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Slow Food na mídia
O gosto da diversidade - Reportagem sobre o II Terra Madre Brasil
O gosto da diversidade - Reportagem sobre o II Terra Madre Brasil |
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O Diário do Nordeste publicou a segunda parte de sua rica reportagem sobre o II Terra Madre Brasil:
Veja alguns trechos desta parte da reportagem:
Uma Arca inteira de Sabores e Saberes
A Fundação Slow Food para a Biodiversidade tem por objetivo promover um modelo sustentável de agricultura, que respeita o meio ambiente, a identidade cultural e o bem estar animal. Além das Fortaleza, abordadas na última edição do C&B, outro projeto fundamental da Fundação é a Arca do Gosto, que identifica, localiza, descreve e divulga produtos gastronômicos especiais, ameaçados de extinção mas ainda com potencial de comercialização. Desde o início da iniciativa, em 1996, mais de 750 produtos de dezenas de países foram integrados à Arca. Existe uma comissão internacional e comissões nacionais em 16 países responsáveis pela avaliação e seleção. “Bom, Limpo e Justo” é direito de todos nós
O conceito de qualidade do alimento do Slow Food é baseado em três princípios básicos: bom, limpo e justo. “Bom” refere-se às propriedades organolépticas, em especial aroma e sabor, que devem ser naturais; “limpo”, aos métodos de produção sustentáveis, que respeitam o ambiente; e “justo”, à remuneração adequada e condições de trabalho dignas para o produtor. Isso não implica um produto necessariamente orgânico (com selo ou certificação), mas compatíveis com os valores defendidos pelo movimento. Mas será que alimentos elaborados a partir dessa série de premissas seriam suficientes para alimentar o Brasil inteiro, por exemplo? “Na realidade, o brasileiro não sabe que 70% do que ele come vem da agricultura familiar, porque a maioria não compra direto do agricultor. Grande parte da produção passa por várias mãos (intermediários, indústria, atacadistas) antes de chegar à mesa do consumidor. Acredito ser necessário mais investimentos na pós-produção, na integração dos agricultores ao mercado, na criação de mais espaços de comercialização, na capacitação dessas pessoas na gestão de pequenos negócios, no contato mais qualificado com os consumidores”, explica Roberta Marins de Sá, cientista de alimentos e presidente da comissão brasileira da Arca. >> Veja a primeira parte da reportagem em PDF Reportagem de Adriana Martins publicada no Diário do Nordeste, em 2/4/2010
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