Slow Food Brasil

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  • Cada ser vivo no planeta é uma peça importante no equilíbrio do todo. Eles não são somente alimento. Está no mar o verdadeiro pulmão da Terra. Somente uma pequena parte (cerca de 25%) de nossos suprimentos de oxigênio provém das árvores. E tudo isso está correndo riscos importantes de desequilíbrio permanente. Podemos fazer melhor do que isso e sobreviver com qualidade e sinergia com a natureza. É possível. Uma das formas mais importantes: Compre/troque/descarte com qualidade e cuidado ambiental.
  • Saiba mais sobre o peixe que você gosta. Estude as espécies locais da sua região, saiba o seu nome, pesquise seu nome cientifico, conheça sua rota, as épocas de reprodução, as características de sua carne. Conheça a história por trás do que você come. Por aqui compartilharemos todo o material que temos à disposição para trocar informações com você. Leva tempo, mas para que continuar sustentando essa pressa? Munido de informações que irão te ajudar a localizar as espécies menos conhecidas, as rejeitadas por conta de nossos preconceitos tais como “odor forte” Estaremos apreciando e aceitando as características e fluxos naturais de um grande alimento. De um grande ecossistema. Perceba a sutileza: está, justamente na descoberta e consumo das espécies menos conhecidas e rejeitadas uma importante solução para o equilíbrio de toda cadeia produtiva. Continuando firme nessa direção, automaticamente, você está realizando o mais valioso ato de transformação econômico-social-cultural-ecológico da estória atual ao mesmo tempo que se diverte muito. Nessa pesquisa e ato de maravilhosa participação social, desenvolverá seus conhecimentos, se envolverá nas maiores aventuras e encontrará muitas vantagens econômicas não deixando de comer pescado.
  • Não compre mesmo espécies seriamente ameaçadas; evite as espécies que apresentam já desequilíbrios importantes nos estoques. Nas maiorias dos guias elas estão indicadas com a cor amarelo, evite. Focalize as listas das espécies que estão em cores verde, indicando liberdade para consumo. Clique e conheça algumas publicações, guias e materiais de referência sobre consumo responsável de pescados.
  • Fique atento para não comprar peixes importados. Eles podem estar nas listas vermelhas em outros países. Ao optar por alimentos locais resolvemos uma série de desajustes sócio-ambientais “sistêmicos”. Por sistêmicos entendemos a manifestação do conjunto de efeitos acionados em cadeia por conta de uma série de decisões tomadas não necessariamente em conjunto. São movimentos invisíveis que tendem a se acumular e promover um impacto negativo em algum lugar onde nem imaginamos.
  • Escolha pescados e frutos do mar locais, isto é, capturado no mar, lagoas, mangues próximos a você. Isso estimula o comércio local, propiciando uma melhor circulação financeira por ali. Busque as comunidades e os produtores que realmente trabalham com práticas interessantes e apóie essas iniciativas se aproximando deles. Eles te suprem e você os supre.
  • Assegure-se que o seu peixe tem o tamanho mínimo necessário para reprodução. Fique de olho. As pescas em sua maioria são de arrasto, nas redes vem a família toda inclusive os peixes menores do que o tamanho mínimo permitido para a pesca. E o que não tem valor comercial volta para o mar, é devolvido morto ou já seriamente machucado. Por isso divulgamos tanto o trabalho das comunidades artesanais. Eles geralmente e por tradição fazem seleção. Eis o lema da comunidade de pescadores de Cananéia: “Pescador que sabe pescar, pesca sempre”.
  • Atenção aos períodos de reprodução das espécies, também chamados de período de defeso. Dê uma trégua aos seu pescado durante essa época. “Quem sabe comer bem, come sempre”. (E do que há de melhor, junto com a natureza)

Aos profissionais de cozinha

  1. Adote uma política de fornecimento local, sazonal, responsável e crie formas para fazer isso acontecer ao mesmo tempo que melhora suas margens e sustentabilidade financeira.
  2. Explique aos consumidores porque você não trabalha o Atum, Salmão e certas espécies de camarão entre outras espécies que estão nas listas dos mais ameaçados. Os consumidores podem não ter idéia do que está ocorrendo. E cada um tem papel fundamental nesse cenário.
  3. Tais posturas criativas, ambientais e educativas atraem visibilidade. Use isso a seu favor e a favor de uma nova lógica realmente possível, que gera desenvolvimento alinhando com qualidade e manejo responsável dos recursos naturais.
  4. Apóie e faça parcerias com comunidades pesqueiras locais.
  5. Use peixes e crustáceos da sua localidade. Seja vitrine de espécies desconhecidas

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