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Divina Farinhada

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Engenho de Farinha Tradicional. Foto: Marcia RiedererA freguesia de Nossa Senhora das Necessidades, foi fundada por volta 1698, pelo Padre Matheus de Leão e doze casais de portugueses. Em 1748 chegam a Ilha de Santa Catarina seis mil açorianos. Boa parte fica na freguesia, que trocam o nome por Santo Antônio e provocam uma verdadeira "revolução industrial". Os povoadores fracassam na tentativa de cultivar o trigo e se voltam para a cultura da mandioca.

As tafonas de trigo se transformam em engenhos de cangalhas de tração animal, para a produção de farinha de mandioca. Fato este que chamou atenção da coroa portuguesa. D.JoãoV cria a provisão régia de nove de agosto, determinando como, e para quem essa farinha deve ser comercializada e incentiva a criação de novos engenhos de farinha em todo o litoral catarinense.

Por mais de dois séculos, os engenhos de farinha de mandioca impulsionaram a economia em todo o litoral.

A farinha de mandioca produzida pelos descendentes de açorianos é única no país. Muito fina e polvilhada é o resultado de uma tentativa de produzir farinha para panificação, substituindo a farinha de trigo.

A presença da culinária indígena é constante. Está presente em todos os pratos como: Bijajica, Cacuanga, Biju, Mané-pança, Cuscuz e pirão.

Engenho dos Andrade. Foto: Marcia RiedererO Casarão e Engenho dos Andrade é um dos últimos engenhos remanescente deste período. Promove durante as festividades do divino a "Divina Farinhada", produzindo farinha de mandioca e servindo comidas típicas da região, além de apresentações musicais e folclóricas. Sem falar da novena rezada em dialeto em latim, acompanhada pela folia do divino.  

No dia 29 de agosto acontece a 12ª Divina Farinhada e o lançamento Oficial da Festa do Divino 2009. Além da produção de farinha, biju, mané-pança e cacuanga em um engenho engenho de farinha tradicional, a programação inclui também exposição fotográfica, novena e muita música boa, com o Musical Seu Lili da Rabeca e Conjunto e o Grupo Gente da Terra com a participação de Valdir Agostinho.

 

 


Claudio Andrade, juntamente com sua família, é o responsável pela conservação, manutenção e valorização do Engenho dos Andrade , e líder do Convivium Slow Food Engenho de Farinha.

 

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