Slow Food Brasil

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A Comunidade conta com 150 produtores envolvidos e com as comunidades quilombolas do Recôncavo Baiano:Kaonge, Dendê, Kalembá, Engenho da Ponte, Engenho da Praia e Tomb. A produção de ostra no território quilombola veio da necessidade de adaptação dos negros escravizados ao meio ambiente, onde estavam os quilombos. Recentemente, a comunidade estabeleceu parcerias com: UFRB, Bahia Pesca, Fundação Vovó do Mangue e ICMBIO, criando o núcleo de produção para estruturar melhor a atividade. Produzem cerca de 90 mil ostras por ano, algumas chegam a medir mais de 10 centímetros. A instalação de grandes empreendimentos próximos constitui uma ameaça às comunidades, em função da poluição da Baía de Todos os Santos, das tensões pela titulação da terra e da falta de acesso a políticas públicas

A extração da ostra de mangue (Crassostrea rhizophone) é de difícil manejo, pois as pescadoras e marisqueiras, muitas vezes fazem a coleta do animal sem qualquer equipamento. A atividade representa uma importante fonte de alimento e renda para as comunidades quilombolas da região. Desde 2009 é realizada a Festa da Ostra com objetivo de fortalecer, divulgar, comercializar e valorizar a cadeia produtiva dos produtos das comunidades quilombolas do Vale e da Bacia do Iguape. Essa festa, geralmente, é feita no Quilombo Kaonge – Comunidade Rural do Município de Cachoeira, Bahia, e se busca nesse evento disseminar os conceitos de sustentabilidade e economia solidária.

A festa é marcada por uma atmosfera histórica, onde a cultura quilombola local é exaltada por meio de espaços de rodas de conversas para abordar temas como a história dos quilombos do Recôncavo Baiano, Culinária Quilombola e Direito Ambiental. Os visitantes são recepcionados por deliciosas receitas à base de ostra, utilizando ingredientes oriundos da própria comunidade, a fim de agregar sabor peculiar aos pratos e ressaltar valores históricos locais.

A ostra, em sua maioria, é utilizada para consumo das famílias locais e também vendida para comunidades vizinhas. O produto atende aos princípios do slow food, por ser um produto bom e de qualidade, que adota um manejo amigável ao meio ambiente, as técnicas de manejo não promovem dano ao ambiente e nem àqueles que a consome  e sua comercialização se enquadra na concepção de preço justo para o produtor e para o consumidor. Ademais, o produto se encontra em risco de extinção, em função da poluição dos manguezais, consequentemente acabando com a sua extração.

A ostra produzida na região da Bacia do Iguapé é muito saborosa. Pode ser consumida in natura, de sabor levemente adocicado, pois o ambiente em que vive é de água salobra. Esse molusco pode também ser consumido em diversas receitas, como moqueca e frita, por exemplo. A ostra frita é uma especialidade da região.

Estado/Região/Território: Bahia/Recôncavo Baiano/Região Nordeste

Municípios: Cachoeira

Referência da Comunidade:  Ananias Viana, (71) 999230116

 

Esta Comunidade do Alimento foi incluída na rede Slow Food pelo projeto:

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