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Na opinião de Carlo Petrini vivemos um momento de crise econômica,
energética e agrícola e o futuro da alimentação exige mudanças nos
hábitos de consumo pois a maior parte dos danos que a nossa terra sofreu
até agora se deve à produção de alimentos
O poder que o consumidor possui simplesmente pelo fato de escolher
diariamente o próprio alimento é inacreditável: exercitá-lo com
consciência e responsabilidade e um dever, um ato de civilidade, em
relação a si próprios, às próprias famílias, às próprias comunidades e
aos próprios povos"; afirma Carlo Petrini, presidente do movimento Slow
Food.
Na entrevista abaixo, ele considera que "estamos vivendo tempos muito
difíceis" e que "é necessário redefinir todo o sistema atual, baseado
no consumo": Afirma ainda que "o bom, o limpo e o justo são os três
adjetivos que definem em modo elementar as características que deve ter
um alimento para responder a exigências de nós, ecogastrônomos" e que a
principal via pela qual realiza "um percurso em relação ao bom, Iimpo e
justo é aquela da economia para o re-posicionamento dos consumos e das
produções agrícolas".
Carlo Petrini é italiano, estudou sociologia na Universidade de
Trento e logo se envolveu com a política local e com o trabalho
associativo. Entre suas muitas criações está a Universidade de Ciências
Gastronômicas, em Pollenzo e Colorno, a primeira instituição acadêmica a
oferecer um acesso multidisciplinar nos estudos da alimentação; e ele
também que está por trás do Terra Madre, fabuloso encontro de 5.000
produtores de todo o mundo, ocorrido em Turim, para discutir problemas
comuns e suas possíveis soluções.
O seu último trabalho Buono, Pulito e Giusto. Principi di uma Nuova
Gastronomia (Bom, Limpo e Justo. Princípio de uma Nova Gastronomia) foi
publicado em 2005 pela editora Einaudi e em 2009 foi traduzido para o
português pela Editora SENAC de São Paulo (Brasil) com o título "Slow
Food, princípios da nova gastronomia". No livro, Petrini descreve o
desenvolvimento da teoria da "ecogastronomia". O livro também foi
traduzido para o inglês, francês, espanhol, alemão e polonês. Em 2001,
seu Iivro Le ragioni del gusto (As razões do gosto) foi publicado pela
Laterza e em 2003 foi traduzido para o inglês como The Case for Taste
pela Columbia University Press. Em janeiro de 2008 foi o único italiano a
aparecer na Iista das ‘50 People Who Could Save the World' (50 pessoas
que poderiam salvar a mundo) realizada pelo prestigiado jornal Inglês
The Guardian.
A entrevista é da revista Camponesa. Revista da Associação de Apoio
às Comunidades do Campo do Rio Grande do Norte - AACC/RN, ano 1, no. 1,
novembro de 2009.
Eis a entrevista:
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