Sobre o Guaraná
Nativo Sateré-Mawé
O Guaraná – que na língua indígena
significa “o início de todo o conhecimento” – é cultivado há centenas de anos
na Amazônia Brasileira, na região próxima ao Rio Tapajós e Rio Madeira, que
corresponde à terra ancestral dos índios Sateré-Mawé. Somente no século XVIII,
o Guaraná foi classificado pelo botânico alemão Christian Franz Paullini como Paullinia cupana, variedade Sorbilis.
Os Sateré-Mawé são hoje uma tribo de
cerca de 8.000 pessoas que vivem em 80 aldeias no norte do Brasil. Eles não
cultivam o guaraná no senso clássico da palavra, seu sistema é melhor descrito
como “semi-domesticação”. Coletam as sementes que caem das árvores de guaraná
na floresta, e as plantam nas clareiras, onde são aguadas pela chuva e precisam
de cuidados mínimos. Na floresta, o guaraná pode crescer até 12 metros. As flores
brancas das árvores crescem em longos cachos, com a forma de espigas de milho.
Quando amadurece, as flores dão lugar a cachos de frutas vermelhas, que se
abrem levemente para revelar a semente preta na poupa branca. O guaraná é
colhido imediatamente antes de madurecerem.
Após a remoção da polpa das frutas
maduras, as sementes são torradas por três dias em fornos de barro
tradicionais. As sementes são então descascadas, trituradas em pilão, moldadas
em bastões que pesam entre 100g e 2kg. Estes bastões são embalados em sacos de
algodão e colocados nos fumeiros, onde são defumados com madeira aromática.
Para ser consumido, rala-se os
bastões usando pedras ásperas de basalto. O guaraná em pó pode ser dissolvido
em água, como acontece nos rituais indígenas, ou pode ser diluído em suco de
frutas frescas. O extrato do Guaraná é usado para fazer de xaropes, refrescos e
bebidas, como o tradicional refrigerante guaraná (que pode ser achado em todo o
Brasil).
O guaraná contém até 5% de cafeína e
é rico em fósforo, potássio, tanino e outras vitaminas. O guaraná age sobre o
sistema nervoso, ajudando a combater a fadiga, a estimular a atividade cerebral
e a manter os níveis de energia durante atividades físicas intensas.
O guaraná é também muito importante
para a cultura religiosa dos Sateré-Mawé, onde ele tem um papel simbólico
similar ao do vinho na liturgia católica.
Os Sateré-Mawé acreditam que a fruta
madura se parece com um olho aberto. De acordo com a lenda deste povo, as
frutas estão ligadas a uma criança assassinada, cujos olhos, enterrados como
sementes, deram origem à planta do Guaraná.
O mel feito de flores de guaraná é
menos comum. É produzido por pequenas abelhas silvestres sem ferrão chamadas
abelhas canudo. Essas abelhas são responsáveis pela polinização de certa de 80%
da flora amazônica desapareceria. Clique para saber mais sobre o Néctar das
Abelhas Nativas.
Ações da
Fortaleza
A Fortaleza
foi criada graças à ONG ACRA (Associação para Cooperação Rural na África e
América Latina). Os produtores são membros do Conselho Geral da Tribo
Sateré-Mawé (CGTSM). O objetivo é preservar o guaraná autêntico produzido na
terra onde ele nasce e cresce naturalmente, pelas pessoas que descobriram suas
virtudes há tanto tempo, e que também inventaram as técnicas mais adequadas
para plantá-lo e processá-lo.
O sucesso
da Fortaleza significará que ela garantirá não somente a sobrevivência da
espécie, que corre o risco de empobrecer radicalmente do ponto de vista genético,
mas também a cultura de um povo ameaçado pela entrada das grandes empresas
multinacionais. A Fortaleza está promovendo e incentivando o uso mais
disseminado do bastão tradicional de guaraná apresentando-o a barmen no
mundo inteiro.
» Conheça
também as ações da Fortaleza do Néctar de abelhas nativas Sateré-Mawé
Área de Produção
Terras nativas Andirá Marau nas
bacias dos rios Andirá e Marau
Amazonas-Pará, Norte
Referentes da Fortaleza
Maurizio
Fraboni, telefone +55 (92) 3615 4763 ou 8804 2688
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Maria Cristina Negro, telefone +39
0227000291 (Itália)
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Obadias Batista Garcia, telefone +55
(92) 3533 6612 ou 9137 2044
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