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por Slow Food Cerrado
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Nossa conviva, a Chef Marilde Cavaletti, acaba de chegar da Amazônia, e nos trouxe o piracuí, alimento que embarcou na Arca do Gosto Slow Food recentemente, e o aviú, um camarãozinho minúsculo típico da Amazônia.
Ela será a Slow Chef da Vez na Quinta Slow de Agosto, e vai preparar um menu degustação, que junta a Amazônia, o Cerrado e o Sertão. Confira:
Petiscos
- Bolinho de Piracuí com mostarda da Patagônia
- Torradinhas com queijo Canastra e manteiga de castanhas
- Chips de batatas;
Entrada
- Trio do Sertão com queijo coalho grelhado, folhas e mel de limão cravo
Principal
- Paella do Mercado, com carnes do Cerrado e aviú
Opção Vegetariana
- Risoto de cogumelos frescos com chips de baroa
- Risoto de feijão verde
- Acepipe de abobrinha gratinado
Sobremesa: uma deliciosa surpresa
Café: Blend de café do Grenat Cafés Especias com craquelê
- Quando: 04 de Agosto (primeira quinta-feira do mês), às 20h30.
- Quanto: R$ 29,00 por pessoa (bebidas não incluídas).
- Onde: no Panelinha Restaurante, que fica no final da Asa Norte: SHCN CL 316, Bloco E, Loja 20, telefone (61) 3041-5070.
Lugares limitados, participação somente com reservas pelo telefone (61) 3041-5070.
As reservas são de lugares, em mesas coletivas. O jantar é servido para o grupo todo ao mesmo tempo, para propiciar a convivência. Ao reservar, avise se a sua opção é a vegetariana.
A Quinta Slow é o encontro mensal dos associados e simpatizantes do Slow Food Cerrado. É aberta a todos que desejem participar de nossas atividades e discussões, mediante reserva antecipada, e acontece toda primeira quinta-feira de cada mês no Panelinha.
Participe e apóie na divulgação.
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por Editor
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Foco da edição 2011-2012 da Advanced School in Food Policies and Sustainability será uma análise das políticas alimentares sustentáveis e as formas em que são definidas e articuladas nos diversos Países membros da União Europeia.
A escola, organizada pela Universidade de Ciências Gastronômicas de Pollenzo (CN), será estruturada como um curso online em inglês de meados de outubro a meados de dezembro de 2011. Depois do curso propriamente dito, durante um mês, de meados de dezembro a meados de janeiro, os alunos deverão realizar uma pesquisa e redigir um trabalho final escrito, cujo foco será uma análise das boas práticas em um dos Estados-membros.
Durante o percurso formativo, os alunos analisarão oito áreas chave das políticas da União Europeia, segundo a perspectiva de implementação e/ou desenvolvimento de políticas alimentares sustentáveis.
As oito áreas temáticas interligadas são:
1. Agricultura e desenvolvimento rural (AGR)
2. Mar e pesca (SEA)
3. Saúde dos consumidores (HEA)
4. Pesquisa e inovação (RES)
5. Mudança climática (CLI)
6. Educação sustentável (EDU)
7. Desenvolvimento e cooperação (DEV)
8. Energia e meio ambiente (ENE)
Há 54 vagas disponíveis e as inscrições ficarão abertas até 15 de setembro de 2011.
Saiba mais: www.unisg.it -
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Dra. Cinzia Scaffidi (Diretora do Centro de Estudos Slow Food):
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Prof. Andrea Pieroni (Diretor da Escola):
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por Slow Food Cerrado
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Na Quinta Slow de Julho vamos degustar e divulgar os bons produtos que a Rosângela Piovizani e seu marido Clair colhem no sítio localizado no Núcleo Rural Samambaia.
Rosângela é uma ativista do Movimento de Mulheres Camponesas e também membro do nosso Convívio. Ela pratica "o bom, o limpo e o justo"
em tudo o que faz, assim a maior parte das verduras e a proteína
utilizadas no jantar virão do seu sítio. As verduras são cultivadas sem
agrotóxicos e os patos, criados soltos e felizes (fato que, se não
impede que fatalmente acabem nas panelas, ao menos lhes garante uma
existência menos miserável... ).
Isabel Freitas, a Chef Slow da Vez, comandará a cozinha respaldada pela gentil equipe do Panelinha. O cardápio da noite será:
Entrada fria: salada verde, com folhas variadas e capuchinhas.
Entrada quente: caldinho de milho verde fresco
Prato principal: escondidinho de pato (mandioca e pato desfiado, com temperos verdes e frescos).
Opção vegetariana: lasanha de abobrinha, com molho de tomate e queijo.
Sobremesa: envelope de frutas (banana, maçã, abacaxi e morango) assadas com mel e Cointreau.
A salada será servida em travessas coletivas, afinal nós precisamos
nos preocupar com o uso racional da água. Os demais pratos, em porções
individuais.
- Quando: 07 de Julho (primeira quinta-feira do mês), às 20h30.
- Quanto: R$ 29,00 por pessoa (bebidas não incluídas).
- Onde: no Panelinha Restaurante, que fica no final da Asa Norte: SHCN CL 316, Bloco E, Loja 20, telefone (61) 3041-5070.
Lugares limitados, participação somente com reservas pelo telefone (61) 3041-5070.
As reservas são de lugares, em mesas coletivas. O jantar é servido
para o grupo todo ao mesmo tempo, para propiciar a convivência.
