Neste estudo de cunho antropológico pretendemos problematizar os aspectos que fundamentam a doação de comida efetuada aos "moradores de rua" e/ou pessoas em situação de vulnerabilidade social provenientes de bairros periféricos de Pelotas, Rio Grande do Sul.
O trabalho caritativo é realizado pela Comunidade Fonte Nova: um grupo de oração vinculado à Igreja Católica. As primeiras atuações caritativas remontam há sete anos, quando o grupo iniciou a distribuição de comida aos "pobres", ao lado da histórica igreja pelotense, a Catedral São Francisco de Paula. Nesse ambiente urbano e público é que os beneficiários alimentavam-se, sentados em grupos no meio-fio da calçada. Após uma série de reclamações advindas de vizinhos - importunados com a sujeira e com a "poluição" ali deixadas pelos comensais - o grupo Fonte Nova mudou-se para uma casa, situada na Rua Dom Pedro II, dando ali continuidade a suas atividades, mas agora em um ambiente considerado apropriado, em espaço privado. Essas refeições, tanto no modelo anterior como no atual, acontecem todas as quartas-feiras, ao cair da tarde.
A metodologia da pesquisa deu-se no envolvimento direto com os grupos - tanto doadores quanto beneficiários -, com os quais realizamos a observação participante no intuito de desvendar as práticas e percepções que os interlocutores constroem entre si, tendo a comida como portal de entrada.
O próximo encontro da Comissão Brasileira da Arca do
Gosto terá Santo Antônio de Lisboa, em Flórianopolis, como cenário. Entre os
dias 11 e 13 de junho os membros da Comissão se reúnem para avaliar a candidatura
de novos produtos. O encontro será realizado pelo Instituto Morro da Cutia de
Agroecologia (IMCA), com apoio da Secretaria de Desenvolvimento Territorial
(SDT) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Em Florianópolis, a
organização conta com o suporte do Convivium Slow Food Engenho de Farinha e do
Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (CEPAGRO).
Um belo dia de fevereiro
tive a sorte de encontrar a Joyce, coordenadora das escolas municipais de
ensino infantil de Batatais, a qual me falou do seu projeto de implantar uma
pequena horta escolar em cada escola da rede, inspirada entre as outras, da
nossa Alice Waters.
A Joyce é uma pessoa
que gosta de falar, mas ainda mais de realizar o que fala. Graças a colaboração
da APAE Rural de Batatais (SP), o projeto está desenvolvendo-se. E eu tive a
sorte de acompanhá-lo fotografando e gravando maravilhosos videos...trabalhar
junto com as crianças te dá uma energia incrível!
Mercados da Terra: uma rede internacional de
mercados, de produtores e de agricultores, coerente com a filosofia do Slow
Food. Um lugar onde fazer as compras, encontrar, conhecer, comer em companhia.
Um mercado gerenciado por uma comunidade, com valores e regras compartilhadas.
Mercados da Terra:alimentos bons para o
paladar, limpos para o ambiente, e justos para a sociedade. A venda somente
produtos locais e da estação. Comprados somente daqueles que produzem aquilo
que vendem.
Mercados da Terra: atenção para a tradição e o
olhar voltado para o futuro. Espaços para os mais jovens, para a educação do
gosto, para os eventos. Preços justos, tanto para quem compra como para quem
produz.