|
por Wilma Maria Coelho Araújo e Halina Mayer Chaves Araújo
|
|
O termo comida de rua é utilizado para identificar alimentos e bebidas prontos para o consumo, preparados e/ou vendidos nas ruas; em portas de igrejas, escolas, cinemas; em tendas, que se espalham por praias, praças e outros lugares públicos. Sempre muito apreciados por pessoas de todas as classes, esses alimentos são comercializados por vendedores ambulantes, em todas as partes do mundo.
Estudos realizados na América Latina estimam que, em grandes centros urbanos, entre 25 e 30% do orçamento familiar são gastos no consumo de alimentos categorizados como comida de rua.
Os produtos oferecidos variam nos diferentes países/regiões e culturas e, por isso, destacam-se sob o ponto de vista turístico, pois comumente são considerados emblemáticos e apreciados pelos viajantes.
Comentários (3) | Envie este texto por Email |
|
Leia mais...
|
|
|
por Renata Menasche
|
|
O aroma chama, as papilas antecipam o sabor... em O cafezinho que fala Ellen Woortmann nos brinda com instigantes dimensões e significados de um ato que, comumente, repetimos várias vezes ao dia, de preferência em boa companhia. Fica o convite: que tal um cafezinho?
Seja o primeiro a comentar | Envie este texto por Email |
|
|
por Ellen Fensterseifer Woortmann
|
|
O cafezinho faz parte do conjunto constituído pela comida e, como tal, "fala" de práticas, valores e possui dimensões simbólicas interessantes. Ele é parte de uma linguagem.
Tomar cafezinho junto significa compartilhar, tornar um momento ritual, marcá-lo como algo que nos aproxima, reforça laços. Pode ser também uma pausa no cotidiano.
Quando se recebe alguém em casa, principalmente quando não é alguém muito conhecido, e se "passa um café" novo, esse é um claro sinal de boas vindas: a presença da pessoa é desejada. Inversamente, servir um café morno ou requentado é ofensivo, significa que a pessoa deve se retirar logo.
Comentários (3) | Envie este texto por Email |
|
Leia mais...
|
|
|
por Renata Menasche
|
|
Para conhecer um lugar e a gente desse lugar, é preciso comer sua comida. Na história das sociedades, o viajar esteve sempre associado ao comer. Mas tanto o viajar como o comer adquiriram, nas sociedades contemporâneas, novos significados.
É a esse respeito que nos fala o texto Turismo e gastronomia: uma viagem pelos sabores do mundo, de Janine Collaço. Um convite para uma apetitosa reflexão.
Seja o primeiro a comentar | Envie este texto por Email |
|
|
|
|
|
|
por Janine Collaço
|
|
Diversidade, sabores e culturas
O turismo e a gastronomia selaram sua relação ao longo do século XX, quando o hábito de viajar incorporou-se no período de descanso. As férias e os meios de transporte mais eficientes fizeram com que os deslocamentos se tornassem comuns, resultando em um intenso fluxo de pessoas, circulando de um lado a outro.
Nesse ir e vir mais freqüente, o contato com novas paisagens, culturas e sabores despertou interesses variados em torno do evento turístico, e assim foi que a gastronomia ganhou lugar, sobretudo ao atrair um segmento de viajantes interessados em estimular seus sentidos através da experimentação da cozinha do Outro. Embora já fosse prática anteriormente, Culinary Tourism ou turismo culinário (também gastronômico) adquiriria essa nomenclatura somente no final dos anos 1990 (Long, 2004). O que mudou, a partir de então, foi a importância atribuída à gastronomia na viagem, sempre uma forma de experiência de contato com a diversidade cultural.
Conhecer pratos, ingredientes, comprar produtos, levá-los para casa... No retorno, a memória é cultivada em torno de imagens e sabores, preferencialmente compartilhados entre familiares e amigos, ressaltando a abertura ao novo e o contraste entre as práticas corriqueiras e aquelas até então desconhecidas, encontradas na viagem. Esse exercício pode ser entendido como uma espécie de manejo estético de códigos culturais, que mostra os limites entre nós e os outros, mas da forma habilidosa que é proporcionada pela comida.
Comentários (3) | Envie este texto por Email |
|
Leia mais...
|
|
|