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A agricultura familiar à mesa

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por Renata Menasche   

armazem.jpgNesta semana, nosso olhar se dirige aos agricultores familiares, mas não como aqueles que produzem o alimento para o conjunto da sociedade, a comida "dos outros".

A partir do artigo de Catia Grisa, Da roça à mesa: a produção de alimentos "pro gasto" na agricultura familiar, somos convidados a observar os diversos aspectos relacionados à produção de alimentos voltada ao autoconsumo na agricultura familiar.

O artigo de Catia foi elaborado a partir do interessante estudo que realizou, como dissertação de mestrado, junto a famílias rurais gaúchas de quatro diferentes municípios, pertencentes a distintas regiões rurais do Rio Grande do Sul.

A fala de seu Ângelo, com que Catia abre seu artigo, mostra não apenas a diversidade dos produtos "pro gasto", mas também o modo como essa comida fortalece a Segurança Alimentar dessas famílias ao mesmo tempo em que alimenta laços de sociabilidade.

Ao destacar o sabor do brodo (designação dada, entre os colonos de origem italiana do Sul do Brasil, ao caldo preparado a base de carnes) feito com a galinha "criada a milho" em seu quintal, seu Ângelo afirma um modo de vida. No orgulho de ser agricultor, vemos o orgulho por produzir a boa comida. A mesa está posta...

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Da roça à mesa: a produção de alimentos “pro gasto” na agricultura familiar

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por Catia Grisa   

vacas-pastando"Olha tudo o que nós plantamos pro nosso gasto! Não compramos quase nada! Frango, nós criamos; queijo, nós fazemos aqui. Esses produtos pra comida, muito pouco nós compramos. Açúcar, essemascavo, se faz aqui. Se olha de poupar o quanto mais dá. Batata, aipim... E, sabe, esses alimentos, dá pros filhos, também. Ela [a esposa] leva para as filhas, leva galinha já pronta, limpa. Temos vaca pra tirar leite, fazemos nosso queijo. Galinha, peru, pato, eu tenho. E esses bichinhos ali, criados a milho: não tem nada de ração. A carne de uma galinha dessas, fazer um brodo, fica bom!"

É desse modo, com orgulho, que Seu Ângelo, agricultor, descreve os alimentos que ele e sua esposa produzem para o consumo familiar. Essa produção, que entre os agricultores gaúchos também é chamada de produção "pro gasto", no meio acadêmico tem sido estudada como produção para autoconsumo.

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Fortalezas Brasileiras na Espanha

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por Editor   

Entre os dias 29 de Novembro e 02 de Dezembro acontecerá em Bilbao, Espanha, a feira Algusto – Saber e Sabor , realizada pelo Bilbao Exhibition Center e o Slow Food .

O objetivo da feira, a única deste tipo na Espanha, é promover a filosofia que Movimento Slow Food vem desenvolvendo por mais de 20 anos. Algusto será inspirada no Salone del Gusto de Turim, e abrirá suas portas para o público para se tornar um ponto de referência para os alimentos artesanais e a gastronomia.

Representantes da Fortaleza do Umbu , da Fortaleza do Guaraná Nativo Sateré-Mawé e da Fortaleza do Néctar de Abelhas Nativas estarão presentes no evento, com um espaço próprio para conversar com o público e apresentar e vender seus produtos de excelência ecogastronômica.

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Comida de rua: mais que um lanche rápido

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por Renata Menasche   

ambulantes-antiga"Mais do que uma comida rápida de rua, o acarajé é indissociável da cultura do candomblé e da história dos africanos no Brasil. Quitute é elemento central de um complexo cultural."

Assim Carolina Cantarino abre a reportagem que, publicada em Patrimônio, a Revista Eletrônica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o IPHAN, relata o processo que, concluído no início de 2005, declarou o ofício das baianas do acarajé patrimônio cultural do Brasil.

É interessante conhecer esse processo de reconhecimento e valorização das baianas de tabuleiro que, tratando de um caso bastante específico, evidencia a dimensão cultural de saberes e práticas alimentares associados à comida de rua.

O artigo Comida de rua e preservação da cultura alimentar, de Wilma Araújo e Halina Araújo, chama a atenção para diferentes questões relacionadas à comida de rua, fazendo com que percebamos que há mais ali do que apenas um lanche rápido com que nos deparamos no caminho...

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Comida de rua e preservação da cultura alimentar

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por Wilma Maria Coelho Araújo e Halina Mayer Chaves Araújo   

maa-do-amorO termo comida de rua é utilizado para identificar alimentos e bebidas prontos para o consumo, preparados e/ou vendidos nas ruas; em portas de igrejas, escolas, cinemas; em tendas, que se espalham por praias, praças e outros lugares públicos. Sempre muito apreciados por pessoas de todas as classes, esses alimentos são comercializados por vendedores ambulantes, em todas as partes do mundo.

Estudos realizados na América Latina estimam que, em grandes centros urbanos, entre 25 e 30% do orçamento familiar são gastos no consumo de alimentos categorizados como comida de rua.

Os produtos oferecidos variam nos diferentes países/regiões e culturas e, por isso, destacam-se sob o ponto de vista turístico, pois comumente são considerados emblemáticos e apreciados pelos viajantes.

ambulantes-antiga

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