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Slow Food - Textos e Notícias
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Ampliada a Comissão Brasileira da Arca do Gosto

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por Roberta Sa   
Durante o II Terra Madre Brasil , integrantes da Comissão Brasileira da Arca do Gosto estiveram reunidos para avaliar algumas candidaturas e discutir sobre as estratégias do trabalho. Os membros da Comissão presentes avaliaram o funcionamento da mesma e chegaram a conclusão que precisavam de mais cabeças pensantes e atuantes para aprimorar o trabalho. 

Convites foram feitos e aceitos, e agora a Comissão Brasileira da Arca do Gosto tem o prazer em dar as boas vindas para seus novos integrantes:

  • Geraldo Damasceno

Biólogo formado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, com mestrado e doutorado em Biologia Vegetal pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e atualmente coordenador da pós-graduação em Biologia Vegetal. Atua principalmente em programas de pesquisa e extensão que visam o conhecimento e conservação de ambientes inundáveis do Pantanal e florestas estacionais. Tem atuado junto a comunidades ribeirinhas do rio Paraguai no incentivo ao uso da flora local na alimentação e melhoria da renda (programa desenvolvido em conjunto com a ONG ECOA e o CEPPEC - Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado - assentamento Andalúcia, Nioaque - MS).

  • Jerônimo Villas-Boas

Ecólogo formado pela UNESP de Rio Claro (SP) e mestre em Gerenciamento Ambiental pela Universidade Federal da Paraíba. Atua na área de ecologia aplicada, agroecologia e sistemas alternativos de produção, em especial com a cadeia produtiva das abelhas nativas sem ferrão. Pesquisa características físico-químicas e sensoriais dos produtos das abelhas, principalmente do mel, e parâmetros para seu controle de qualidade.

  • Mauricio Fonseca

Historiador, indigenista e produtor cultural. Coordenador técnico do projeto "Nhanhoty Jejy - Fortaleza do Palmito Juçara " abrangendo comunidades guarani do Litoral Norte de São Paulo e Vale do Ribeira. Coordenador Geral do Prêmio Culturas Indígenas, vinculado à Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do  Ministério da Cultura, que, entre outras diversas expressões culturais, busca valorizar a culinária e os plantios tradicionais praticados há vários séculos por povos indígenas em todo o Brasil.

  • Paulo Kageyama

Professor Titular da ESALQ - Universidade de São Paulo, com Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado em Biodiversidade Tropical; Membro do Grupo de Experts da FAO/Roma em Conservação de Recursos Genéticos Florestais, Membro da CTNBio- Comissão Técnica Nacional de Biosseguranca deTransgênicos. Tem trabalhado com Pesquisas em Biodiversidade e com Agrobiodiversidade e Sistemas de Produção para a Agricultura Familiar.

  • Rodrigo Oliveira

Ex-estudante de Engenharia e Gestão Ambiental, largou os estudos para cuidar do negócio da família vinda do sertão de Pernambuco, um empório de produtos nordestinos em São Paulo. Formado em Gastronomia pela Univeridade Anhembi Morumbi, foi transformando a casa fundada em 1973 em um restaurante de cozinha regional sertaneja, o Mocotó , onde apresenta os sabores e tradições da sua terra de maneira moderna e criativa.

Confira a formação completa da Comissão Brasileira da Arca do Gosto

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Descubra quais alimentos brasileiros já estão na Arca do Gosto

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Dia 22 de Abril é Dia da Mandioca!

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por Fabiana Sanches   

Em 22 de Abril de 1500, o navegador Pedro Alvares Cabral descobriu o Brasil.

E também, a mandioca.

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A pressa é inimiga da refeição (Entrevista com Petrini)

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por Laura Lopes (Revista Época)   

Considerado pelo jornal The Guardian uma das 50 pessoas que podem salvar o planeta, o fundador do movimento Slow Food esteve no Brasil para disseminar a importância da agricultura sustentável e das culturas locais - acredite ou não, isso pode até salvar o planeta.

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Calma. É isso o que vem pedir Carlo Petrini. Calma para respirar, para fazer escolhas conscientes e para conhecer o lugar e as tradições do lugar onde você mora. O fundador da Slow Food Foundation, com sede na cidade italiana de Bra e presente em 132 países, não quer apenas que as pessoas comam devagar. Ele quer mandar uma mensagem contra o consumo massificado e a agricultura industrializada. Ele defende a comida da vovó, a horta do vizinho, o cultivo e a produção de produtos genuínos e a valorização desses produtos nos mercados regionais. Petrini não se vira contra o novo, mas contra o que é artificial. "Ferran Adrià é um gênio, um Picasso", ele diz. Mas nem todo mundo pode ser um Picasso.

