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Food miles - A corrida do alimento
Food miles - A corrida do alimento |
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| por Elisa Almeida França | ||||||
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Uma discussão tem ganhado espaço entre produtores de alimentos, varejistas, consumidores, e também especialistas nesses assuntos. Ela diz respeito à distância percorrida pela comida desde seu cultivo até seu derradeiro momento no planeta - ou seja, até a hora em que ela vai parar no seu estômago - e suas implicações. Em inglês, o termo usado para definir esse trajeto é "food miles", que podemos traduzir por "quilômetros do alimento". O argumento mais utilizado em desfavor dos alimentos cuja origem está a uma grande distância de seu fim é que ele contribui para as mudanças climáticas. Claro, se para percorrer todo esse caminho, o alimento será transportado via avião, navio ou caminhão, grandes emissores de gás carbônico, não há muita dúvida de que o problema existe. Mas a produção de um alimento consome muito mais do que gasolina ou diesel. Dois exemplos são os nutrientes do solo e a água. Outro fator importante é que, quanto mais tempo viaja, mais o produto perde suas propriedades nutritivas. Por tudo isso, se questiona (principalmente nos países europeus, maiores consumidores de orgânicos) se consumir produtos sem agrotóxicos é mesmo ambientalmente recomendável, caso eles venham de longe. Na opinião de algumas pessoas, a resposta é não. Um casal canadense decidiu fazer a experiência de se alimentar somente com produtos feitos a até 100 milhas de sua casa. Escreveram um livro e criaram um blog para contar a história (www.100milediet.org). Na Inglaterra, também se diz aqui e ali que o ideal seria consumir só alimentos produzidos localmente. E isso não é só por uma preocupação ambiental, pois o governo britânico também está calculando os gastos em bilhões de libras, devidos a combustível e congestionamentos. Existem, no entanto, algumas ponderações a se fazer. Há países que não possuem muito território, nem clima muito favorável, para a produção de alimentos. Às vezes, o produtor rural não possui um mercado para comercializar seu produto em sua própria região ou país. Agricultores brasileiros dizem que exportar é, inclusive, uma maneira de divulgar o que produzem. E você, o que pensa de tudo isso? Dá para comer somente produtos locais?
Elisa Almeida França é jornalista e faz parte da rede Terra Madre
1. Sou voraz! Escrito por
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Em 18-07-2007 14:37 Essas questões são importantíssimas, pois, ultrapassam uma preocupação singular, com a saúde do sujeito e alcançam uma ordem coletiva, de melhores condições para o meio ambiente. Porém, tenho cá minhas dificuldades em não poder conhecer mais a variedade culinária, os costumes alimentares de outras culturas. Agora que descobri o quanto a diversidade alimentícia é deliciosa não posso fingir que não existe! Quero mais!!! E se a comida não vier - o que pode ser até melhor - terei que ir ao encontro dela! Boa Questão! 2. Ponto Forte Escrito por
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Em 19-07-2007 08:14 Nós brasileiros possuimos a condição de comer somente produtos locais. É nosso ponto forte. É nossa riqueza e vantagem em relação a tantos outros países e povos. Apenas devemos acordar pra essa realidade e valorizarmos. Boa reflexão! 3. Origem, implicações, consciência da alim Escrito por
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( http://www.slowtravel.zip.net) Em 19-07-2007 12:02 Olá! Bastante oportuno o texto. Tenho acompanhado infindáveis discussões sobre "locally grown x organic." Confesso que não fechei questão a respeito e nem mesmo creio que pretenda optar por um lado. O melhor é ver que cada vez mais gente toma consciência dos processos internos e externos implicados pela cadeia da alimentação. Nós do slow Food não podemos ficar de fora. Precisamos, como diz Petrini "considerar as relações entre o prato e o Planeta." "Levantemos as bolas!" Vamos pensar a respeito sem a neurose obsessiva de ter adotar um código moral alimentar e só consumir determinada categoria de alimento. Aos poucos, cada um faz suas escolhas e inclui novos ingredientes à sua alimentação. Itens nem sempre encontrados nas prateleiras dos supermercados mais tradicionais. Façamos valer a força do Comercio Justo (Fair Trade) e procurar a ética do Bom, Justo e Limpo (Fair, Good and Clean), celebrada nos enocntros do Slow Food este ano. Saúde! Arnaldo Adnet Agente de viagens Slow e membro do Convivium Rio 4. é possível Escrito por
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( http://www.alimentoparapensar.com.br) Em 01-08-2007 09:33 Sim, nós brasileiros ainda temos a sorte de poder adquirir a maioria dos produtos que comemos produzidos localmente. Mas isso dá um certo trabalho, toma tempo: É preciso descobrir onde tem uma feira de produtores e em quais dias da semana; marcar isso como um compromisso da semana; na feira você não encontra os produtos todos na mesma banca, tem que passar por todas, conversar com os produtores, saber qual produto está na estação, ficar sabendo por exemplo que choveu muito nesta semana e por isso as verduras estão mais escassas, descobrir produtos novos e receitas novas ... isso tudo faz parte do prazer da alimentação, dos conceitos da ecogastronomia, da filosofia do Slow Food. Mas para isso é preciso uma mudança de atitude, desaceleração. Posso garantir, depois de tudo isso a comida fica muito mais gostosa! Escrever comentário
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