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Agrobiodiversidade: diversidade cultivada
Agrobiodiversidade: diversidade cultivada |
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Proteger variedades de mandioca, milho, arroz, feijão, preservar nossos ecossistemas agrícolas, é tão importante quanto as iniciativas nesse sentido voltadas à floresta amazônica ou à mata atlântica, ao mico-leão-dourado e ao lobo-guará, entre outros. Muitas variedades e espécies agrícolas já se extinguiram e outras correm risco de extinção. Isso em um contexto em que nossa alimentação baseia-se em um número cada vez mais reduzido de espécies, o que resulta em consequências negativas para o meio ambiente e para nossa saúde, diretamente associada à qualidade dos alimentos que comemos.
Entre os instrumentos para promover a conservação da agrobiodiversidade, sugerimos a criação de uma categoria de unidade de conservação especialmente destinada à conservação e ao manejo sustentável da agrobiodiversidade, tal como ocorre atualmente com os parques, reservas biológicas e estações ecológicas, que abrigam espécies da fauna e da flora silvestres. Essa seria uma forma de promover a conscientização pública para a necessidade de conservação da diversidade agrícola e para suas implicações em relação à segurança alimentar. Também obrigaria o poder público a definir as áreas prioritárias para a conservação da agrobiodiversidade.
A criação de "reservas da agrobiodiversidade", por si só, não será suficiente para minimizar os impactos de um modelo agrícola industrial e insustentável, principalmente se tais reservas forem apenas "ilhas" cercadas por atividades agrícolas insustentáveis. Entretanto, as "reservas da agrobiodiversidade" poderão representar mais um instrumento jurídico para a conservação da agrobiodiversidade. É importante, assim como na criação de qualquer área protegida, que as "reservas da agrobiodiversidade" tenham sustentabilidade política e social e atendam a objetivos mais amplos - não apenas de conservação ambiental - de desenvolvimento local sustentável e inclusão social, contando com o apoio e participação de agricultores familiares, tradicionais e agroecológicos: aqueles que produzem a boa comida, comida diversa.
Notas da Editora * O livro Agrobiodiversidade e Direitos dos Agricultores, de Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo , estará sendo lançado em Brasília no próximo dia 1º de outubro (quinta-feira) de 2009, às 19 horas, no Café Daniel Briand, SCLN 104, Bloco A, Asa Norte. A autora convida: vale prestigiar!
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1. Desafio Escrito por
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Em 27-09-2009 13:42 Exelente idéia! Nas unidades de conservação tradicionais há uma dinâmica própria de interação entre as espécies e o princípio básico é não interferir. Nas unidades de conservação da agrobiodiversidade, as relações sociais e as tecnologias apropriadas serão determinantes dos princípios de interferência humana para gestão da dinãmica de sucessão e manutenção das espécies cultivadas e fauna associada. A legislação específica a ser criada tem o desafio de ser flexível e diversificada como os agrossistemas, invadora e criativa como os processos socioambientais sustentáveis. Escrever comentário
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