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Quinta Slow - 07 de Julho

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por Slow Food Cerrado   

Na Quinta Slow de Julho vamos degustar e divulgar os bons produtos que a Rosângela Piovizani e seu marido Clair colhem no sítio localizado no Núcleo Rural Samambaia.

Rosângela é uma ativista do Movimento de Mulheres Camponesas e também membro do nosso Convívio. Ela pratica  "o bom, o limpo e o justo" em tudo o que faz, assim a maior parte das verduras e a proteína utilizadas no jantar virão do seu sítio. As verduras são cultivadas sem agrotóxicos e os patos, criados soltos e felizes (fato que, se não impede que fatalmente acabem nas panelas, ao menos lhes garante uma existência menos miserável... ).

Isabel Freitas, a Chef Slow da Vez, comandará a cozinha respaldada pela gentil equipe do Panelinha. O cardápio da noite será:

Entrada fria: salada verde, com folhas variadas e capuchinhas.

Entrada quente: caldinho de milho verde fresco

Prato principal: escondidinho de pato (mandioca e pato desfiado, com temperos verdes e frescos).

Opção vegetariana: lasanha de abobrinha, com molho de tomate e queijo.

Sobremesa: envelope de frutas (banana, maçã, abacaxi e morango) assadas com mel e Cointreau.

A salada será servida em travessas coletivas, afinal nós precisamos nos preocupar com o uso racional da água. Os demais pratos, em porções individuais.

  • Quando: 07 de Julho (primeira quinta-feira do mês), às 20h30.
  • Quanto: R$ 29,00  por pessoa (bebidas não incluídas).
  • Onde: no Panelinha Restaurante, que fica no final da Asa Norte: SHCN CL 316, Bloco E, Loja 20, telefone (61) 3041-5070.

Lugares limitados, participação somente com reservas pelo telefone (61) 3041-5070.

As reservas são de lugares, em mesas coletivas. O jantar é servido para o grupo todo ao mesmo tempo, para propiciar a convivência.

A Quinta Slow é o encontro mensal dos associados e simpatizantes do Slow Food Cerrado. É aberta a todos que desejem participar de nossas atividades e discussões, mediante reserva antecipada, e acontece toda primeira quinta-feira de cada mês no Panelinha.

Participe e apóie na divulgação.

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Devagar com a rede, o peixe é fraco!

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por Cíntia Bertolino / GÊNOVA / Paladar   

Foto: Kunal Chandra/Divulgação

Leilão em Gênova. No Slow Fish, a caixa de sardinha era oferecida a 2 euros; a bandeira deste ano foi a defesa dos pescadores (Foto: Kunal Chandra/Divulgação)

Na ensolarada tarde de sábado, 27 de maio, um pescador animava o píer em frente ao pavilhão Fiera di Genova oferecendo seus produtos: "Dois euros pela caixa de sardinha. Quem vai querer a lula? Olha, que está acabando". O pequeno leilão de peixes fresquíssimos improvisado ao ar livre, à beira do mar da Ligúria, não falhou uma única vez durante o encontro do Slow Fish, na cidade italiana de Gênova, entre os dias 27 e 30 de maio.

O Paladar participou dessa quinta edição do evento organizado a cada dois anos pelo Slow Food com os peixes como tema. Neste ano, a atenção de participantes do mundo todo se voltou para uma outra espécie em extinção: os pequenos pescadores.

Representados por cooperativas de várias regiões da costa italiana, os pescadores estavam ali para confirmar que vivem tempos difíceis. São uma espécie ameaçada, vítima da superexploração dos recursos do mar por pesqueiros industriais, que estão esgotando os estoques de peixe, especialmente perto da costa, onde os pescadores atuam com seus barcos.

Ao celebrar os pequenos pescadores, o Slow Fish acabou fisgando um peixe grande: pela primeira vez, a mais alta representante europeia para assuntos marítimos e da pesca compareceu. Ao lado de Carlo Petrini, fundador do Slow Food, a comissária Maria Damanaki foi enfática: "Podemos mudar a forma como comemos, mas precisamos é mudar a forma como pescamos".

Durante o encontro houve mais de 50 atividades diárias, entre documentários, workshops, degustações e palestras. Foi fácil se deixar levar no meio de tantas coisas interessantes para ver e provar. Pescado siciliano, peixes defumados irlandeses pareados com uísque e cerveja. Histórias narradas por pescadores gregos da Trácia. Degustação de peixe às cegas. Não dava para perder nada. E fora das salas, na feira, havia incontáveis espécies de peixe e frutos do mar para provar.

Quem visitou o Slow Fish neste ano saiu da Fiera di Genova com a certeza de que há muito peixe diferente no mar. E que é possível ser sustentável a partir de gestos simples, como estar aberto às novidades e escolher o peixinho esquisito, mas saboroso, que está na época.

Com grande apelo político, o encontro deste ano reforçou o compromisso dos pescadores, palestrantes e visitantes de lutar por uma mudança drástica na legislação pesqueira. Só a partir dela é que se garantirá que quando um pescador jogar seu anzol no mar, terá a certeza de que poderá levar para casa a refeição do dia.

