Slow Food Brasil

Cadastre o seu e-mail e receba novidades:

Néctar de Abelhas Nativas Sateré-Mawé Néctar de Abelhas Nativas (Foto: Roberta Sá)Sobre o Néctar de Abelhas Nativas

Segundo uma antiga lenda indígena, quando Anumaré Hit foi para o céu para transformar-se no sol, ele convidou sua irmã Uniawamoni a segui-lo. Ela decidiu ficar na Terra sob a forma de uma abelha para poder ajudar os índios Sateré-Mawé a cuidar das florestas sagradas de guaraná.

Essas pequenas abelhas silvestres sem ferrão são responsáveis pela polinização de pelo menos 80% da flora na Amazônia. A abelha canudo desempenha um papel especialmente importante. É parte da população local de Scaptotrigona, uma sub-família das Meliponinae, que inclui 300 espécies de abelhas tropicais americanas, todas elas muito pequenas e sem ferrão.

As abelhas canudo são criadas nas aldeias dos índios Sateré-Mawé para preservar o mel Maia, que é muito líquido, aromático e saboroso. Os apicultores maias costumavam colher mel silvestre nas florestas úmidas no Yucatán na América Central, muito antes que os europeus introduzissem a Apis mellifera. Segundo documentos escritos antes da chegada dos espanhóis, haviam centenas de jobones (colméias em buracos de árvores), de onde o mel e a cera de abelha eram extraídos.

Hoje, as espécies originais de abelha foram quase que completamente substituída por abelhas melíferas, embora a substância produzida pelas abelhas canudo seja tão diferente do mel que a melhor denominação, neste caso, seria Néctar.

Cada espécie de Meliponinae produz um néctar diferente. O néctar produzido pelas abelhas canudo tem um alto teor de água e açúcar, um alto nível de acidez e propriedades medicinais.

Ações da Fortaleza

Há alguns anos, junto com os índios Sateré-Mawé, a Fundação Slow Food para a Biodiversidade criou uma Fortaleza para proteger os bastões de guaraná. Os projetos da Fortaleza do Guaraná e da Fortaleza do Néctar de Abelhas Nativas estão intimamente relacionados, uma vez que o néctar é obtido a partir das flores da planta do guaraná.

Até agora, as abelhas canudo foram domesticadas em 15 aldeias e o objetivo é estender a domesticação da abelha canudo às 80 aldeias da área da Terra Indígena Andirá Marau.

A Fortaleza pretende preservar essas abelhas e a Floresta Amazônica para assegurar que a polinização da flora da região continue acontecendo e para que os índios tenham uma fonte de renda. Para resolver o problema da umidade, que dificulta a preservação do néctar, a Fundação envolveu o especialista em abelhas Dr. Rémy Vandame e começou testes para retirar a umidade do produto de modo que ele possa ser vendido comercialmente.

» Conheça também as ações da Fortaleza do Guaraná Nativo Sateré-Mawé

Área de Produção

Terra Indígena Andirá Marau, nas Bacias dos rios Andirá e Marau, Amazonas-Pará, Norte

Referentes da Fortaleza

Maurizio Fraboni, telefone +55 (92) 3615 4763 ou 8804 2688
acopiama@vivax.com.br


 

Apoios

regione-veneto.gif
brasil.gif

 

 

Conheça mais sobre Slow Food InternacionalFundação Slow Food para BiodiversidadeTerra MadreUniversidade das Ciências Gastronômicas

» SLOW FOOD BRASIL | Login »»

© 2013 Slow Food Brasil. Todos os direitos reservados aos autores das fotos e textos.
Não é permitido reproduzir o conteúdo deste site sem citar a fonte, link e o autor.
Design e desenvolvimento: DoDesign-s