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por Editor
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Na antiga cidade de Tenochtitlan, a atual Cidade do México, existia um sistema complexo de hortas e jardins capaz de fornecer mais do que a metade dos alimentos necessários aos 200.000 habitantes da época. As hortas flutuantes, ou chinampas (ilhas artificiais construídas nos lagos), eram irrigadas com a água a sua volta, e os terrenos enriquecidos pelo lodo denso e fértil, dando assim lugar a cultivos altamente nutritivos. Este tipo de técnica oferecia uma solução às comunidades com poucas terras à disposição, protegendo-as das carestias que sucediam às enchentes. Resíduos urbanos também eram utilizados como fertilizantes nas hortas, criando uma adubação para os cultivos e, ao mesmo tempo, depurando as águas da cidade. O sistema oferecia soluções aos problemas que caracterizam a agricultura dos dias de hoje, como a questão dos resíduos, do espaço e da defesa dos cultivos. Os Astecas o conceberam há oito séculos atrás.
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por Katia Karam
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Entre os dias 15 e 18 de setembro, acontece em Pirenópolis (Goiás) a segunda edição do Slow Filme - Festival Internacional de Cinema e Alimentação. O site com a programação de filmes e a programação paralela já está no ar: http://www.slowfilme.com.br/
O Slow Food Pirenópolis, o Slow Food Cerrado e o Slow Food Campo Lindo Batatais estão colaborando com a equipe do Slow Filme, principalmente na organização das atividades paralelas.
Dentre os filmes, todos ótimos, é importante destacar o "Mulheres da Terra" de Márcia Paraíso, que mostra mulheres do Movimento das Mulheres Camponesas, e o "A Horta do Seu Geraldo", que fica ali mesmo em Pirenópolis e é linda (e cheia de alimentos deliciosos).
Nas atividades paralelas, os 3 convivia estão diretamente envolvidos na organização das seguintes atividades:
15 de Setembro - Quinta-Feira
VISITA À FEIRA AGROECOLÓGICA
Realizada só às quintas-feiras, das 16h às 20h. Ocasião para conhecer a produção de frutas e hortaliças orgânicas, feita por produtores locais, beneficiários da Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS).
Local: Praça do Pequizeiro, Vila Matutina (próximo ao Batalhão dos Bombeiros)
OFICINAS SENSORIAIS
Atividades lúdico-educativas desenvolvidas com os participantes do festival e nas escolas, estimulando os sentidos para degustação de alimentos bons, limpos e justos.
16 de Setembro - Sexta-Feira
DEGUSTANDO O CERRADO
Debate sobre os produtos do cerrado com produtores e especialistas, seguido de coquetel com frutos do cerrado elaborado por alunos do Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia da Universidade Estadual de Goiás - UEG - Unidade Pirenópolis.
Horário: 9h30min
Local: Auditório da UEG
Valor: R$ 15,00
Reservas: (61) 8157.9333 ou
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JANTAR ITALIANO COM FRANCISCO ANSILIERO
Com renda revertida para participação de produtores no 1º Simpósio de Queijos Artesanais do Brasil, (Fortaleza, de 23 a 25 de novembro).
Horário: 22h
Local: Restaurante Empório do Cerrado
Valor: R$ 65,00
Reservas: (62) 3331.3094, com Magda, ou pelo email
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17 de Setembro - Sábado
FARINHADA NA FAZENDA CUSTÓDIO SANTOS*
A proposta é participar da produção artesanal de farinha de mandioca, valorizando a atividade dos produtores rurais e destacando a importância e a riqueza deste alimento. Um almoço com produtos agroecológicos encerra a atividade.
* Na comunidade do Caxambu, que integra a Fortaleza Slow Food do Baru
Horário: 8h30min
Local: Fazenda Custódio Santos, a 25 km de Pirenópolis.
Valor por pessoa, incluindo transporte: R$ 40,00
Número máximo de 25 participantes
Reservas: (62) 3331.1388/(62) 8142.0369 ou e-mail
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18 de Setembro - Domingo
APRENDENDO COM SEU GERALDO
Visita à chácara Mar e Guerra para conhecer o trabalho realizado por seu Geraldo Veiga, personagem de filme inédito que será exibido na noite de abertura do festival. O passeio inclui um menu degustação com os produtos do local.
Horário: 10h
Local : Chácara Mar e Guerra (a 1 km do trevo de Pirenópolis)
Valor: R$ 20,00 por pessoa
Reservas: (62) 3331.2576 ou
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Na primeira edição do Slow Filme estes 3 convivia também se juntaram, sob a coordenação do Fulvio (Slow Food Campolindo Batatais), para realizar as oficinas sensoriais. Vejam algumas fotos e um relato.
Participe e apóie na divulgação!
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por Editor
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Dia 30 de agosto de 2011, no Teatro Sesc Senac Pelourinho, em Salvador, Bahia, acontecerá o V Seminário do Museu da Gastronomia Baiana, com o tema Receitas Tradicionais da Bahia: Memória e Etnogastronomia.
O Seminário Receitas Tradicionais da Bahia: Memória e Etnogastronomia tem como foco a história e o patrimônio, com leituras contemporâneas da antropologia da alimentação e do patrimônio de imaterial, para compreender a diversidade e a complexidade cultural e social da Bahia.