>> Veja também: Fim da linha, na ponta do anzol


Texto de Cíntia Bertolino publicado no Paladar, caderno do jornal Estado de São Paulo em 8/6/2011

 

 

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Fim da linha, na ponta do anzol

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por Cíntia Bertolino / GÊNOVA / Paladar   

Documentário 'The End of The Line', do jornalista e escritor inglês Charles Clover, foi um dos pontos altos do encontro do Slow Fish

A exibição do documentário The End of The Line, do jornalista e escritor inglês Charles Clover, foi um dos pontos altos do encontro do Slow Fish. Editor de Ambiente do jornal inglês The Daily Telegraph por duas décadas, nos anos 90 Clover começou a investigar o impacto da pesca industrial. O trabalho deu origem ao livro The End of the Line (Ebury Press, 2004), que há dois anos virou filme.

O documentário levanta questões sobrepondo informações alarmantes e o retrato de enormes navios de pesca às belas imagens de cardumes no azul profundo. Fornece provas e números do colapso da vida marinha.

"A ideia não é forçar as pessoas a parar de comer peixe, ao contrário, é exigir um controle para a pesca desenfreada que está acabando com espécies", disse Clover ao Paladar, pouco antes de participar do lançamento italiano do filme no Slow Fish.

Criador também do site www.fish2fork.com - que aponta restaurantes ingleses que servem peixes sustentáveis e os que estão na contramão e avalia os lugares com "espinhas vermelhas" -, Clover alerta para o desperdício que envolve a pesca: metade do que se pesca no Atlântico Norte é jogado de volta ao mar, sem vida. Em números: 1.3 milhão de tonelada de peixes.

O documentarista compara o consumo de atum bluefin, ameaçado de extinção, a um hipotético sushi feito com carne de urso panda. E aponta o dedo para chefs-celebridades que continuam oferecendo espécies ameaçadas, caso de Nobu, classificado com a cotação máxima de 5 espinhas vermelhas.

"Precisamos de mais chefs como o inglês Hugh Fearnley-Whittingstall, que comanda a campanha Fish Fight, contra o desperdício e a favor da nova legislação para a pesca", diz. Fearnley-Whittingstall conta que começou a campanha depois de ver The End of the Line.

>> Veja também: Devagar com a rede, o peixe é fraco


Texto de Cíntia Bertolino publicado no Paladar, caderno do jornal Estado de São Paulo em 8/6/2011

 

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4a Expedição à Amazônia - Sabor Selvagem

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por Bernardo Simões   
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A Associação e convivium Sabor Selvagem filiada ao movimento Slow Food internacional e Slow Food Brasil realizará a 4ª Expedição à Amazônia que conta com a participação de estudantes Gastronomia de Santa Catarina, Chefs de cozinha de diversas partes do Brasil, Biólogos e profissionais do setor Turístico e Hoteleiro.

Essa expedição tem como objetivo colocar os participantes em contato com a cultura amazônica e sua enorme biodiversidade, para que possam agregar o conhecimento adquirido com essa experiência a seus objetivos profissionais e suas pesquisas acadêmicas, valorizando assim a cultura gastronômica brasileira.

O grupo chegará a Belém do Pará no dia 15/07/2011 e nos quinze dias seguintes os participantes conhecerão diversas cidades paraenses, ilhas, praias, mercados públicos e farão visitas a diversos pontos turísticos. Durante a estadia no Complexo Ecológico Parque dos Igarapés em Belém, serão ministrados pelos alunos, cursos de boas práticas na manipulação de alimentos aos funcionários do parque.

Irão também ao Arquipélago do Marajó, o maior arquipélago fluviomarinho do mundo, Ilha do Mosqueiro, Ilha de Maiandeua, cidade de Bragança, onde vão conhecer a famosa praia de Ajuruteua e diversas casas de farinha situadas na cidade. Os estudantes, cozinheiros e Chefs realizarão três eventos gastronômicos promovidos pelo Chef Ofir Oliveira, que é considerado um dos maiores nomes na divulgação da cozinha Amazônica pelo mundo, em Belém, Bragança e no Marajó. Os eventos terão enfoque na gastronomia tradicional paraense e utilizará ingredientes selecionados pelo grupo na viagem. O grupo retornará à Santa Catarina no dia 31/07/2011.

Toda a viagem será registrada em forma de documentário audiovisual pelas produtoras Mekaron filmes e Duck produções e fotografada pelo Fotógrafo e Designer carioca Pedro Kuperman. O material originado da viagem, além de ser disponibilizado aos órgãos de turismo reponsáveis pela gestão do potencial turístico do estado do Pará, será exibido em eventos internacionais promovidos pelo Slow Food, mostras nacionais e internacionais de cinema e em universidades de todo o Brasil. A idéia é que essa experiência possa ser partilhada com estudantes do Brasil e do mundo e que estes possam ter mais contato e conhecimento das questões de ecologia e preservação, tão importantes para a preservação e valorização da culinária brasileira.

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Oficina do Empadão

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por Katia Karam   

O Convívio Slow Food Pirenópolis  esteve reunido no dia 14 de Abril no Armazém da Rua para compartilhar mais umavez um momento de gastronomia alegre. E mais uma vez o nosso encontro foiinternacional, além de brasileiros de varias regiões, tinham quatro franceses eum italiano. Também participaram estudantes e professores do curso degastronomia da UEG de Pirenópolis e membros do convívio.

Desta vez fomos desvendar os segredos do verdadeiro empadão goiano. 

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