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A maioria das famílias está ligada à Associação Quilombo Kalunga (AQK) e à Associação Kalunga de Cavalcante (AKC), ambas em Cavalcante. A primeira é a associação “mãe” no Território e a segunda é apenas do município. A comunidade possui aproximadamente 400 famílias (é a maior do Território Kalunga), sendo todas produtoras de alimentos. A maioria produz para autoconsumo, mas muitas também comercializam produtos.

Os moradores do Vão do Moleque vivem basicamente da agricultura de subsistência, da pecuária, da caça, pesca e do extrativismo vegetal. Eles produzem arroz, feijão, mandioca, milho, abóbora, quiabo, jiló, maxixe e outros. Grande parte dos moradores da comunidade recebe algum benefício do Governo Federal, alguns são aposentados, outros recebem bolsa família e há também funcionários públicos municipais, a exemplo dos professores, merendeiros, faxineiros e agentes comunitários de saúde.

A Comunidade produz os alimentos em sistema agrícola tradicional, sem uso de adubos ou agrotóxicos. Entre os produtos agrícolas, estão: mandioca (para produção de farinha e paçoca principalmente), arroz (autoconsumo), gergelim (diversos usos), cana-de-açúcar (rapadura, açúcar mascavo principalmente).  Também obtém diversos produtos por meio do extrativismo (vegetal e animal).  Principais produtos do extrativismo: baru (descascado e torrado), buriti (lascas desidratadas) e jatobá (farinha).

A maior parte dos produtos entre os agricultores é semelhante, pois possuem ligações de parentesco e de convivência por meio dos festejos e de trocas de produtos. Não existe agroindústria. Todos os produtos do Vão do Moleque são produzidos nas casas dos agricultores, tanto pelas mulheres como pelos homens. Apenas a farinha de mandioca é produzida na casa de farinha.  Está prevista a construção de uma cozinha comunitária na área urbana de Cavalcante, próxima ao Empório Kalunga, onde os produtos já são comercializados. Nesta cozinha deverão ser processados e embalados alguns produtos, mas outros ainda continuarão a ser processados nas comunidades, principalmente devido às dificuldades de transporte e perecibilidade/fragilidade das matérias-primas.

O excedente da produção (aquilo que não fica para o autoconsumo) é comercializado em feiras locais (Cavalcante e Alto Paraíso principalmente), no Empório Kalunga (ponto de comercialização da Associação Kalunga de Cavalcante - AKC). Pouco é comercializado para agentes intermediários ou em outras feiras e eventos.

 

Estado/Região/Território: Goiás/Centro-Oeste/Chapada dos Veadeiros

Municípios: Monte Alegre

Referência da Comunidade: Paulo Coutinho - (62) 99967-1869

 

Esta Comunidade do Alimento foi inserida na rede Slow Food pelo projeto:

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