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Slow Food - Textos e Notícias
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Da mandioca não se faz só farinha, se faz tapioca!

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por Maria Lucia Barreto Sá e Maria de Fátima Farias de Lima   

Este artigo, escrito em duas mãos, traz consigo uma abordagem saudosista de vínculo afetivo que mostra nosso pertencimento. As mãos que o construíram pertencem a uma nutricionista e a uma socióloga, ambas completamente interessadas em comida e cada uma a seu jeito faz e escreve além dos registros sensoriais, memórias, emoção e reflexão.

00_tapioca_caseira.jpgTapiocas gostosas, quentinhas, com café! Hummm! "É bom demais!" É assim que o cearense da capital ou do sertão expressa o seu gosto.

O que é tapioca, de onde vem, como é que faz e como se come? Essas são algumas perguntas que serão aqui respondidas em "fogo lento".

Ano de 2012, século XXI, em alguma rua de Fortaleza ouve-se o refrão: Alô dona de casa! Vai passando na sua rua a bicicleta da tapioca. Tapioca saborosa! Só trinta e cinco centavos por cada uma.

Esse é o refrão comercial que inicia por volta das 6h30min da manhã, horário do café da manhã, e retoma às 15 horas, horário da merenda em um bairro de classe média em Fortaleza.

Uma bicicleta, um homem, uma radiadora. Na frente um depósito com as deliciosas tapiocas e, atrás, uma garrafa de leite de coco para os que preferem a tapioca quente e molhada numa combinação entre produtos da praia e sertão.

A tapioca, antes feita pelas manhãs, nas cozinhas, está "ganhando o mundo".  Feita da goma, amido da mandioca, o trigo sertanejo, é opção que substitui o pão.

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Slow Food no Fórum Social Temático em Porto Alegre

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por Editor   
O Fórum Social Temático está acontecendo em Porto Alegre/RS como parte integrante do Fórum Social Mundial. Nesta quinta-feira, dia 26/1/2012, acontecerá a conferência "O Slow Food Internacional e o desenvolvimento limpo e justo", às 9 horas da manhã na Faculdade de Educação da UFRGS (sala 606).

O Fórum Social Temático tem como eixo principal a "Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental" e visto que o encontro faz parte das atividades preparatórias para a Cúpula dos Povos na Rio+20. O Slow Food propôs a realização de uma conferência para a apresentação do movimento e de sua visão sobre os temas centrais da Rio+20. Para nossa surpresa, na véspera da provável data de realização da conferência, verificamos a programação das atividades autogestionárias e notamos que incluíram a nossa proposta.

Assim, a Lia Poggio, coordenadora do Slow Food para a área da América Latina, que está em Porto Alegre neste momento por outras razões, vai realizar a conferência amanhã. Quem estiver participando das atividades do Fórum ou estiver em Porto Alegre aproveite para participar da conferência.

Vejam aqui a programação: http://www.fstematico2012.org.br/index2.php?link=3

Sentimos muito por fazer esta comunicação assim, de última hora, mas também fomos pegas de surpresa e não gostaríamos que aqueles que estão na região perdessem esta oportunidade.

Esperamos que muitos consigam participar.

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Conservação da sociobiodiversidade por meio de SAFs biodiversos e complexos

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por Joel Henrique Cardoso   

diversidade_de_graos_conservados_por_uma_familia_agricultora.jpgA sociobiodiversidade engloba produtos, saberes, hábitos e tradições próprias de um determinado lugar ou território. Trata-se de um conceito relativamente novo, centrado na ideia de visibilidade identitária e valorização das especificidades e diferenças que foram se conformando nos processos históricos de coevolução socioambiental. Este novo conceito foi apregoado pela Convenção Internacional de Biodiversidade e tenta agrupar aspectos que historicamente foram vistos como separados, mas que integram um mesmo sistema, que pode ser destrinchado em cultura, valores e significados, paisagem, recursos, produtos e impactos deste mesmo sistema.

Os sistemas agroflorestais (SAFs) consistem em estratégias de manejo do solo que consorciam, simultânea ou sequencialmente, árvores com cultivos e/ou criações de maneira intencional, visando cumprir funções desejadas por quem maneja o sistema. Entre as muitas formas que estes arranjos de cultivo podem ser pensados, os sistemas agroflorestais biodiversos e complexos ressurgem para as sociedades modernas como uma oportunidade de reaprender a conviver com a natureza, uma vez que esta forma de cultivo da terra procura imitar os processos sucessionais que ocorrem em ecossistemas ditos naturais, que se formam sem a intervenção humana premeditada, o que contrasta com a estratégia moderna de cultivar, que desconsidera a sucessão natural, a biodiversidade adaptada ao local e os saberes e práticas que as populações tradicionais desenvolviam para produzir seus alimentos.

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A melhor receita para um mundo em mudança

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por Marina Vianna Ferreira   

aprender_fazendo_criancas_pescando.jpgTodo cozinheiro já passou pela situação de se deparar com a falta de um ingrediente bem na hora de preparar um prato para os convidados. Quem nunca trocou manteiga por óleo (ou vice-versa) no preparo de um bolo? Ou substituiu creme de leite por um leite engrossado? Atire a primeira pedra quem jamais teve que dar um jeitinho de última hora para manter as características essenciais do prato a ser apresentado.

Eu mesma aprendi a fazer quiches quando era pequena. É provável que eu tenha seguido alguma receita nas primeiras vezes que preparei. Desde então, é muito frequente um amigo ou familiar me pedir um quiche, ou a receita dele. Muitas vezes, ao longo desses anos, abri a dispensa e notei a falta de algum ingrediente... o que logo deixou de ser problema. Percebi que quando falta sal, posso acrescentar um pouco mais de queijo ralado. Notei que quando o recheio é de vegetais que soltam muito líquido, melhor usar um ovo a mais. E se não dá pra fazer com creme de leite, posso engrossar um pouco de leite com farinha de trigo. Acho que hoje eu nem lembraria a receita original.  E nem por isso meus quiches deixaram de ser quiches. Hoje entendo que quando se pergunta a receita a um cozinheiro e ele diz que não sabe, é porque ele muito possivelmente não saiba e não por que não queira revelar a receita.

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Dia do Terra Madre, 10 de dezembro: qual é o cardápio?

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por Editor   
Descubra como o mundo está se preparando para celebrar o alimento local durante o Terra Madre Day ... 
 
Em seu terceiro ano, o Terra Madre Day celebra o alimento bom, limpo e justo de inúmeras formas, reunindo comunidades durante festivais, jantares, mostras, eventos culturais, palestras e muito mais. Os eventos não só promovem os alimentos locais, mas também mostram ao mundo lugares e rostos fundamentais para nossas comunidades e produções alimentares, evidenciando a criatividade do nosso movimento e o potencial de promover mudanças através de ações grandes e pequenas. 
 
Com a proximidade do Terra Madre Day 2011, vejamos o que o mundo está preparando para dia 10 de dezembro. 

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