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por Editor
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No dia 10 de novembro de 2007 o Convivium Engenho de Farinha, localizado em Florianópolis/SC, realizará uma Farinhada durante o dia inteiro que terminará num jantar especial elaborado pelo Chef Ofir (Pará). Todos estão convidados para participar.
Os objetivos do Iº Encontro do Convivium Engenho de Farinha são integrar novos membros e propiciar um espaço para que as pessoas se conheçam, criem vínculos, e troquem informações sobre o que cada um faz, onde e com quem atuam. Buscou-se conceber algo que respeite a filosofia do Slow Food. Então, por que não preparar a farinha no Casarão Engenho dos Andrade ao longo do dia e utiliza-la no jantar?
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por Editor
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Trata-se do evento mais importante do ano para o Movimento Slow Food, visto que o corpo executivo será eleito e as estratégias futuras serão decididas.O Congresso acontecerá entre os dias 8 e 11 de novembro de 2007 em Puebla, no México, e irá reunir cerca de 600 pessoas de mais de 130 países.
O Brasil tem direito a dois votos e será representado por Margarida Nogueira - Convivium Rio de Janeiro - e Paulo Chanel - convivium de Piracicaba.
Na ocasião também haverão reuniões relacionadas com o desenvolvimento dos projetos da Fundação Slow Food para Biodiversidade , e a Comissão Internacional da Arca do Gosto estará reunida para discutir as estratégias e diretrizes para os próximos anos. Roberta Marins de Sá - coordenadora dos projetos do Slow Food no Brasil - estará presente e vai apresentar os novos produtos brasileiros da Arca do Gosto e falar sobre o Terra Madre Brasil , realizado em Brasília entre os dias 04 e 07 de outubro de 2007.
Para mais informações sobre o Congresso, veja o boletim Convivium Update de outubro.
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por Renata Menasche
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Para conhecer um lugar e a gente desse lugar, é preciso comer sua comida. Na história das sociedades, o viajar esteve sempre associado ao comer. Mas tanto o viajar como o comer adquiriram, nas sociedades contemporâneas, novos significados.
É a esse respeito que nos fala o texto Turismo e gastronomia: uma viagem pelos sabores do mundo, de Janine Collaço. Um convite para uma apetitosa reflexão.
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por Janine Collaço
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Diversidade, sabores e culturas
O turismo e a gastronomia selaram sua relação ao longo do século XX, quando o hábito de viajar incorporou-se no período de descanso. As férias e os meios de transporte mais eficientes fizeram com que os deslocamentos se tornassem comuns, resultando em um intenso fluxo de pessoas, circulando de um lado a outro.
Nesse ir e vir mais freqüente, o contato com novas paisagens, culturas e sabores despertou interesses variados em torno do evento turístico, e assim foi que a gastronomia ganhou lugar, sobretudo ao atrair um segmento de viajantes interessados em estimular seus sentidos através da experimentação da cozinha do Outro. Embora já fosse prática anteriormente, Culinary Tourism ou turismo culinário (também gastronômico) adquiriria essa nomenclatura somente no final dos anos 1990 (Long, 2004). O que mudou, a partir de então, foi a importância atribuída à gastronomia na viagem, sempre uma forma de experiência de contato com a diversidade cultural.
Conhecer pratos, ingredientes, comprar produtos, levá-los para casa... No retorno, a memória é cultivada em torno de imagens e sabores, preferencialmente compartilhados entre familiares e amigos, ressaltando a abertura ao novo e o contraste entre as práticas corriqueiras e aquelas até então desconhecidas, encontradas na viagem. Esse exercício pode ser entendido como uma espécie de manejo estético de códigos culturais, que mostra os limites entre nós e os outros, mas da forma habilidosa que é proporcionada pela comida.
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por Jaime Gesisky
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Gastronomia inspira a conservação do
Cerrado
Chefs
de cozinha e consumidores do Brasil e exterior se rendem aos sabores regionais
e entram na luta pela preservação da savana mais rica em biodiversidade do
mundo
A gastronomia está se tornando a mais nova
fronteira de conservação do Cerrado brasileiro. De boca em boca, a notícia de
que o bioma é um manancial de frutos, castanhas e polpas deliciosos já chegou a
mercados importantes do Brasil e do exterior. Além de comprovadamente eficientes
para a saúde, as iguarias do Cerrado podem ser adquiridas em comunidades
extrativistas, indígenas e de pequenos agricultores apoiados por organizações
ambientalistas. Ao comprar dessas comunidades, os consumidores ajudam a manter
as famílias no campo produzindo alimentos que não agridem o corpo e nem o meio
ambiente. De quebra, colaboram para preservar tradições culinárias, memórias
culturais e a biodiversidade.
Receitas com produtos nativos são a última moda
em restaurantes descolados adeptos da culinária sustentável. Além de emprestar sabor, cor e charme aos pratos, os
produtos do Cerrado também podem entrar no cardápio das crianças nas escolas.
Basta que os governos locais adotem políticas de compra baseadas no comércio
justo e sustentável e façam seus pedidos nas centenas de associações de
produtores organizadas em toda a região, realimentando o ciclo virtuoso.
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