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Cheese 2011: evento reúne queijos de todo o mundo

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por Editor   

O Cheese está de volta a Bra, no Piemonte (Itália), de 16 a 19 de setembro de 2011. O evento internacional bienal organizado pela Prefeitura de Bra junto ao Slow Food Itália chega à oitava edição. Dedicado ao leite em todas as suas formas, o evento criou uma rede de mestres queijeiros e artesãos que se reúnem a cada dois anos para apresentar seus produtos, encontrar coprodutores (isto é, consumidores), discutir desafios e perspectivas de mercado, compartilhando soluções para velhos e novos problemas.

O Cheese 2011 ilustra e aprofunda a complexidade - de conhecimento, exigências, problemas e recursos - ligada aos laticínios, com enfoque nos três pilares que regem a excelência da produção de queijo: leites, ofícios, territórios. Estes três aspectos multifacetados encontram no Cheese exemplos concretos com a presença de produtores, queijos e com o relato de suas histórias.

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Almoço na Chácara Colina

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por Slow Food Cerrado   

Texto:  Darlana Godoi/ Fotos: Luciana Ferreira

Tivemos, antes do almoço, uma aula do Seu Luiz sobre a diferença do ovo caipira para o ovo orgânico. Ele explicou que os ovos da chácara são caipiras, mas não são orgânicos.  Os “Ovos Orgânicos” são produzidos por galinhas alimentadas com alimentação orgânica das aves (todos os seus alimentos são produzidos sem o uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos). Os ovos dele não são considerados orgânicos, são "ovos caipiras", pois ele dá ração para as galinhas e esta não é orgânica, mas a ração é só parte da alimentação das galinhas dele, pois elas podem ciscar e “pastar” pelo terreiro, sendo também alimentadas com restos da produção agrícola e ele também não usa remédios para o crescimento ou antibióticos.

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Slow Food Cerrado visita a Chácara Colina

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por Slow Food Cerrado   

Texto de Maria Cristina Vannucchi Leme/ Fotos: Luciana Ferreira

Shitake. Foto: Luciana FerreiraNós já havíamos anunciado os produtos da Chácara Colina no nosso site e já tivemos uma Quinta Slow com os produtos de lá, faltava a visita à Chácara, conhecer as pessoas que produzem um shitake pra lá de especial e, principalmente, comer framboesa no pé.

Assim, no sábado (27/08) liderados pela Darlana Godói, rumamos para Brazlândia, em caronas solidárias.

A Chácara é tocada pela família da Tainá com a ajuda de alguns trabalhadores que, somados não chegam a dez pessoas.

Fizemos um circuito pela propriedade, percorrendo detidamente os canteiros, enquanto recebíamos explicação sobre o sistema orgânico de produção. As verduras são variadas e, apesarAula sobre shitake. Foto: Luciana Ferreira da secura que castiga o cerrado nesta época do ano, estão exuberantes. Algumas verduras eram “inéditas” para muitos de nós. Foi difícil distinguir as folhas do inhame com as da taioba (essas têm “decote em V”).

Margeando a horta e espalhados pela chácara, conhecemos os pés de astrapéia (não confundir com a flor astromélia!), que fazem parte do “pasto apícola”, formado por plantas que produzem néctar e/ou pólen para as abelhas. Ou seja: na Chácara Colina eles cultivam plantas para alimentar as abelhas, cuja criação está incipiente.

O cultivo do shitake mereceria um capítulo a parte. Legal demais! O substrato do shitake são toras de madeira. São feitos furinhos nas toras, onde são introduzidos os esporos dos cogumelos. Os furos são tapados com cera de abelha (e não me lembro mais o quê), em seguida as toras são empilhadas como se fossem fogueira junina. Passado um tempo, as toras com os fungos inoculados, são submetidas a um choque térmico para simular um inverno rigoroso, inexistente nos trópicos. Garrafas pet servem de forma para o gelo e são colocadas junto com as toras para um banho de água gelada em banheiras e cochos. Depois as toras recebem uma pancada (pancada mesmo, com marreta de madeira) para “acordarem”. E zás! Os chapeuzinhos de shitake começam a crescer, após romperem as tampinhas dos furos. A Chácara Colina utiliza toras de mangueira, ao invés de eucalipto. Fundamental usar uma madeira que não solte a casca, caso contrário a casca se desprende levando junto os esporos. O resultado são cogumelos com um sabor único, sabendo levemente a alho.

As framboesas! Acreditam que na véspera da nossa chegada, o tratorista arrasou-as? Cortou-as rente ao chão, pois as considera como pragas. “Crescem a toa e atrapalham o caminho”. O chão estava todo salpicado de frutinhas vermelhas e nos contentamos em catar as sobreviventes. E eu que havia feito planos para elas...

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O café da manhã

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por Neide Rigo   

Texto de Neide Rigo

Às vezes me pergunto como a indústria alimentícia conseguiu convencer toda uma geração de mães e filhos de que comer sucrilhos pela manhã é mais saudável que um copo de leite e um pão com manteiga. Ou uma tapioca, um pedaço de mandioca cozida, uma banana-da-terra assada, um pedaço de bolo de fubá.  E que dá nome a isto de "cereais matinais".  Nos filmes americanos do século passado já me causava espanto aquela imagem recorrente da mãe atarefada com os filhos escolares abrindo o armário, pegando uma caixa e despejando numa bacia aquela coisa seca e barulhenta como um tanto de ração. Um tanto de leite gelado direto da caixa e estava ali a primeira refeição do dia.  Daquilo para uma coisa chamada ração humana seria um passo. Não deu outra - hoje temos a ração com este nome.

 

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No Slow Filme - Jantar com o Chef Francisco Ansiliero

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por Convivium Pirenópolis   
O Slow Food Pirenópolis, juntamente com a organização do Slow Filme - Festival Internacional de Cinema e Alimentação - e o Restaurante Empório do Cerrado convidam a todos para um jantar preparado pelo Chef Francisco Ansiliero, do Restaurante Dom Francisco, de Brasília, no dia 16 de setembro. 

A renda do jantar será revertida para o apoio à participação de produtores de queijos artesanal de leite cru no I Simpósio de Queijos Artesanais do Brasil, que será realizado em Fortaleza entre os dias 23 e 25 de Novembro.

CARDÁPIO

Entrada:

- Salada de Bacalhau (Gadus morhua

Pratos principais:

- Lombo de Pirarucu* ao leite de castanha do Brasil com musseline de cará

- Brasato de Acém de Bonsmara com Arroz de grãos

Sobremesa:

- Pudim de Jatobá* com mel de Tiúba.

* O Pirarucu e o Jatobá são produtos brasileiros na Arca do Gosto, um catálogo mundial do Slow Food que identifica, localiza, descreve e divulga sabores quase esquecidos de alimentos ameaçados de extinção.

Data: Sexta-Feira, 16/09Horário: 22h
Local: Restaurante Empório do Cerrado
Valor: mínimo R$ 65,00 (bebida não incluída)

Lugares limitados. Reservas: (62) 3331.3094, com Magda, ou pelo email Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo .

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