A Quinta Slow é o encontro mensal dos associados e simpatizantes do Slow Food Cerrado.
É aberta a todos que desejem participar de nossas atividades e
discussões, mediante reserva antecipada, e acontece toda primeira
quinta-feira de cada mês no Panelinha.
Participe e apóie na divulgação.
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por Cíntia Bertolino / GÊNOVA / Paladar
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Leilão em Gênova. No Slow Fish, a caixa de sardinha era oferecida a 2 euros; a bandeira deste ano foi a defesa dos pescadores (Foto: Kunal Chandra/Divulgação)
Na ensolarada tarde de sábado, 27 de maio, um pescador animava o píer em frente ao pavilhão Fiera di Genova oferecendo seus produtos: "Dois euros pela caixa de sardinha. Quem vai querer a lula? Olha, que está acabando". O pequeno leilão de peixes fresquíssimos improvisado ao ar livre, à beira do mar da Ligúria, não falhou uma única vez durante o encontro do Slow Fish, na cidade italiana de Gênova, entre os dias 27 e 30 de maio.
O Paladar participou dessa quinta edição do evento
organizado a cada dois anos pelo Slow Food com os peixes como tema.
Neste ano, a atenção de participantes do mundo todo se voltou para uma
outra espécie em extinção: os pequenos pescadores.
Representados por cooperativas de várias regiões da costa italiana,
os pescadores estavam ali para confirmar que vivem tempos difíceis. São
uma espécie ameaçada, vítima da superexploração dos recursos do mar por
pesqueiros industriais, que estão esgotando os estoques de peixe,
especialmente perto da costa, onde os pescadores atuam com seus barcos.
Ao celebrar os pequenos pescadores, o Slow Fish acabou fisgando um
peixe grande: pela primeira vez, a mais alta representante europeia para
assuntos marítimos e da pesca compareceu. Ao lado de Carlo Petrini,
fundador do Slow Food, a comissária Maria Damanaki foi enfática:
"Podemos mudar a forma como comemos, mas precisamos é mudar a forma como
pescamos".
Durante o encontro houve mais de 50 atividades diárias, entre
documentários, workshops, degustações e palestras. Foi fácil se deixar
levar no meio de tantas coisas interessantes para ver e provar. Pescado
siciliano, peixes defumados irlandeses pareados com uísque e cerveja.
Histórias narradas por pescadores gregos da Trácia. Degustação de peixe
às cegas. Não dava para perder nada. E fora das salas, na feira, havia
incontáveis espécies de peixe e frutos do mar para provar.
Quem visitou o Slow Fish neste ano saiu da Fiera di Genova com a
certeza de que há muito peixe diferente no mar. E que é possível ser
sustentável a partir de gestos simples, como estar aberto às novidades e
escolher o peixinho esquisito, mas saboroso, que está na época.
Com grande apelo político, o encontro deste ano reforçou o
compromisso dos pescadores, palestrantes e visitantes de lutar por uma
mudança drástica na legislação pesqueira. Só a partir dela é que se
garantirá que quando um pescador jogar seu anzol no mar, terá a certeza
de que poderá levar para casa a refeição do dia.
>> Veja também: Fim da linha, na ponta do anzol
Texto de
Cíntia Bertolino publicado no Paladar, caderno do jornal Estado de São Paulo em 8/6/2011
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por Cíntia Bertolino / GÊNOVA / Paladar
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Documentário 'The End of The Line', do jornalista e escritor inglês
Charles Clover, foi um dos pontos altos do encontro do Slow Fish
A exibição do documentário The End of The Line, do
jornalista e escritor inglês Charles Clover, foi um dos pontos altos do
encontro do Slow Fish. Editor de Ambiente do jornal inglês The Daily Telegraph por duas décadas, nos anos 90 Clover começou a investigar o impacto da pesca industrial. O trabalho deu origem ao livro The End of the Line (Ebury Press, 2004), que há dois anos virou filme.
O documentário levanta questões sobrepondo informações alarmantes e
o retrato de enormes navios de pesca às belas imagens de cardumes no
azul profundo. Fornece provas e números do colapso da vida marinha.
"A ideia não é forçar as pessoas a parar de comer peixe, ao
contrário, é exigir um controle para a pesca desenfreada que está
acabando com espécies", disse Clover ao Paladar, pouco antes de participar do lançamento italiano do filme no Slow Fish.
Criador também do site www.fish2fork.com - que aponta restaurantes
ingleses que servem peixes sustentáveis e os que estão na contramão e
avalia os lugares com "espinhas vermelhas" -, Clover alerta para o
desperdício que envolve a pesca: metade do que se pesca no Atlântico
Norte é jogado de volta ao mar, sem vida. Em números: 1.3 milhão de
tonelada de peixes.
O documentarista compara o consumo de atum bluefin, ameaçado de
extinção, a um hipotético sushi feito com carne de urso panda. E aponta o
dedo para chefs-celebridades que continuam oferecendo espécies
ameaçadas, caso de Nobu, classificado com a cotação máxima de 5 espinhas
vermelhas.
"Precisamos de mais chefs como o inglês Hugh Fearnley-Whittingstall,
que comanda a campanha Fish Fight, contra o desperdício e a favor da
nova legislação para a pesca", diz. Fearnley-Whittingstall conta que
começou a campanha depois de ver The End of the Line.
>> Veja também: Devagar com a rede, o peixe é fraco
Texto de Cíntia Bertolino publicado no Paladar, caderno do jornal Estado de São Paulo em 8/6/2011
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