - que se tornarão um livro de receitas eternizando os aprendizados. Com o apoio dos chefs locais Timóteo Domingos, Seichele Barboza e Leila Carreiro, o tema terra colocou em pauta as longas estiagens sofridas pelo semiárido nordestino e todas as suas consequências. Como estratégia para a valorização da biodiversidade dos territórios, foram usados nas receitas ingredientes como a galinha de capoeira, o cambuí, a pimenta aroeira, os cactos, a macaxeira e outros produtos. Já o tema água, teve grande impacto nos jovens ao tratar da fragilidade do Rio São Francisco e tentou ligar campo e cidade através da seleção de ingredientes como a ostra e o sururu da comunidade Brejões dos Negros, e o camarão e o siri catado da comunidade Resina, que foram pescados no dia anterior durante a visita ao local, aproximando ainda mais os jovens dos ingredientes. A água também foi pauta fora da cozinha, com depoimentos nas rodas de conversa e uma peça teatral apresentada pelos jovens da comunidade Resina.

A facilitadora do Slow Food região Nordeste, Revecca Tapie, apontou a importância da troca de conhecimentos que os jovens tiveram nos dias de intercâmbio, o contato com os produtos do semiárido e como melhor aproveitá-los, além da necessidade de replicar a rica experiência em outras realidades.

O primeiro intercâmbio em Ecogastronomia para jovens rurais promovido pelo FIDA por meio do Programa SEMEAR Internacional contou com o apoio do IICA (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura). A ação foi fruto de um diálogo entre o Programa e a Associação Slow Food Brasil, que através da gestão de conhecimentos no campo, identificaram a importância do tema da Ecogastronomia como ferramenta de trocas de sabores e saberes, fomentando a identidade, biodiversidade local e incentivando novas alternativas de geração de renda aos jovens rurais.

Aconteceu, de 16 a 19 de agosto, a II Festa  Nacional do Baru - FENABARU - em Arinos, Minas Gerais.

Demorei um pouco para escrever esse post. Talvez pq escrevê-lo significaria que essa experiência tão maravilhosa de 10 intensos dias havia chegado ao fim. Essa foi a minha segunda imersão no #Xingu com o Povo #Kisêdjê. E posso dizer que foi amor a segunda vista. Da 1ª vez, eu estava ainda muito presa à minha realidade, ao meu olhar e as minhas convicções. Mas dessa vez foi diferente. Dessa vez eu estava ali. 100%.

Parceria entre o Slow Food Brasil e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional da Bahia, ligada à Secretaria de Desenvolvimento Rural, se fortalece e leva uma delegação para o Terra Madre - Salone del Gusto 2018

Ao longo dos últimos quatro anos o Slow Food, junto à Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR), com apoio da União Europeia (UE), do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (SEAD), tem trabalhado em projetos no estado da Bahia que permitiram a valorização da biodiversidade local e o desenvolvimento territorial com a preservação da identidade cultural.

A parceria, que rendeu frutos ao longo dos anos, ganha mais uma etapa no próximo mês com a ida de 18 delegados baianos ao Terra Madre Salone del Gusto 2018, 15 desses apoiados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional da Bahia (CAR). Estarão presentes no Mercado do Terra Madre as cinco Fortalezas da região. Umbu e Licuri, das mais antigas Fortalezas do Brasil; Abelha Mandaçaia do Piemonte da Diamantina e Maracujá-da-Caatinga, articuladas mais recentemente e que estão sendo consolidadas no âmbito da parceria, e Cacau Cabruca do Sul da Bahia, nova Fortaleza fruto do trabalho dos últimos dois anos em parceria com a SEAD. Além da exposição e venda dos produtos da sociobidiversidade dos diversos territórios, a Bahia será representada por Caco Marinho e Fabrício Lemos, membros da Aliança de Cozinheiros Slow Food em Salvador, que participarão do laboratório do gosto A cozinha baiana tem sabor de dendê, no sábado (22) e da cozinha latinoamericana do Terra Madre, no domingo (23), onde preparam a tradicional moqueca baiana e o acarajé.

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