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Slow Food na mídia
Alimentos que correm risco de extinção
Alimentos que correm risco de extinção |
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07/08/2009 - Atualizado em 08/08/2009 - Época on line
O lardo di Colonnata, uma espécie de bacon da Itália, quase foi extinto
e hoje é tão famoso que já chegou a sofrer falsificação. O queijo
cheddar da Inglaterra não chegou a ser falsificado, mas seu método de
produção foi totalmente desvirtuado pela indústria de laticínios. A
receita original, feita artesanalmente, resulta num produto curado e
amarelo claro, que em nada lembra o queijo alaranjado que vemos nos
refrigeradores dos supermercados. Esses são dois exemplos de alimentos
tradicionais específicos de uma determinada região do mundo que foram
"salvos" pela Slow Food Foundation, depois que entraram na Ark of Taste
(Arca do Gosto). "A ideia da Arca era fazer um catálogo e chamar a
atenção para os produtos que estão desaparecendo", diz Mariana
Guimarães Weiler, que representa a América Latina no escritório da Slow
Food na Itália. A entidade criou uma lista com alimentos de 48 países (que só tende a crescer), que leva em conta cinco questões centrais. A primeira é a questão sensorial: o produto tem que ter característica ou sabor muito particular. A segunda, a ligação intrínseca com o território e a memória da população onde é produzido, além de ser diferente também pelo solo e clima regionais. A terceira, ser produzido de modo sustentável. A quarta, ser feito em quantidade limitada, por pequenos produtores, e, por fim, que haja algum risco de extinção.
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