A Feira de Produtos Sustentáveis do Cerrado acontecerá entre
os dias 11 e 13/09, em Brasília, durante o VI Encontro Nacional dos Povos do
Cerrado . Para a ocasião serão montados 100 estandes divididos por região, onde
experiências, produtos e serviços desenvolvidos por organizações da sociedade
civil e de comunidades do Cerrado serão divulgados e comercializados.
O objetivo é divulgar as experiências bem sucedidas de uso
sustentável do Cerrado, realizadas por povos e comunidades tradicionais dos
estados mobilizados. São bolos, biscoitos, doces, geléias, cremes, artesanato
com sementes de plantas do Cerrado, artesanato indígena, entre outros.
por Convivium Produtos da Terra - Rio Grande do Sul
No último domingo, 23 de agosto, tivemos um lindo dia de sol, no final do rigoroso inverno que, este ano, gelou o Rio Grande do Sul. Em um dia como este, nada como comer bergamotas ao sol! E foi isso o que fizemos...
Naquele domingo ensolarado, o
Convivium Produtos da Terra - RS promoveu uma atividade de integração
entre consumidores da região metropolitana de Porto Alegre e produtores de
Pareci Novo e de municípios próximos, na região do Vale do Caí. É lá que se produz
a Bergamonta Montenegrina ,
fruta que faz parte da Arca do Gosto do Slow Food Brasil.
A freguesia de
Nossa Senhora das Necessidades, foi fundada por volta 1698, pelo Padre Matheus
de Leão e doze casais de portugueses. Em 1748 chegam a Ilha de Santa Catarina
seis mil açorianos. Boa parte fica na freguesia, que trocam o nome por Santo
Antônio e provocam uma verdadeira "revolução industrial". Os povoadores
fracassam na tentativa de cultivar o trigo e se voltam para a cultura da
mandioca.
As tafonas de trigo se transformam em engenhos de cangalhas de tração
animal, para a produção de farinha de mandioca. Fato este que chamou atenção da
coroa portuguesa. D.JoãoV cria a provisão régia de nove de agosto, determinando
como, e para quem essa farinha deve ser comercializada e incentiva a criação de
novos engenhos de farinha em todo o litoral catarinense.
Por mais de dois
séculos, os engenhos de farinha de mandioca impulsionaram a economia em todo o
litoral.
Comida, Mercado Público de Belo Horizonte e rituais alimentares
Quem já não ouviu
falar que um dos primeiros lugares que um visitante, turista ou forasteiro deve
conhecer, ao chegar em uma cidade, é o Mercado Público?
Lugar de encontro,
de expressão de diversidade, do cotidiano, das diferenças, das
particularidades; geralmente os Mercados Públicos das médias e grandes cidades
são vistos e lembrados como uma porção de espaço significante da cultura local.
A variedade de trocas, de consumo e de amplas possibilidades de comercialização
são características dos Mercados, assim como a diversidade de frequentadores.
De diferentes origens sociais, pessoas circulam, compram, vendem e trabalham em
Mercados, configurando um espaço de vivência e de manifestação da materialidade
da vida social.
Mercados Públicos,
de maneira geral, podem ser vistos como locais de resolução de demandas de
consumo. Na prática, para além das relações entre a oferta e a procura, o Mercado
representa a constituição de um espaço que é também simbólico, gera identidade,
por ser lugar de vivência, de compra e venda, mas também de sentimentos e
valores.
Confira uma lista de ingredientes que quase saíram do mapa, mas estão sendo salvos por ações da Slow Food Foundation.
O lardo di Colonnata, uma espécie de bacon da Itália, quase foi extinto
e hoje é tão famoso que já chegou a sofrer falsificação. O queijo
cheddar da Inglaterra não chegou a ser falsificado, mas seu método de
produção foi totalmente desvirtuado pela indústria de laticínios. A
receita original, feita artesanalmente, resulta num produto curado e
amarelo claro, que em nada lembra o queijo alaranjado que vemos nos
refrigeradores dos supermercados. Esses são dois exemplos de alimentos
tradicionais específicos de uma determinada região do mundo que foram
"salvos" pela Slow Food Foundation, depois que entraram na Ark of Taste
(Arca do Gosto). "A ideia da Arca era fazer um catálogo e chamar a
atenção para os produtos que estão desaparecendo", diz Mariana
Guimarães Weiler, que representa a América Latina no escritório da Slow
Food na Itália.