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Slow Food - Textos e Notícias - Alimentação e Cultura
Alimentação e Cultura
Editora desta coluna: Renata Menasche

Doce deleite

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por Renata Menasche   

la-lechera-vermeerDe um tempo em que não haviam rotas para recolhimento de leite a ser comercializado distante do local de produção ou refrigeradores para conservá-lo (e, claro, em que tampouco se adicionavam produtos químicos para obter um maior tempo de vida útil do produto), herdamos os queijos e doces de leite.

No artigo Os doces de leite na América Latina, Esther Katz oferece um quadro que, ao mesmo tempo em que oportuniza perceber que podemos encontrar por todo o continente o doce produzido a base de leite e açúcar, evidencia que, em cada canto desta nossa América, temos diferentes doces de leite, numa diversidade que corresponde à multiplicidade de saberes dos povos, que cultivam a terra, criam seus rebanhos, ordenham seus animais e transformam o leite em comida em forma de doce. Que delícia!

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Os doces de leite na América Latina

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por Esther Katz   

dulce-de-leche.jpgOs doces de leite não são exclusividade do Brasil, Uruguai ou Argentina. Em todos os países da América Latina, encontram-se variedades de doce de leite, com nomes diversos. Em países em que se fala espanhol, dulce de leche é o nome mais comum, mas também é conhecido como manjar blanco no Chile, Peru, Equador, Colômbia e Panamá - e, nesse último, também como bién-me-sabe; cajeta no México e na América Central; jamoncillo no México; arequipe na Colômbia; leche de burra em El Salvador e na Nicarágua.

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A agricultura familiar à mesa

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por Renata Menasche   

armazem.jpgNesta semana, nosso olhar se dirige aos agricultores familiares, mas não como aqueles que produzem o alimento para o conjunto da sociedade, a comida "dos outros".

A partir do artigo de Catia Grisa, Da roça à mesa: a produção de alimentos "pro gasto" na agricultura familiar, somos convidados a observar os diversos aspectos relacionados à produção de alimentos voltada ao autoconsumo na agricultura familiar.

O artigo de Catia foi elaborado a partir do interessante estudo que realizou, como dissertação de mestrado, junto a famílias rurais gaúchas de quatro diferentes municípios, pertencentes a distintas regiões rurais do Rio Grande do Sul.

A fala de seu Ângelo, com que Catia abre seu artigo, mostra não apenas a diversidade dos produtos "pro gasto", mas também o modo como essa comida fortalece a Segurança Alimentar dessas famílias ao mesmo tempo em que alimenta laços de sociabilidade.

Ao destacar o sabor do brodo (designação dada, entre os colonos de origem italiana do Sul do Brasil, ao caldo preparado a base de carnes) feito com a galinha "criada a milho" em seu quintal, seu Ângelo afirma um modo de vida. No orgulho de ser agricultor, vemos o orgulho por produzir a boa comida. A mesa está posta...

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Da roça à mesa: a produção de alimentos “pro gasto” na agricultura familiar

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por Catia Grisa   

vacas-pastando"Olha tudo o que nós plantamos pro nosso gasto! Não compramos quase nada! Frango, nós criamos; queijo, nós fazemos aqui. Esses produtos pra comida, muito pouco nós compramos. Açúcar, essemascavo, se faz aqui. Se olha de poupar o quanto mais dá. Batata, aipim... E, sabe, esses alimentos, dá pros filhos, também. Ela [a esposa] leva para as filhas, leva galinha já pronta, limpa. Temos vaca pra tirar leite, fazemos nosso queijo. Galinha, peru, pato, eu tenho. E esses bichinhos ali, criados a milho: não tem nada de ração. A carne de uma galinha dessas, fazer um brodo, fica bom!"

É desse modo, com orgulho, que Seu Ângelo, agricultor, descreve os alimentos que ele e sua esposa produzem para o consumo familiar. Essa produção, que entre os agricultores gaúchos também é chamada de produção "pro gasto", no meio acadêmico tem sido estudada como produção para autoconsumo.

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Comida de rua: mais que um lanche rápido

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por Renata Menasche   

ambulantes-antiga"Mais do que uma comida rápida de rua, o acarajé é indissociável da cultura do candomblé e da história dos africanos no Brasil. Quitute é elemento central de um complexo cultural."

Assim Carolina Cantarino abre a reportagem que, publicada em Patrimônio, a Revista Eletrônica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o IPHAN, relata o processo que, concluído no início de 2005, declarou o ofício das baianas do acarajé patrimônio cultural do Brasil.

É interessante conhecer esse processo de reconhecimento e valorização das baianas de tabuleiro que, tratando de um caso bastante específico, evidencia a dimensão cultural de saberes e práticas alimentares associados à comida de rua.

O artigo Comida de rua e preservação da cultura alimentar, de Wilma Araújo e Halina Araújo, chama a atenção para diferentes questões relacionadas à comida de rua, fazendo com que percebamos que há mais ali do que apenas um lanche rápido com que nos deparamos no caminho...

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