Ele é contra plantações de espécies híbridas resistentes a pragas, que quase extinguiram o pimentão quadrado d'Asti da região do baixo Piemonte (leia mais sobre alimentos que correm risco de extinção). Carnuda, perfumada e saborosa, essa variedade de pimentão foi trocada por pimentões holandeses sem gosto, mais rentáveis e baratos, como você pode ver na animação no meio desta reportagem. É contra isso que ele luta.

Em sua visão, a alimentação contemporânea agroindustrial é a grande responsável pela destruição do planeta. Somos em sete bilhões, produzimos comida para 12 bilhões e ainda um bilhão passa fome. "Mais da metade do que produzimos é jogado no lixo. No sistema consumista, só conta o preço, e não o cuidado, a produção e o modo de conceber os alimentos", afirma. Você acha tudo isso uma bobagem? Petrini foi indicado pelo jornal inglês The Guardian, em 2008, como uma das 50 pessoas que poderiam salvar o mundo.

Petrini defende que a gastronomia é uma ciência complexa. Nas escola e faculdades onde ela é ensinada, os alunos deveriam aprender física, agricultura, antropologia, história, economia e química. Dessa maneira, sairiam de lá gastrônomos competentes e comprometidos com uma comida "boa, limpa e justa" – os três pilares da Slow Food. Construir uma horta nas escolas e universidades é o primeiro passo (clique e saiba como). "Tirem 10 vagas do estacionamento, quebrem o asfalto, coloquem terra e um pouco de estrume, plantem tomates, feijões, verduras. Se alguém reclamar que não tem vaga, ganha um tomate!", diz Petrini, bem humorado. Para ele, o Slow Food tem que ser divertido.

Carlo Petrini veio ao Brasil na semana passada para participar do Terra Madre, evento da Slow Food Foundation, e lançar seu livro Slow Food – princípios da nova gastronomia, publicado em 2005, mas só traduzido para o português agora. Confira a entrevista abaixo.

Confira entrevista:

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Carlo Petrini defende novo humanismo

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por Eduardo Tristão Girão - EM Cultura   
O movimento Slow Food nasceu na década de 1980, na Itália, mas só de poucos anos para cá se tornou conhecido no Brasil. O marco que simboliza seu surgimento foi um protesto realizado na capital do país, Roma, contra a instalação de um McDonald's em plena Piazza di Spagna, no centro histórico da cidade. O engajamento de parte da população nessa causa não foi suficiente para impedir a abertura da loja, mas deflagrou a mobilização de um número crescente de pessoas não apenas descontentes com tudo o que o fast food representa, mas preocupadas em valorizar tradições culinárias regionais e em saber como as escolhas alimentares podem ajudar a melhorar o mundo. Hoje, são cerca de 100 mil pessoas envolvidas nessa causa no mundo todo, inclusive no Brasil. O fundador desse movimento, o italiano Carlo Petrini, esteve no país para participar do Terra Madre, encontro que reuniu em Brasília pequenos produtores, artesãos, consumidores e chefs de todas as regiões do país; o debate Entre estantes & panelas, em São Paulo; e palestra no Centro Universitário Senac, também na capital paulista.


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Semear utopia e colher realidade

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por Jornal O Estado de S.Paulo   

Caderno Paladar / Estadão

Índios defendendo o juçara, análise sensorial, cordel do licuri, degustação de cambuci, dignidade rural. Paneiro feito com talo de arumã utilizado para guardar farinha. No cadinho gastronômico-antropofágico Terra Madre Brasil, Macunaíma estaria em casa

Quem foi a Turim participar do Terra Madre diz que o encontro internacional é uma verdadeira babel. Faz sentido, já que ali impera a diferença de culturas (cada um com sua língua, vestimentas e comidas) e de classes - produtores, chefs e acadêmicos.

Mas, guardadas as proporções, o que se viu em Brasília no fim de semana de 20 e 21 de março de 2010 não foi tão diferente disso. O Terra Madre Brasil foi o lugar do encontro e do convívio. Quando você está na confortável zona da língua portuguesa, ainda que cantada nos mais variados sotaques, três índios entram no elevador do hotel para lembrá-lo da diversidade. Eram jovens das reservas de Guarani Silveira e Boa Vista conversando em guarani. Estavam ali para defender o ameaçado palmito-juçara.

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