O Seminário quer ampliar essa compreensão sobre os sistemas alimentares da Bahia por meio de duas receitas tradicionais. As receitas são importantes registros sobre ingredientes, tecnologias culinárias, organização de cardápios; e significado de cada prato, que atestam as representações regionais e simbólicas do povo da Bahia.
As receitas e seus diferentes rituais de transmissão, de registro, de experimentação, de realização e de consumo, são também testemunhos da memória. São interpretações de um processo vivo e dinâmico do conhecimento. Assim, o V Seminário busca recuperar e socializar esses saberes acumulados, em especial, nas tradições populares; e também, promover interpretações do que se pode chamar de uma etnogastronomia da Bahia.
Este é o V Seminário do Museu da Gastronomia Baiana vem confirmar a missão institucional do Museu como um espaço da busca da cultura contextualizada, e da difusão do conhecimento a partir dos patrimônios consoantes a história, a sociedade, a economia, a ecologia; as matrizes étnicas, ao pluralismo, e as identidades que singularizam a Bahia.
RAUL LODY (Curador MGBA)
PROGRAMAÇÃO:
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por Slow Food Cerrado
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Em Setembro o Chef Slow da Vez será Diego Marques, que propôs um cardápio de dar água na boca.
ENTRADA:
Salada de tomates cereja com queijo, pesto basílico e baru
O Prato: tomates cereja fazem-se acompanhar de tenros cubinhos de queijo minas temperado, regados com pesto basílico e finalizado com crocante de baru.
PRATO PRINCIPAL:
Macarrão Surpresa
O Prato: após uma leve cocção dos rigatonis, interrompe-se seu
cozimento e se recheia, um a um, com outras delícias, desde legumes
grelhados a nacos de queijo e peito de peru. Dispostos sobre uma camada
de molho sugo e depois generosamente regados com creme de pupunha,
finaliza-se com parmesão ralado grosso e leva-se a gratinar.
Opção vegetariana: após uma leve cocção dos rigatonis,
interrompe-se seu cozimento e se recheia, um a um, com nacos de legumes
grelhados e outras delícias. Dispostos sobre uma camada de molho sugo e
depois generosamente regados com creme de pupunha, finaliza-se com
parmesão ralado grosso e leva-se a gratinar.
SOBREMESA:
Abacaxi grelhado com mel de engenho, raspas de limão e poejo
O Prato: para finalizar o menu degustação, tenras fatias de
abacaxi são grelhadas e fazem-se acompanhar de um generoso fio de melado
de cana, complementado com raspas de limão cravo e brotos de poejo.
Quando: 1º de Setembro (primeira quinta-feira do mês), às 20h30.
Quanto: R$ 29,90 por pessoa (bebidas não incluídas).
Onde: no Panelinha Restaurante, que fica no final da Asa Norte: SHCN CL 316, Bloco E, Loja 20, telefone (61) 3041-5070.
Lugares limitados, participação somente com reservas pelo telefone (61) 3041-5070.
As reservas são de lugares, em mesas coletivas. O jantar é servido
para o grupo todo ao mesmo tempo, para propiciar a convivência. Ao
reservar, avise se a sua opção é a vegetariana.
A Quinta Slow é o encontro mensal dos associados e simpatizantes do Slow Food Cerrado.
É aberta a todos que desejem participar de nossas atividades e
discussões, mediante reserva antecipada, e acontece toda primeira
quinta-feira de cada mês no Panelinha.
Participe e apóie na divulgação.
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por Povos participantes do Indigenous Terra Madre
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O Acordo de Jokkmokk é o documento final do Indigenous Terra Madre ocorrido nos dias 17 a 19 de Junho de 2011, em Jokkmokk (Sapmi), Suécia. Do Brasil participaram representantes das Fortalezas do Guaraná Satere Mawe ( Obadias e Maurizio) e do Palmito Juçara (Adolfo Timótio e Mauricio) e Juçara Hennerich, que atua no Sul do Brasil. Leiam e divulguem.
Acordo de Jokkmokk
Respondendo às aspirações das populações e
comunidades indígenas ao redor do mundo para se encontrarem, escutarem umas às
outras e trocar idéias sobre a proteção dos sistemas locais e sustentáveis de
produção de alimentos e a soberania alimentar, de acordo com nossas práticas culturais,
valores espirituais e nossa responsabilidade sagrada com relação à saúde e à sobrevivência
do mundo natural;
Afirmando e reforçando as disposições e princípios contidos na
Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (UNDRIP),
adotada pela Assembléia Geral da ONU em 2007,
que reconhece os direitos a subsistência, auto-determinação, terras e recursos,
o consentimento baseado na prévia informação e na liberdade de escolha, a
relação espiritual com a terra e recursos, bem como a proteção e transmissão do
conhecimento tradicional, e também reconhece a necessidade de abordar os
impactos da colonização e as injustiças históricas sofridas pelos Povos
Indígenas;
Baseando-se na filosofia de Terra Madre de acordo com a qual todos têm o
direito fundamental ao prazer do alimento bom, limpo e justo e,
conseqüentemente, a responsabilidade de proteger o patrimônio da tradição,
comida e cultura que tornam este prazer possível. Nós, povos indígenas da África, das
Américas, da Rússia, do Ártico, da Ásia, da Oceania e da Europa reunidos em
Jokkmokk, Sapmi, Suécia, de 17 a 19 de Junho de 2011, em ocasião da primeira
Conferência Terra Madre Indígena (Indigenous Terra Madre), concordamos, por unanimidade, as
seguintes propostas de ação:
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