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por Bernardo Simões
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A Associação e convivium Sabor
Selvagem filiada ao movimento Slow Food internacional e Slow
Food Brasil realizará a 4ª
Expedição à Amazônia que conta com a participação de estudantes Gastronomia
de Santa Catarina, Chefs de cozinha de diversas partes do Brasil, Biólogos e
profissionais do setor Turístico e Hoteleiro.
Essa expedição tem como objetivo
colocar os participantes em contato com a cultura amazônica e sua enorme
biodiversidade, para que possam agregar o conhecimento adquirido com essa
experiência a seus objetivos profissionais e suas pesquisas acadêmicas,
valorizando assim a cultura gastronômica brasileira.
O grupo chegará a Belém do Pará no dia
15/07/2011 e nos quinze dias seguintes os participantes conhecerão diversas
cidades paraenses, ilhas, praias, mercados públicos e farão visitas a diversos
pontos turísticos. Durante a estadia no Complexo Ecológico Parque dos Igarapés
em Belém, serão ministrados pelos alunos, cursos de boas práticas na
manipulação de alimentos aos funcionários do parque.
Irão também ao Arquipélago do Marajó,
o maior arquipélago fluviomarinho do mundo, Ilha do Mosqueiro, Ilha de
Maiandeua, cidade de Bragança, onde vão conhecer a famosa praia de Ajuruteua e
diversas casas de farinha situadas na cidade. Os estudantes, cozinheiros e
Chefs realizarão três eventos gastronômicos promovidos pelo Chef Ofir Oliveira,
que é considerado um dos maiores nomes na divulgação da cozinha Amazônica pelo
mundo, em Belém, Bragança e no Marajó. Os eventos terão enfoque na gastronomia
tradicional paraense e utilizará ingredientes selecionados pelo grupo na
viagem. O grupo retornará à Santa Catarina no dia 31/07/2011.
Toda a viagem será registrada em forma
de documentário audiovisual pelas produtoras Mekaron filmes e Duck produções e
fotografada pelo Fotógrafo e Designer carioca Pedro Kuperman. O material
originado da viagem, além de ser disponibilizado aos órgãos de turismo
reponsáveis pela gestão do potencial turístico do estado do Pará, será exibido
em eventos internacionais promovidos pelo Slow Food, mostras nacionais e
internacionais de cinema e em universidades de todo o Brasil. A idéia é que essa
experiência possa ser partilhada com estudantes do Brasil e do mundo e que
estes possam ter mais contato e conhecimento das questões de ecologia e preservação,
tão importantes para a preservação e valorização da culinária brasileira.
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por Chico Junior
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Pertinho de Tiradentes (MG) há uma cidade chamada Coronel Xavier Chaves. O tal do Coronel Xavier Chaves era bisneto da irmã de Tiradentes, Antônia Rita da Encarnação Xavier. Na pequena cidade, que fica a cerca de 20 quilômetros de Tiradentes, está o mais antigo engenho de cachaça em atividade no país, o Engenho Boa Vista, que produz a cristalina Século XVIII, de propriedade de Rubens Chaves (na foto, na frente da roda d'água do seu alambique), por sua vez bisneto do coronel.
O engenho foi construído em 1755 e, desde então, nunca parou de produzir cachaça artesanal de boa qualidade. Diz a História que o alambique funcionava na fazenda do irmão caçula de Tiradentes, padre Domingos da Silva Xavier. Há pouco mais de 20 anos, Rubens Chaves se aposentou e decidiu trocar Belo Horizonte pela região onde nasceu, comprando de um primo o engenho histórico. Resolveu, então, dar continuidade ao negócio da produção de cachaça, no qual a família está envolvida há sete gerações.
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por Chico Junior
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Aqui entre nós, Tiradentes é um charme. Mais do que isso, Tiradentes é história. E, um pouco mais ainda, Tiradentes é pura culinária mineira, tanto que abriga um dos mais famosos e freqüentados festivais de gastronomia do Brasil, o Festival Internacional de Cultura e Gastronomia, que atrai gente de todo o país e chefs nacionais e do exterior.
A pequena cidade vê, nos feriados prolongados e nas férias, sua população de seis mil habitantes mais do que dobrar, todos em busca da paz que se encontra nas ruelas e em meio aos prédios antigos, do século XVIII. Estar em Tiradentes é passear pela história, cidade berço da Inconfidência Mineira e terra de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que nasceu num sítio próximo à cidade. Ali busca-se, também, comer bem, comida boa e farta. Vamos falar, então, de um médico e sua leitoa.
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por Chico Junior
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Muitos restaurantes desse Brasil, de tão bons e tradicionais
que são, já viraram atrações turísticas. São lugares especiais que o visitante
não deixa de ir sempre que vai a determinada cidade, vila, vilarejo, lugar.
Hoje eu queria falar de um que conheci
recentemente em Salvador, a linda capital baiana.
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|
por Chico Junior
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Itaipava é um lugarzinho todo especial que fica na região
serrana do Estado do Rio de Janeiro. É um distrito da famosa Petrópolis, cidade
onde fica o Museu Imperial, ex-residência de verão da família imperial, e a
Casa de Santos Dumont, dentre outros atrativos. Talvez pela sua proximidade com
o Rio de Janeiro, a apenas uma hora de viagem de carro, Itaipava
transformou-se, senão no principal, mas em um dos mais importantes centros
gastronômicos do país. São dezenas de excelentes restaurantes, alguns
localizados em sofisticadas pousadas, incluindo aí a badalada Locanda della
Mimosa, do chef Dânio Braga.
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