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Pequi do Xingu
O pequizeiro (Caryocar brasiliense) é uma árvore típica do cerrado brasileiro pertencente à família Caryocaraceae. O fruto é chamado de pequi que, em língua indígena da região, significa “casca espinhenta”. A planta possui porte arbóreo, atingindo entre 8 e 12 m de altura, semidecídua, com ramos grossos normalmente tortuosos, casca áspera e rugosa de 30 – 40 cm de diâmetro, folhas compostas, trifolioladas e opostas, folíolos podendo chegar a 20 cm de comprimento, recobertos por densa pilosidade.

O fruto do tipo drupa é arredondado com casca esverdeada, endocarpo espinhoso, mesocarpo (polpa) carnoso, amarelo e muito utilizado na alimentação humana. É rico em vitaminas A, C e E, proteínas e sais minerais (fósforo, potássio e magnésio), em tiamina e em carotenóides, que previnem tumores e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. O óleo da polpa tem efeito tonificante, é utilizado na medicina popular como afrodisíaco, para tratamento de problemas respiratórios, oftalmológicos relacionados à deficiência de vitamina A e no controle de tumores. A castanha existente dentro do caroço é rica em zinco e iodo, também contém cálcio, ferro e manganês e costuma ser utilizada na indústria de cosméticos para a produção de sabonetes e cremes feitos para fortalecer a pele. A casca do pequizeiro, além de ser utilizada em curtume, fornece tinta amarelo–castanho e sua madeira é de ótima qualidade, boa durabilidade e alta resistência. As folhas são adstringentes, estimulam o funcionamento do fígado e as raízes quando maceradas são tóxicas e usadas para matar peixes.

O PIX (Parque Indígena do Xingu) é uma das maiores e mais antigas áreas protegidas criadas no Brasil e uma das mais importantes e bem sucedidas experiências de conservação da diversidade cultural e ambiental brasileira. Localizado praticamente no centro geográfico brasileiro, o Parque reúne 16 povos. Tornou-se uma ilha de sociobiodiversidade no coração do Brasil, no contexto de uma região marcada por grandes desmatamentos. Criado em 1961, o Parque faz parte do imaginário brasileiro sobre os povos indígenas no Brasil e, durante muito tempo, foi um cartão postal da política indigenista oficial.

Para a criação da Fortaleza foram desenvolvidas atividades de campo na Terra Indígena Wawi – Povo Kïsêdjê (MT). A escolha da comunidade foi baseada em estudo prévio de quais comunidades do Xingu já vêm trabalhando com a comercialização do pequi e, posteriormente poderá se expandir com o restante das etnias e povos do Xingu. A região é plana e apresenta características de Cerrado e Amazônia na composição de sua vegetação.

O pequi possui alto valor simbólico e alimentar e seu cultivo é uma prática compartilhada entre os povos indígenas que compõem uma sociedade pluriétnica e multilinguística na região que abrange todo o Território Indígena do Xingu, no qual os Kïsêdjê fazem parte. A fabricação do óleo de pequi foi aprendida com os povos do Alto Xingu e foi agregada na cultura do povo Kïsêdjê.

Na região o pequi é usado na culinária apenas o fruto in natura na época da safra. Geralmente é cozido e comido com peixe assado e beiju (tapioca). O óleo é usado como repelente nas pinturas corporais e não tem uso culinário localmente, mas é fabricado e vendido para mercados especializados na cidade de São Paulo.

A Fortaleza
A escolha dos produtos das Fortalezas do Centro-Oeste foram baseadas em estudos prévios e em reunião durante o seminário do projeto em março de 2017, onde foram selecionados aqueles que têm maior articulação comunitária já existente e interesse em participar das ações do projeto, além da vontade em continuar com a consolidação da Fortaleza para além do projeto. No caso do pequi, foi escolhido muito pelo fato de ter diferentes variedades de pequi na região do Xingu, desde o de polpa amarela, vermelha, branca, até o pequi sem espinho.

A Fortaleza do Pequi do Xingu teve suas ações iniciadas em julho de 2017 com o povo Kïsêdjê. O contato inicial foi feito por indicação de parceiros do Slow Food, funcionária da Funai (Maira Smith) e do Instituto Socioambiental (Marcelo Martins). Ambos explicaram sobre os povos do Xingu e nos indicaram o povo Kĩsêdjê por já trabalham com pequi com viés comercial.

Área de produção

Para a criação da Fortaleza foram desenvolvidas atividades de campo junto ao Povo Kïsêdjê, da Terra Indígena Wawi, no município de Querência–MT.

Agricultores e Produtores

Todo o povo Kïsêdjê das 4 aldeias (Ngojhwere, Horehusikhô, Ngôsôkô, Yarumã) se envolvem na coleta e produção de óleo de pequi. Mas o principal articulador e uma das lideranças da comunidade é Winti Suiá que também representa a AIK (Associação Indígena Kĩsêdjê). São as mulheres que geralmente coletam e principalmente beneficiam o pequi.

Responsável pela Fortaleza
Referente Slow Food
Denise Barbosa (Facilitadora Slow Food - Centro-Oeste)
d.barbosa@slowfoodbrasil.com
+55 61 8178-8663
Mayk Arruda (Facilitador Slow Food - Centro-Oeste)
m.arruda@slowfoodbrasil.com
+55 81 9750-3345

Referente Fortaleza
Winti Suyá (AIK)
+55 (66) 99998-1899

Parceiro técnico
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Apoio
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