Sobre a Castanha de Baru
Grande parte da área central do Brasil é coberta
pelo Cerrado, um bioma com vegetação típica, incluindo árvores e arbustos que
são especialmente resistentes ao clima seco. No Brasil o Cerrado forma um bioma
similar às savanas da Austrália e África, com flora ainda mais diversa e
expressiva.
O baruzeiro (Dipterys
alata Vox) é uma planta leguminosa arbórea nativa do Cerrado. Seus frutos
amadurecem entre Setembro e Outubro, e contém uma castanha com um sabor
delicado e agradável, conhecida como Castanha de Baru.
Grandes áreas do cerrado estão sendo transformadas
em fazendas com a introdução da monocultura da soja e cereais. Além disso, como
a madeira do baruzeiro é usada no setor de construções, sua sobrevivência está
ameaçada devido à extração de madeira para comercialização. Por essas razões, o
baru está em risco de extinção, mesmo existindo leis relacionadas à proteção e
preservação do meio ambiente que protegem as espécies nativas do Cerrado.
A castanha de baru, quando torrada, tem sabor
semelhante ao amendoim ou castanha de caju. Tem valor nutricional alto, e
contém cerca de 26% de proteínas. Pode ser consumido inteiro ou para o preparo
de receitas de doces típicos, como o pé-de-moleque e paçoquinha, ambos com
rapadura, leite condensado e castanhas torradas.
O baru pode ser conservado facilmente em
temperatura ambiente, porque se a fruta for estocada adequadamente, as
propriedades físico-químicas da castanha permanecerão as mesmas por cerca de
três anos. Não existe comercialização ou utilização da polpa da fruta do baru,
apesar de suas propriedades organolépticas e nutricionais.
É possível extrair óleo de excelente qualidade da
castanha de baru, para utilização como tempero ou como anti-reumático. Apesar
de suas propriedades e qualidades, o óleo não é vendido intensivamente no
mercado local.
O baruzeiro é também usado em projetos de
reflorestamento, porque cresce rapidamente, com madeira muito resistente e de
excelente qualidade.
Juntamente com outras frutas nativas do bioma
cerrado, o baruzeiro é objeto de estudo, pesquisa e experimentos desenvolvidos
pela EMBRAPA Cerrado (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Ministério da
Agricultura).
No Estado de Goiás, próximo à Brasília e ao
Distrito Federal, algumas comunidades produzem e vendem castanha de baru, e em
algumas cidades a castanha está sendo usada na merenda escolar. Em Pirenópolis
a castanha é consumida principalmente pela população rural, especialmente
crianças, que se abrigam nas sombras das árvores.
A área de Pirenópolis foi pioneira na exploração
comercial do baru e tem ligação histórica com a espécie. Nos últimos dez anos
alguns projetos foram ativados no município, para a proteção e promoção do
baru. O trabalho que começou com a ação isolada de algumas pessoas na região,
hoje já é o carro chefe de duas associações do município: a Associação de
Desenvolvimento Comunitário do Caxambu – ADCC e o Centro de Estudos e Exploração
Sustentável do Cerrado – CENESC.
Ações da
Fortaleza
A Fortaleza
da Castanha de Baru está sendo desenvolvida no Estado de Goiás, em particular
na área em torno de Pirenópolis, em colaboração com duas associações: a ADCC
(Associação de Desenvolvimento Comunitário do Caxambu) e o CENESC (Centro de
Estudos e Exploração Sustentável do Cerrado). O primeiro projeto, na região de
Caxambu, envolve cinco famílias na coleta, processamento e venda da castanha. O
segundo reúne agricultores, pesquisadores e ambientalistas interessados em
introduzir técnicas sustentáveis para gerir os recursos do Cerrado. Em 1988,
foi publicado um livro de receitas em Pirenópolis, que explica como fazer
pratos típicos usando a castanha de Baru e outras frutas do Cerrado.
O projeto
mais importante nessa área envolveu 150 famílias em sete povoados, num programa
que envolve a coleta sustentável de castanhas de baru. Graças à Fortaleza, que
objetiva reforçar as infra-estruturas necessárias para o processamento da
castanha de baru e sua promoção local e internacional, a castanha tem sido
comercializada por alguns agricultores de pequena escala.
Área de Produção
Pirenópolis, Goiás, Centro-Oeste
Nome e endereço de contatos
relevantes com os produtores
Associação de Desenvolvimento Comunitário de Caxambu
Promessa de Futuro - Projeto de Agricultura Agroecológica
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CENESC - Centro de Estudos e Exploração Sustentável do Cerrado
Caixa Postal 12, CEP 72980 000, Pirenópolis – GO
+55 (62) 3331 3892,
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Nome e Endereço do Referente
Roberta Marins de Sá
Ministério do Desenvolvimento Agrário, Secretaria de Desenvolvimento
Territorial
SBN – Ed. Palácio do Desenvolvimento, 8° andar
Brasília – DF – Brasil - 70057-900
Tel. +55 (61) 2191 9881
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Coordenadores da Fortaleza
Roberta Marins de Sá, telefone +55
(61) 2191 9881
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