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por Margarida Nogueira
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Puebla - México, novembro de 2007
Numa linda e surpreendente cidade-museu, Puebla,
aconteceu um encontro memorável!
Continuando com o foco no BOM, LIMPO e
JUSTO , cá estão algumas coisas que me chamaram a atenção durante as sessões do
encontro:
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por Renata Menasche
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Nesta semana, nosso olhar se dirige aos agricultores familiares, mas não como aqueles que produzem o alimento para o conjunto da sociedade, a comida "dos outros".
A partir do artigo de Catia Grisa, Da roça à mesa: a produção de alimentos "pro gasto" na agricultura familiar, somos convidados a observar os diversos aspectos relacionados à produção de alimentos voltada ao autoconsumo na agricultura familiar.
O artigo de Catia foi elaborado a partir do interessante estudo que realizou, como dissertação de mestrado, junto a famílias rurais gaúchas de quatro diferentes municípios, pertencentes a distintas regiões rurais do Rio Grande do Sul.
A fala de seu Ângelo, com que Catia abre seu artigo, mostra não apenas a diversidade dos produtos "pro gasto", mas também o modo como essa comida fortalece a Segurança Alimentar dessas famílias ao mesmo tempo em que alimenta laços de sociabilidade.
Ao destacar o sabor do brodo (designação dada, entre os colonos de origem italiana do Sul do Brasil, ao caldo preparado a base de carnes) feito com a galinha "criada a milho" em seu quintal, seu Ângelo afirma um modo de vida. No orgulho de ser agricultor, vemos o orgulho por produzir a boa comida. A mesa está posta...
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por Catia Grisa
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"Olha tudo o que nós plantamos pro nosso gasto! Não compramos quase nada! Frango, nós criamos; queijo, nós fazemos aqui. Esses produtos pra comida, muito pouco nós compramos. Açúcar, essemascavo, se faz aqui. Se olha de poupar o quanto mais dá. Batata, aipim... E, sabe, esses alimentos, dá pros filhos, também. Ela [a esposa] leva para as filhas, leva galinha já pronta, limpa. Temos vaca pra tirar leite, fazemos nosso queijo. Galinha, peru, pato, eu tenho. E esses bichinhos ali, criados a milho: não tem nada de ração. A carne de uma galinha dessas, fazer um brodo, fica bom!"
É desse modo, com orgulho, que Seu Ângelo, agricultor, descreve os alimentos que ele e sua esposa produzem para o consumo familiar. Essa produção, que entre os agricultores gaúchos também é chamada de produção "pro gasto", no meio acadêmico tem sido estudada como produção para autoconsumo.
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por Editor
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Entre os dias 29 de Novembro e 02 de
Dezembro acontecerá em
Bilbao, Espanha, a feira Algusto – Saber e Sabor , realizada
pelo Bilbao Exhibition Center e o Slow Food .
O objetivo da feira, a única deste tipo na
Espanha, é promover a filosofia que Movimento Slow Food vem desenvolvendo por
mais de 20 anos. Algusto será inspirada no Salone del Gusto
de Turim, e abrirá suas portas para o público para se tornar um ponto de
referência para os alimentos artesanais e a gastronomia.
Representantes da Fortaleza do Umbu , da Fortaleza
do Guaraná Nativo Sateré-Mawé e da Fortaleza do Néctar de Abelhas Nativas estarão
presentes no evento, com um espaço próprio para conversar com o público e
apresentar e vender seus produtos de excelência ecogastronômica.
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por Renata Menasche
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"Mais do que uma comida rápida de rua, o acarajé é indissociável da cultura do candomblé e da história dos africanos no Brasil. Quitute é elemento central de um complexo cultural."
Assim Carolina Cantarino abre a reportagem que, publicada em Patrimônio, a Revista Eletrônica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o IPHAN, relata o processo que, concluído no início de 2005, declarou o ofício das baianas do acarajé patrimônio cultural do Brasil.
É interessante conhecer esse processo de reconhecimento e valorização das baianas de tabuleiro que, tratando de um caso bastante específico, evidencia a dimensão cultural de saberes e práticas alimentares associados à comida de rua.
O artigo Comida de rua e preservação da cultura alimentar, de Wilma Araújo e Halina Araújo, chama a atenção para diferentes questões relacionadas à comida de rua, fazendo com que percebamos que há mais ali do que apenas um lanche rápido com que nos deparamos no caminho...
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