Slow Food Brasil

Cadastre o seu e-mail e receba novidades:

Organizam-se por meio da Associação Indígena Tupinambá de Olivença. A comunidade de índios Tupinambá está dividida nos territórios  de Olivença - Ilhéus, Águas de Olivença, Una, Buerarema e localidades. Trata-se de uma aldeia indígena reconhecida pela Funai que está localizada entre os municípios de Ilhéus, Una e Buerarema, fundada em 1680, por missionários jesuítas.

Apesar de ser reconhecidamente indígena, a proximidade com o meio urbano gerou miscigenações que atribuem características de índios civilizados ou caboclos, além de representar uma importante pressão de urbanização. E, mesmo por ser bastante conhecida na região e ser reconhecida pela Funai, ainda não houve a demarcação do território indígena, sendo uma realidade os conflitos com fazendeiros próximos.

A Comunidade é formada por aproximadamente 5000 índios distribuídos em 50000 hectares, existem espécies de vilarejos dentro da comunidade, denominado lugares. Por estar dividida em grupos menores, existem diversas práticas rituais com fundo religioso (católico) e sociais, como a festa da puxada do mastro, festa do Divino Espírito Santo. Ademais, são realizados rituais indígenas, como o Porancim, que atribuem identidade e singularidade a essa comunidade.

Os Tupinambás de Olivença tem sua atividade produtiva voltada para a agricultura, em especial o jenipapo e mandioca, tanto para subsistência quanto para comercialização. Ademais, praticam a pesca nos rios e mar. Nesse aspecto, há uma técnica peculiar de pesca que utiliza uma armadilha denominada Jiqui, feita com cipó. A caça ainda é praticada pelos tupinambás, sendo comum a ingestão de animais selvagens. O artesanato tupinambá é feito, em especial, com a fibra da piaçava coletada na própria região, sendo produzidas peneiras, esteiras, caçuás, ferramentas de caça e pesca, dentre outros.

Produzem diversos itens alimentícios, dentre eles tem-se a mandioca e seu beneficiamento com farinha de mandioca e derivados, além do extrativismos de frutas e peixes águas doce e salgada. As técnicas de produção são rudimentares e artesanais, sendo na pesca uma identidade, haja vista ser realizada por meio de técnicas bastante específicas desses povos. Todo beneficiamento, tanto da farinha de mandioca quanto do jenipapo, é realizado nas próprias casas, pois não há unidade de beneficiamento comum. Devido a proximidade de cidades, todos os itens produzidos que não são destinados a subsistência, são comercializado em feiras em Olivença. Por isso, a produção agrícola é de fundamental importância para a comunidade, pois representa a principal fonte de renda das famílias que resistem à pressão de se deslocar para as cidades próximas em busca de emprego.

 

Estado/Região/Território: Bahia/Nordeste

Municípios: Ilhéus

Referência da Comunidade: Maria Valdelice de Jesus, Luciano Silva de Jesus, Tathiana Benderoth de Carvalho / (73) 82185616 /  acaotupinamba@gmail.com - tathi.biologando@gmail.com

 

Esta Comunidade do Alimento foi incluída na Rede Slow Food pelo projeto:

logo projeto completa

 

Conheça mais sobre Slow Food InternacionalFundação Slow Food para BiodiversidadeTerra MadreUniversidade das Ciências Gastronômicas

» SLOW FOOD BRASIL | Login »»

© 2013 Slow Food Brasil. Todos os direitos reservados aos autores das fotos e textos.
Não é permitido reproduzir o conteúdo deste site sem citar a fonte, link e o autor.
Design e desenvolvimento: DoDesign-s