Empolgada com os textos do Fúlvio narrando sua vinda à
Pirenópolis , e da Roberta contando nossa oficina , resolvo quebrar minha
programação de hoje, que era corrigir provas, e fazer logo um "textinho" sobre
o Slow Filme . Nestes quase cinco anos de existência formal do Convivium
Pirenópolis a praxe tem sido sempre esta, me envolvo pra caramba com a
idealização, programação e realização das atividades, mas raramente consigo
achar tempo para relatar e publicar algo sobre as mesmas. E olhem que não foram
poucas as atividades! Mesmo com todo apoio e estímulo do Marcelo e da Roberta,
me ensinando a usar os "instrumentos tecnológicos", me enrolo com meus afazeres
e o tempo vai passando, a notícia ficando velha e ... passou mais uma
oportunidade de trocar informações e o prazer de comunicar algo realizado em
torno do que acreditamos com os/as colegas da Rede Terra Madre e aqueles que com
ela se conectam.
Mas hoje deu, ta dando, vamos lá aos relatos: o Slow Filme
foi muito legal! A programação de filmes teve ótima audiência, público de
Brasília, Goiânia e até RJ e SP, além do público da cidade, que recebeu super
bem o evento e prestigiou também. Teve até falatório do prefeito e secretário
falando do Slow Food !!
O desafio foi lançado pela Kátia, do Slow Food Pirenópolis,
aos convivia do Brasil: quais atividades paralelas poderíamos propor para a
organização do Slow Filme ? Foi aceito pelo Fulvio (Slow Food Campo Lindo ), que
propôs uma oficina do gosto para crianças, baseada no percurso sensorial do
Slow Food, que seu convivium já vem aplicando em Batatais, interior de São
Paulo.
Kátia incluiu a atividade na programação, articulou com 2
escolas de Pirenópolis para receberem as oficinas e com duas alunas do curso de
gastronomia da UEG para o apoio. E assim, Fulvio viajou mais de 1000 km para
trazer sua técnica e simpatia e encantar as crianças de Piri.
Logo depois de chegar na cidade, passamos pelas duas escolas
e nos encontramos com a Gilmara, estudante de gastronomia da UEG, para
organizar tudo. Fulvio trouxe o material didático (fichas, copinhos, cartazes,
aventais) e os ingredientes mágicos já haviam sido encomendados pela Kátia ao
Seu Geraldo, um agricultor agroecológico local. Compramos no mercado somente o
lanche industrializado, para fins didáticos.
A idéia de (re)descobrir os espaços públicos da cidade é um dos principais pontos de intersecção da parceria entre o Convivium Slow Food Piquenique e a Mostra da Nova Música Instrumental Mineira. Há 10 anos no Brasil, o movimento Slow Food
defende o prazer aliado à alimentação consciente, valoriza as
tradições culinárias regionais e a origem dos alimentos, buscando
relações mais justas e a aproximação entre produtores e consumidores.
Em Belo Horizonte, o grupo local do Slow Food
realiza piqueniques, promove visitas a produtores, estimula a compra
direta e defende o uso do espaço público para um cotidiano mais
criativo e prazeroso.
Palco para verdadeiras riquezas musicais, a Mostra da Nova Música Instrumental Mineira
traz em sua programação um interessante recorte da nova geração de
músicos em Belo Horizonte. Buscando a formação do público e o
desenvolvimento de novas identidades rítmicas, optou-se por abordagens
bastante diversificadas, que vão desde o choro à música experimental,
do grupo de percussão à música de câmara.
Shows e Piqueniques
Aproveite os PIQUENIQUES que vão acontecer durante os shows:
convide seus amigos, traga uma toalha e alguns comes & bebes para
compartilhar. Use a criatividade e evite levar materiais descartáveis.