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Duas novas Fortalezas: Aratu e Pinhão
Duas novas Fortalezas: Aratu e Pinhão |
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Com a criação das Fortalezas do Aratu e do Pinhão da Serra Catarinense, para se unirem às Fortalezas já existentes - Palmito Juçara, Castanha de Baru, Guaraná e Néctar de Abelhas Nativas Sateré-Mawé, Umbu, Feijão Canapu e Arroz Vermelho - o número de Fortalezas ativas no Brasil aumenta para nove. Em Março de 2008, Andrea Amato - responsável na Fundação Slow Food para Biodiversidade pelas Fortalezas Latinoamericanas - e Roberta Marins de Sá - Coordenadora dos Projetos do Slow Food no Brasil - visitaram algumas comunidades do alimento no Brasil, preparando-as para se tornarem Fortalezas. A viagem foi realizada como parte do projeto "Slow Food - Fortalezas Internacionais para a Biodiversidade", financiado pela Região Veneto e implementado em colaboração com a Câmara de Comércio de Rovigo e o Ministério do Desenvolvimento Agrário do Brasil (MDA), que pelo terceiro ano consecutivo permitiu que a Fundação desenvolvesse atividades no Brasil. Inicialmente a delegação Slow Food - que contou nesta fase com a participação de Claudio Andrade, líder do Convivium Engenho de Farinha (Florianópolis) - visitou a Serra Catarinense, uma região montanhosa e florestal no estado de Santa Catarina, região Sul do país. O pinhão é a semente da Araucaria angustifolia, também conhecida como Pinheiro Brasileiro, árvore nativa e encontrada no Sul e Sudeste do Brasil, que sempre fez parte da tradição alimentar e da economia local da população destas regiões. Considerado "comida de pobre", o pinhão sempre foi parte fundamental da dieta local, e um ingrediente importante em muitas receitas tradicionais. Há algum tempo atrás a Floresta com Araucária espalhava-se pelos Estados da região Sul, mas foi reduzida de tal forma que agora cobre apenas 1% da sua área original. Atualmente, a sobrevivência da Araucária está seriamente comprometida pelo desmatamento e substituição por pinheiros canadenses, que são mais rentáveis, pois existe uma grande demanda por sua madeira. Aqueles que cortam Araucárias para plantar pinheiros canadenses pagam multas mínimas que logo são compensadas pelo lucro da venda da madeira. Na Serra Catarinense, a Fundação Slow Food para Biodiversidade pretende trabalhar com os coletores de pinhão que participam da Cooperativa Ecoserra, para apoiar iniciativas de pequena escala de processamento do pinhão e aumento da consciência do público sobre a importância do produto para o sistema econômico e florestal do Sul do Brasil. O outro destino durante a visita ao Brasil foi a comunidade de Cajazeiras, no município de Santa Luzia do Itanhy, Estado de Sergipe. Ao contrário de Santa Catarina, esta área tem bolsões de pobreza e analfabetismo, e com algumas das piores estatísticas do Brasil para condições de vida e educação. Cajazeiras é um pequeno povoado quilombola formado por 250 famílias. Sua economia é baseada na pesca e coleta de aratu (Goniopsis cruentata), um pequeno crustáceo com a carne muito saborosa, que habita o mangue no local. Todas as famílias de Cajazeiras coletam aratu para o consumo familiar e para vender para intermediários, que compram o produto nos povoados e depois revendem para restaurantes turísticos, com muito lucro. Assim como já aconteceu com o caranguejo, os coletores de Cajazeiras estão percebendo uma redução progressiva na quantidade de aratu nas suas águas. Isto se deve parcialmente pelas fazendas de camarão na área, visto que a ração regularmente escapa dos tanques e mata o aratu. Outro fator contribuindo para a redução do aratu é a exploração insustentável dos recursos por alguns coletores locais. É necessário agir urgentemente em colaboração com as instituições locais para criar áreas de repovoamento do aratu e reduzir a pressão da sobrepesca. Ao mesmo tempo é importante agir juntamente com a comunidade de coletores - identificados como um projeto-piloto que poderá ser replicado em outros povoados locais - em três áreas principais: educando os coletores sobre o uso sustentável dos recursos naturais, reduzindo o número de aratus capturados e selecionando cuidadosamente quais devem ser retirados do mangue; melhorando as condições de processamento do aratu para aumentar o valor agregado; e encontrando alternativas comerciais para o produto, para garantir uma recompensa justa pelo trabalho da comunidade. As Fortalezas Slow Food no Brasil são patrocinadas pela Região Veneto e apoiadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. A Fortaleza do Aratu conta também com o apoio da Prefeitura Municipal de Santa Luzia do Itanhy (Sergipe).
1. Ameaça às araucárias Escrito por
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( http://www.institutoserrano.org.br) Em 23-07-2008 20:44 Uma boa alternativa à ameaça seria as pessoas começarem a plantar araucárias, pois a legislação ambiental permite que caso plantes e demonstre isso, tu podes cortar.A madeira é de qualidade superior ao Pinus (pinheiro canadense) e o preço de venda também é maior. Hoje a madeira da araucária é vendida ilegalmente pelo mesmo preço do pinus... Só não podemos nos empolgar e fazer monocultura de araucária também. Temos que fazer um zoneamento ecológico-econômico e decidir onde plantar. Que tal um consórcio araucária/erva-mate/bracatinga? Escrever comentário
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